9 formas de desenvolver crianças resilientes

Como pais, estamos tentando minimizar constantemente o medo e a incerteza para os nossos filhos, mas será que estamos fazendo a coisa certa? Como podemos conseguir afeto e compreensão ao invés de transmitirmos ansiedade e medo? Precisamos entender que não é possível protegermos nossos filhos de todos os perigos e decepções deste mundo. No entanto, isso não quer dizer que eles devam descobrir tudo sozinhos – os pais têm um papel importante em fornecer às crianças as ferramentas necessárias para navegar pela vida e criá-las para serem adultos resilientes.

O que significa ser resiliente? Segundo a American Psychological Association (APA), a resiliência é "a capacidade de se adaptar bem à adversidade, ao trauma, à tragédia, às ameaças ou até mesmo a fontes significativas de estresse". Ao contrário do que a maioria das pessoas pode pensar sobre esse tema, não é que as pessoas resilientes não sejam afetadas pela adversidade – elas são capazes de lidar e superar os desafios de forma eficaz, e até mesmo de saírem fortalecidas pelos eventos!

Criar crianças resilientes é possível, você só precisa estimular as habilidades necessárias para lidar com as dificuldades futuras e se recuperar delas. Se você fornecer ao seu filho as ferramentas certas para enfrentar os desafios, ele poderá navegar pela vida com mais eficiência.

Você pode começar a promover essas habilidades desde cedo, então aproveite! Na verdade, o papel que você desempenha nos primeiros anos do bebê é muito importante na promoção dessas habilidades. Em suma, você deve fornecer um cuidado responsivo e um ambiente positivo para o seu bebê. Mesmo que as crianças pequenas não sejam capazes de expressar em palavras certos sentimentos, elas ainda estão conscientes do ambiente ao seu redor e podem absorver eventos assustadores que presenciam ou conversas que ouvem. Então você deve procurar por sinais de medo e ansiedade que seu filho possa demonstrar. Por exemplo, seu filho ficou mais apegado do que o normal? Ou ele está demonstrando certos comportamentos que podem ser sinais de ansiedade? Lembre-se de estar atento e usar brincadeiras como uma forma de ajudar seu filho a expressar seus medos! O uso de jogos de arte e simulação é uma ótima maneira de as crianças comunicarem o que não conseguem expressar em palavras.

Se você deseja promover a resiliência em seu filho, aqui estão algumas dicas que você pode seguir:

  1. Erros são oportunidades para aprender. Ensine seu filho a abraçar o fracasso. Para fazer isso, comece ensinando-lhe que o esforço contínuo, a prática e o aprendizado são as chaves para o sucesso! Certifique-se de que ele não veja os contratempos como assustadores, de modo que ele possa estar disposto a correr riscos e tentar coisas novas!
  2. Promova a responsabilidade atribuindo responsabilidades. Evite “mandar”, isso não promoverá a responsabilidade. Em vez disso, ofereça oportunidades para que ele seja responsável. Por exemplo, ele pode ajudar com certas tarefas da casa, e envolver-se em fazer coisas para os outros.
  3. Estimule a tomada de decisões. Incentive seu filho a tomar decisões e deixe que ele saiba que você o apoia. Faça-o pensar em diferentes cenários e possibilidades para que, se ele tomar uma decisão ruim, você possa oferecer orientação ou perguntar a ele: "Eu me pergunto o que poderia acontecer se fizéssemos isso…". À medida que ele cresce, você pode gentilmente empurrá-lo para fora de sua zona de conforto, incentivando-o a experimentar novas atividades. Isso exercitará seu sistema de resposta ao estresse, como qualquer experiência nova faz – por exemplo, ir à casa de um amigo para brincar pela primeira vez.
  4. Ensine-o a fazer amigos e ajudar os outros. Ensine seu filho a ser amigo, a fim de fazer amigos e desenvolver a habilidade de empatia. Construa uma forte rede familiar para apoiar seu filho em suas decepções. Ter apoio social fortalece a resiliência.
  5. Crie rotinas. O uso de uma rotina pode ser reconfortante para as crianças, especialmente as mais novas, que anseiam por estrutura em suas vidas.
  6. Ensine o autocuidado. Seja um exemplo para o seu filho! Ensine-o sobre a importância de ter tempo para comer adequadamente, exercitar-se e descansar. Certifique-se de fornecer equilíbrio, para que ele tenha tempo para se divertir! Faça sua programação de forma que ele tenha tempo para relaxar.
  7. Ensine sobre o foco em objetivos. Ensine o seu filho a estabelecer metas, e depois a perseguí-las. Quando ele se mover em direção a um objetivo, mesmo que lentamente, e depois receber elogios por isso, ele verá o que já realizou, em vez de focar no que ele ainda precisa alcançar. Isso irá ajudá-lo a ter resiliência para avançar diante dos desafios.
  8. Cultive uma visão positiva. Quando seu filho crescer, ajude-o a lembrar como ele teve sucesso em lidar com dificuldades no passado, e certifique-se de que ele entenda que as dificuldades do passado o ajudaram a construir a força para lidar com desafios futuros!
  9. Evite perguntas que comecem com "por que" – use "como". Ao fazer isso, você ensinará seu filho a avaliar as opções e decidir qual delas é melhor.

A resiliência faz uma grande diferença na vida. As pessoas que respondem às dificuldades com resiliência são mais saudáveis, mais longevas, mais felizes em seus relacionamentos, mais bem-sucedidas na escola e no trabalho, e confiantes o suficiente para explorar seu mundo! Lembre-se que a família age como um cobertor de segurança. Por isso, promova a proximidade da família e certifique-se de que seus filhos recebam muito amor e apoio.

10 maneiras de reduzir o risco de morte súbita infantil (SMSI)

A síndrome da morte súbita infantil (SMSI) – o pior pesadelo dos pais – é a principal causa de morte de bebês de 1 a 12 meses de idade nos Estados Unidos. Ela não é uma doença ou um vírus, mas um diagnóstico dado quando não há causa aparente para a morte súbita de uma criança com menos de um ano. A SMSI geralmente ataca durante o sono, entre 22h e 10h, enquanto os bebês estão em seus berços. Como o nome indica, é repentina e vem sem aviso prévio. Um bebê aparentemente saudável pode repentinamente sucumbir à síndrome. Mesmo com anos de pesquisa, ela permanece imprevisível. A incerteza e a falta de respostas são o que a torna tão assustadora para os pais. Antes que a preocupação noturna lhe impeça de dormir, saiba que há coisas que você pode fazer para reduzir o risco de morte súbita do seu bebê. Abaixo estão 10 recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP) – elas levaram a uma redução de 50% dos casos de morte súbita nos Estados Unidos:

  1. Seu bebê deve dormir de barriga para cima – isso é vital, e deve acontecer o tempo todo. Se você está preocupada com asfixia, saiba que ela é muito rara. Bebês saudáveis ​​tendem a engolir ou expelir fluidos automaticamente. No entanto, se seu bebê sofre de refluxo gastrointestinal crônico ou de uma má-formação das vias aéreas superiores, converse com o seu médico sobre a melhor posição para o seu bebê dormir. Quando seu bebê for capaz de rolar, o que acontece em torno dos 6 meses, deixe-o escolher sua posição de dormir.
  2. Seu bebê deve dormir em uma cama firme, sem brinquedos ou roupas de cama – Sempre coloque seu bebê em um colchão firme e evite travesseiros, colchas, almofadas ou bichinhos de pelúcia. Esses itens podem dificultar a respiração do seu bebê.
  3. Mantenha seu bebê longe da fumaça do cigarro. Isso também vale para as mulheres grávidas. Fumar durante a gravidez está associado a um aumento no risco de morte súbita.
  4. Seu bebê deve dormir no berço dele, mas no mesmo quarto que você. Seu bebê pode ficar na sua cama enquanto você cuida dele ou o amamenta, mas, quando estiver pronto para dormir, ele deve ser colocado no berço, perto de você.
  5. Amamente o máximo que puder. Estudos demonstraram que o aleitamento materno pode ajudar a reduzir o risco de morte súbita, especificamente devido aos seus agentes protetores, que combatem infecções respiratórias e gastrointestinais (fatores que contribuem com a SMSI).
  6. Imunize o seu bebê. Evidências recentes sugerem que os bebês que são vacinados têm um risco 50% menor de morte súbita.
  7. Se você não está mais amamentando, considere dar uma chupeta ao seu bebê durante o cochilo ou na hora de dormir durante o primeiro ano. O uso da chupeta diminui os riscos de SMSI. No entanto, não é necessário levá-lo ao extremo: se a chupeta do seu bebê cair da boca depois que ele adormecer, você não precisa colocá-la de volta.
  8. Não deixe seu bebê ficar muito quente. O quarto deve estar a uma temperatura confortável – não muito quente e nem muito frio. Certifique-se de vesti-lo com apenas uma camada de roupa.
  9. Não use produtos que alegam reduzir o risco de morte súbita – produtos como posicionadores de sono, colchões especiais e tapetes de dormir não demonstraram reduzir os riscos de SMSI.
  10. Não dê mel a bebês com menos de um ano de idade – o mel pode levar ao botulismo, que pode ser mortal por si só, mas também contém bactérias que têm sido relacionadas à síndrome.

Embora os pesquisadores ainda não saibam o motivo exato pelo qual o risco de morte súbita é reduzido após os 6 meses de idade, isso pode estar relacionado ao desenvolvimento físico do bebê, mais especificamente ao controle respiratório, ao metabolismo, aos padrões de sono e às habilidades físicas. De fato, quando seu bebê for capaz de rolar, o que acontece por volta dessa idade, seu cérebro estará maduro o suficiente para alertá-lo sobre perigos respiratórios e, como ele terá mais controle físico, poderá se libertar de certas posições perigosas para dormir.#

Como pôde ser visto, uma das melhores armas contra a morte súbita infantil é que seu bebê tenha controle sobre o próprio corpo e seja capaz de rolar de um lado para o outro. Se ele tiver força física para mudar de posição, a possibilidade de ele não conseguir respirar diminuirá muito.

Se quiser ensinar o seu bebê a rolar e fortalecer os músculos do pescoço e da parte central do corpo, experimente esta atividade do Kinedu!

Até a próxima!

Samantha

Por que a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda ler para o seu bebê?

Em junho de 2014, a Academia Americana de Pediatria (AAP) emitiu uma declaração pedindo aos pediatras que conversassem com os pais sobre os numerosos benefícios de ler em voz alta para seus filhos, e como isso é crucial para o desenvolvimento do cérebro, das habilidades linguísticas e das habilidades sociais das crianças. A Dra. Pamela High, pediatra e professora da Alpert Medical School da Brown University, foi a principal autora da nova declaração. Ela afirmou que ler para o seu filho todos os dias ajuda a construir laços afetivos saudáveis, porque é uma ótima oportunidade para interagir de maneira próxima. Crianças com pais que leem para eles todos os dias têm habilidades linguísticas mais fortes quando chegam ao jardim de infância e, por isso, estão mais preparadas para aprender a ler. Isso, então, prevê que essas crianças terão mais chances de se formar no ensino médio.

Então, ler para o seu filho é extremamente importante! Se você ainda não está fazendo isso, comece a criar esse hábito hoje! Você pode se perguntar: o que os bebês pensam quando olham para um livro? Embora um bebê não entenda o que as imagens ou as palavras significam, em torno dos 4 meses de idade, ele é capaz de se concentrar nelas. Olhar para imagens é um dos primeiros passos para reconhecê-las, uma habilidade chave para que ele compreenda o significado de imagens e palavras mais tarde. Os bebês olham fixamente para uma imagem em vários momentos, e demonstram um claro interesse por suas cores e formas. É muito comum que os bebês demonstrem preferência por uma página específica de um livro, observando-a por mais tempo do que as outras. As primeiras experiências com os livros irão familiarizar seu filho com eles e o ajudarão a desenvolver seu gosto pela leitura – por isso, nunca é cedo para começar!

Um dos meus livros favoritos, e que certamente chamará a atenção do seu bebê, se chama “Uma lagarta muito comilona” – um clássico escrito e ilustrado por Eric Carle. Suas cores brilhantes e seu formato interativo convidarão seu filho a participar de um jogo de contagem e até mesmo conhecer e memorizar os dias da semana! Este é definitivamente um ótimo livro para acrescentar à estante do seu filho!

Você tem recomendações de outros livros? Por favor, compartilhe-as nos comentários! Continue nos acompanhando para saber mais sobre as vantagens de ler para o seu filho e obter boas sugestões de livros!

Autocontrole: a chave para o sucesso e para a saúde

O desenvolvimento do autocontrole deve ser uma prioridade no desenvolvimento das crianças – agora sabemos o quanto isso é importante para impactar positivamente os resultados da vida.

Saúde e prosperidade

De acordo com um novo estudo, o autocontrole pode ser o ingrediente secreto para a saúde e a riqueza futuras. Em um estudo de longo prazo conduzido pelo psicólogo Terrie Moffit, da Universidade de Duke, 1.000 neozelandeses foram acompanhados desde o nascimento até os 32 anos. De maneira surpreendente, quando você avança para a idade adulta, as crianças que tiveram menor pontuação em medidas de autocontrole quando tinham 3 anos de idade tiveram mais problemas de saúde, dificuldades financeiras, dependência de substâncias, problemas acadêmicos, comportamento agressivo e criminalidade.

Essas descobertas chamam a atenção para a importância do autocontrole. Concentrar os esforços no fortalecimento adequado das habilidades de autocontrole durante os primeiros anos pode trazer benefícios duradouros para as crianças, suas famílias e para a sociedade. Como pais, uma de nossas principais responsabilidades é ensinar aos nossos filhos a controlar seus pensamentos, emoções e comportamentos. Está claro que o autocontrole é fundamental para que uma criança tenha sucesso acadêmico e socioafetivo. No entanto, é importante notar que o córtex pré-frontal dos bebês e das crianças pequenas (a parte do cérebro associada à autorregulação e ao controle) não está totalmente desenvolvido; por isso, não podemos esperar de uma criança que ela demonstre o autocontrole de um adulto. Sua abordagem para estabelecer limites deve estar de acordo com o estágio de desenvolvimento do seu bebê. Se seu filho for muito jovem, ele terá problemas para controlar efetivamente as emoções, os pensamentos e as ações.

O ambiente doméstico desempenha um papel crítico no desenvolvimento do autocontrole durante os primeiros anos de vida. É durante a infância que os bebês começam a desenvolver uma noção de si mesmos, e fornecer cuidado responsivo e um apego seguro é a chave para facilitar o processo de desenvolvimento. Na verdade, a Rede de Pesquisa em Cuidados Infantis do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD) descobriu que o ambiente doméstico de crianças de 0 a 5 anos de idade pode prever habilidades de autocontrole na primeira série. Além de receber as orientações corretas, o afeto e o apoio dos pais, bem como os recursos físicos e sociais necessários, são importantes para estabelecer um ambiente que promove o desenvolvimento do autocontrole.

Dada a importância de promover essa habilidade, descrevemos algumas estratégias que você pode usar para incentivar a regulação dos pensamentos, emoções e ações do seu bebê. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar você a começar:

  1. Certifique-se de que seu filho saiba o que virá a seguir. Por exemplo, quando for ao supermercado, diga: “Vamos às compras, mas hoje não vamos comprar doces”; ou “Vamos comprar frutas, que também são doces”. Se o seu filho repetir o que você disse a ele anteriormente, ele poderá usar a regra para guiar seu próprio comportamento.
  2. Forneça uma programação e uma rotina diária planejada e previsível.
  3. Faça uma encenação com seu filho sobre o que dizer ou como agir em determinadas situações.
  4. Ensine e fale sobre sentimentos e repita as regras do lar com frequência.
  5. Mantenha-se calmo e firme em sua voz e suas ações, mesmo quando seu filho parecer fora de controle.
  6. Incentive a brincadeira de faz-de-conta – você pode fornecer itens para que seu filho tenha papéis diferentes, como por exemplo: pai, policial, bombeiro, médico ou mágico. Essas brincadeiras são ótimas, porque permitem que seu filho aprenda a seguir as regras do papel que ele desempenha.
  7. Faça brincadeiras como “pare e continue” ou “estátua”, nas quais seu filho irá começar a fazer ações diferentes e interrompê-las conforme indicado pelo “líder” do jogo.

No geral, procure oportunidades para o seu bebê praticar a espera e o compartilhamento. À medida que seu bebê cresce e desenvolve mais autocontrole, você poderá estabelecer mais limites. Com paciência e consistência, seu filho irá desenvolver o autocontrole. Lembre-se sempre de ser paciente e de que nada funcionará toda vez, então continue ajustando suas estratégias!

Aqui está uma atividade do Kinedu que trabalha o autocontrole, e que pode ajudar você a começar!