Como melhorar as habilidades sociais do seu bebê

A partir do momento em que seu bebê nasceu, ele começou a aprender a responder e se adaptar às pessoas ao seu redor. Eventualmente, ele começará a gostar de ver outras pessoas, mas é claro que ele sempre terá preferência pela companhia de seus pais. Pesquisas apontam que os bebês se desenvolvem por meio dos relacionamentos que estabelecem com seus pais e com outras pessoas, e que esses relacionamentos são os alicerces para o desenvolvimento humano saudável.

É importante reconhecer que cada bebê nasce com seu próprio estilo social. Alguns podem ser mais extrovertidos, enquanto outros podem ser um pouco mais tímidos e quietos. Geralmente, quando um bebê completa dois anos, ele começa a gostar de brincar com crianças da sua idade e, aos três, ele estará a caminho de fazer amigos de verdade. Mas, como em qualquer outra habilidade, ele precisará aprender a socializar por meio da tentativa e do erro.

Aqui estão algumas dicas para ajudá-la a melhorar as habilidades sociais do seu bebê.

  • Ensine a inteligência emocional: o primeiro passo para ajudar as crianças a desenvolver a inteligência emocional é ajudá-las a aprender a administrar suas emoções, que é uma das bases das relações interpessoais. Isso significa trabalhar para criar um ambiente acolhedor que incentive a expressão verbal do que o seu filho sente.
  • Seja carinhosa: crianças mais abertas e afetuosas têm maior probabilidade de ter amigos – então, não deixe de dar muitos beijos e abraços no seu bebê. Você também pode convidar amigos e parentes para visitá-lo. Seu bebê vai amar receber visitas, independentemente da idade delas, especialmente quando forem simpáticas e derem bastante atenção a ele.
  • Ensaie situações sociais: prepare seu filho para o próximo evento social, descrevendo como ele será, as expectativas e os participantes. Esses detalhes o ajudarão a lidar com esses eventos. Em seguida, ajude-o a praticar como cumprimentar as pessoas, os modos à mesa, as habilidades básicas de conversação e até mesmo como se despedir.
  • Planeje encontros para brincar: mantenha esses encontros pequenos no início, com apenas um ou dois outros bebês com temperamento similar. Certifique-se de ter muitos brinquedos para todos, já que as crianças desta idade têm dificuldade em compartilhar as coisas com os outros. Esteja preparada para intervir quando houver algum desentendimento sobre os brinquedos.
  • Confiança é tudo: a autoestima é o passaporte do seu filho para uma vida de felicidade social. Pense em um momento em que você estava se sentindo muito bem consigo mesma. Você provavelmente achou muito mais fácil se relacionar com as outras pessoas desse jeito. Há muitas maneiras diferentes de você promover a autoconfiança do seu bebê – experimente elogiar os esforços dele em uma tarefa ou apresentá-lo a desafios pequenos, mas atingíveis! Quanto mais confiante seu filho se sentir, maior a probabilidade de ele se sentir seguro o suficiente para começar a interagir com crianças da mesma idade.

Quer mais dicas e atividades para melhorar as habilidades sociais do seu bebê? Experimente as atividades de socialização no catálogo do nosso aplicativo Kinedu. Com elas, seu bebê aprenderá a interagir com as pessoas ao seu redor, imitar as crianças mais velhas e até mesmo reconhecer os membros da família!

Como superar a ansiedade de separação de uma maneira divertida e perspicaz

A maioria das crianças desenvolve ansiedade de separação em torno dos 12 meses de idade. Funciona diferente para cada criança, mas, de uma maneira geral, isso significa que elas ficam chateadas quando a mãe ou o pai os deixa com outra pessoa. Essa é uma parte natural da primeira infância – mas isso não a torna menos preocupante! Se suas necessidades estão sendo atendidas, a maioria dos bebês com menos de seis meses não tem problemas em ficar perto de outras pessoas. Mas entre os quatro e os sete meses, os bebês desenvolvem um senso de “permanência do objeto”. Por isso, eles começam a entender que as coisas e as pessoas existem mesmo quando não podem vê-las. Então, é quando seu bebê começa a entender que, quando ele não pode vê-la, significa que você decidiu ir embora. Como os bebês não entendem o conceito de tempo, eles não sabem quando – ou se – você retornará, e isso os incomoda.

Entender o que seu filho está sentindo e ter uma estratégia para lidar com ele pode ajudar vocês dois. Aqui estão algumas dicas para ajudar você e o seu bebê a superarem a ansiedade de separação.

  • Atenda as necessidades básicas primeiro. Se despedir será pior se o seu bebê estiver com fome, cansado ou doente.
  • Se despeça rapidamente. Isso ajudará na transição. Se você prolongar a despedida e permanecer por perto, a ansiedade também permanecerá por mais tempo.
  • Estabeleça uma rotina. Tente se despedir da mesma forma todos os dias – ser consistente ajudará o seu bebê a compreender o que está acontecendo.
  • Ganhe a confiança dele. Mantenha suas promessas. Volte na hora que você disse que voltaria para conquistar a confiança do seu bebê e evitar contratempos futuros.
  • Pratique a separação. Dê ao seu filho uma chance de ficar bem sem você. Mande-o para a casa da avó ou organize encontros para ele brincar com outras crianças.

É altamente recomendável que você converse regularmente com o seu filho este assunto. Um bom livro infantil que aborde o tema da separação pode ajudá-la com isso. Seu filho aprenderá a identificar seus sentimentos por meio dos personagens e das situações da história, especialmente se vocês conversarem sobre isso depois. Aqui estão duas das sugestões da minha estante:

“Are you my mother?”, de P. D. Eastman, é um ótimo livro para crianças! Este clássico conta a história de um passarinho que está procurando por sua mãe, perguntando a todos ao seu redor se eles são sua mãe. No final, ele felizmente encontra sua mãe real!

“I love you all day long”, de Francesca Rusackas, é especialmente útil para preparar seu filho para o primeiro dia de aula, mas pode ser facilmente aplicado a todas as situações! Esta história vai lembrar seu filho que, mesmo se você estiver distante, você ainda o ama o dia todo.

Você tem recomendações de livros? Por favor, compartilhe-as nos comentários! Continue nos acompanhando para saber mais sobre as vantagens de ler para o seu filho e ver boas sugestões de livros para ele!

Conjuntivite: causas, sintomas e tratamento

O seu filho está com os olhos rosados, coçando ou lacrimejando? Em caso positivo, ele pode estar com conjuntivite. Esse nome pode soar um pouco assustador, mas, na verdade, é a infecção ocular mais comum entre as crianças. É uma infecção da conjuntiva, a membrana que reveste os olhos e as pálpebras. O principal sintoma da infecção é quando a parte branca do olho fica rosada ou avermelhada, à medida que os vasos sanguíneos do olho ficam inflamados. Você também poderá perceber que o seu filho tem secreções secas ao redor das pálpebras ou algum inchaço.

É importante citar que nem todas as infecções devem ser tratadas da mesma forma. Existem três tipos de conjuntivite: a viral, a bacteriana e a alérgica. Confira abaixo as características de cada uma delas:

  • A conjuntivite viral é causada por um vírus, e é muito contagiosa. No entanto, o lado positivo é que ela geralmente desaparece sem tratamento em aproximadamente uma semana. Lembre-se de lavar delicadamente os olhos do seu bebê com água morna e esfregar qualquer corrimento seco. Se os olhos do seu bebê não melhorarem depois de uma semana, converse com o seu médico.
  • A conjuntivite bacteriana é causada por bactérias, e é contagiosa. Se não for tratada, pode causar sérios danos aos olhos. Os médicos geralmente prescrevem colírios antibióticos para você pingar nos olhos do seu bebê por cerca de uma semana.
    • Dica: se você for pingar o colírio e os olhos do seu bebê estiverem fechados, a melhor coisa a fazer é mirar no canto interno do olho. Dessa forma, quando ele abrir os olhos, o remédio entrará.
  • A conjuntivite alérgica (ou ambiental) é causada por irritantes oculares, como pólen, pelos de animais ou poeira. Esse tipo pode ocorrer sazonalmente ou durante todo o ano.

É importante notar que, embora a conjuntivite alérgica não seja contagiosa, a viral e a bacteriana são – e podem ser facilmente transmitidas pela tosse, pelo espirro e pelo contato com das mãos com os olhos.

Há também diferenças nos sintomas, de acordo com o tipo de conjuntivite. Sim, o primeiro sintoma da conjuntivite é a aparência rosada do olho. Fora isso, os sintomas dependem do tipo de conjuntivite. Confira:

  • Conjuntivite viral – você notará que seu filho tem sensibilidade à luz, além de coceira e lágrimas nos olhos. Também acompanha sintomas de resfriado. Lembre-se de que esse tipo é altamente contagioso e pode se espalhar ao tossir ou espirrar.
  • Conjuntivite bacteriana – você notará uma secreção pegajosa e amarelada ou esverdeada no canto do olho do seu filho. É contagiosa, e geralmente é transmitida por meio do contato direto com as mãos infectadas ou objetos que tocaram o olho (como travesseiros, toalhas, lenços, etc.).
  • Conjuntivite alérgica (ou ambiental) – geralmente apresenta coceira e lágrimas nos olhos, e é frequentemente acompanhada por congestão e corrimento nasal. O bom é que não é contagiosa!

Outra pista a ser observada é que, ao contrário da conjuntivite alérgica, em que ambos os olhos são afetados, as conjuntivites viral e bacteriana infectam apenas um olho no início, levando vários dias para infectar o outro.

Para evitar a conjuntivite, aqui estão algumas das etapas que você pode seguir:

  1. Use sabonete antisséptico para limpar as suas mãos e as do seu bebê com frequência;
  2. Evite que seu filho toque os olhos;
  3. Não compartilhe itens pessoais do seu filho, como toalhas, lenços de papel ou travesseiros;
  4. Lave as toalhas, as roupas e os lençóis do seu filho em água quente, e separadamente do resto da roupa da família;
  5. Limpe as superfícies, como bancadas, banheiros, torneiras e telefones frequentemente com produtos antissépticos;
  6. Se seu filho tiver predisposição à conjuntivite alérgica, mantenha as portas e as janelas fechadas quando houver muito pólen no ar. Para evitar desencadeantes de alergia em casa, passe o aspirador frequentemente para evitar acúmulos de poeira.

Se você acha que seu filho está com conjuntivite, entre em contato com o seu médico para identificar a causa e tratá-la adequadamente. Se ele não melhorar em 3 a 4 dias após o tratamento ou após uma semana sem tratamento, leve-o ao consultório do seu médico. Para evitar que esse tipo de infecção se espalhe, você precisará lavar as mãos toda vez que terminar de cuidar dos olhos do seu bebê. Lembre-se de manter as toalhas, as roupas e os lençóis do seu filho separados, e lavá-los regularmente!

Como fazer o meu bebê dormir à noite? – Parte II

Ter um bebê não é uma tarefa fácil! Sim, é lindo ver seu filho crescer e conhecê-lo mais e mais a cada dia, mas essa pode se tornar uma experiência desafiadora, especialmente porque, nos primeiros anos, você e seu bebê estarão em constante mudança e adaptação. Uma das maiores mudanças, e a que necessita de mais ajustes, é o sono – e tudo que está relacionado a ele. Os hábitos de sono são cruciais tanto para o desenvolvimento saudável do seu bebê quanto para a manutenção da sua saúde. Sem um descanso completo, tanto seu desempenho, sua saúde e seu humor quanto os do seu bebê serão afetados – por isso, é muito importante tentar atender a essa necessidade básica sempre!

Há muitas técnicas que você pode seguir para ajudar seu bebê a dormir. Algumas são mais eficazes do que outras, mas todas dependem da personalidade e das preferências do seu bebê. Não há uma receita milagrosa que garanta uma maneira rápida e eficaz de dormir que se aplique a todos os bebês, por isso é importante que você conheça o seu bebê e o que funciona para ele. Existem formas de definir parâmetros para identificar e antecipar técnicas eficazes. Aqui estão alguns métodos que você pode experimentar para começar a formar hábitos de sono saudáveis

Antecipar o sono do seu bebê

O objetivo dessa técnica é ficar um passo à frente do seu bebê em relação às demandas de sono dele. Por meio da identificação de diversas manifestações, você pode direcionar e mudar os hábitos do seu bebê, para evitar que ele atinja o ponto em que chora e fica emocionalmente abalado por causa do sono.

Veja como funciona:

  1. Observe o comportamento do seu bebê antes de dormir. Identifique sinais de cansaço, como esfregar os olhos, bocejar, ficar um pouco inquieto, entre outros. Cada bebê é diferente, por isso, é importante evitar generalizações. Para detectar adequadamente esses sinais, é aconselhável anotar essas manifestações, assim como a duração e o horário em que elas acontecem. Uma semana de observação e de registro de comportamentos deve ser suficiente!
  2. Tenha consciência do que VOCÊ faz para o seu filho dormir. Isso é importante para que você possa saber qual abordagem funcionou melhor no passado. Por exemplo: tapinhas nas costas, cantar uma canção de ninar, embalar o seu bebê… Você também pode anotar quanto tempo cada abordagem leva para fazer seu bebê se acalmar e dormir.
  3. Depois de ter detectado os sinais de cansaço do seu bebê e as estratégias mais eficazes para fazê-lo dormir, cuide das necessidades dele quando perceber que ele está ficando cansado. É importante tentar fazer isso imediatamente, de modo a evitar uma demanda acentuada de sono. Comece falando de maneira suave e lenta e, em seguida, aplique a estratégia que foi mais eficaz para ele.

Pontos Positivos

  • Você criará associações e condicionamentos eficazes para fazer seu bebê dormir;
  • É ideal para evitar crises relacionadas à necessidade de sono, que costumam ser demoradas e difíceis de superar;
  • Com esse método, você aprenderá mais sobre o seu bebê e sobre os comportamentos dele, o que levará a um maior controle das situações;
  • Esse método estabelecerá a base para um cronograma de sono regular.

Pontos Negativos

  • A primeira semana pode ser um pouco tediosa e difícil, uma vez que você precisa deixar seu bebê ficar com sono para observar seus comportamentos;
  • Requer tempo e paciência;
  • Você precisa dividir sua atenção entre a ação e a observação das medidas tomadas. Durante uma semana, será necessário cumprir múltiplas tarefas: observação + ação.

Técnica de conforto

Para qualquer bebê, estar na presença da mãe é um componente crucial para se sentir seguro. Quando seu bebê está perto de você, ele se sente confortável, o que o permite adormecer mais rapidamente e dormir por mais tempo. No entanto, quando você decidir deixar seu filho no berço, é útil deixar com ele algo associado a você, como se fosse uma extensão sua.

Veja como funciona:

  1. Durante uma ou duas semanas, faça seu bebê dormir enquanto estiver usando um objeto em particular. Objetos quentes e macios ao toque, como um cobertor ou um bichinho de pelúcia, são ótimos para isso! Coloque o objeto escolhido perto de você e do seu bebê, de modo que vocês dois encostem nele;
  2. Quando seu bebê adormecer, certifique-se de colocar o objeto em seu berço, para que ele continue em contato com esse objeto até acordar.
  3. Se seu bebê acordar durante a noite, tente acariciá-lo delicadamente com o objeto e consolá-lo com uma voz suave.

Gradualmente, seu bebê aprenderá a associar o objeto com conforto e cuidado. Isso o ajudará a manter a sensação de segurança, mesmo quando estiver dormindo sozinho no berço.

Pontos Positivos

  • Estudos mostraram que a segurança e o cuidado da mãe podem ser transferidos, quando associados a um objeto de conforto;
  • Com essa técnica, você estará gradualmente trabalhando para incentivar a independência e os recursos pessoais do seu bebê;
  • Usando o objeto que foi associado ao sono, você poderá ajustar o horário de dormir do seu bebê. Ele continuará associando a presença do objeto ao ato de dormir.
  • Pontos Negativos
  • Para que seja mais eficaz, o objeto precisa adquirir o seu cheiro, e isso pode levar de uma a duas semanas. É importante manter o objeto limpo e higienizado;
  • Você pode precisar reiniciar a associação do objeto depois de ele ter sido lavado.

Estabelecer qualquer hábito requer tempo, esforço, perseverança e paciência. Esse processo pode ser difícil no começo, já que envolve tempo e dedicação, mas você descobrirá que seus resultados serão maravilhosos ​​para todos em sua família!#

Bons sonhos!

Quer ler mais sobre o tema? Dê uma olhada nestes livros:

  • Granic, I., & Lewis, M. (2010). Bedtiming: The Parent’s Guide to Getting Your Child to Sleep at Just the Right Age. New York, USA.: Workman Publishing.
  • Pantley, E. (2002). The No-Cry Sleep Solution: Gentle Ways to Help Your Baby Sleep Through the Night: Foreword by William Sears, M.D. McGraw Hill Professional.
  • Sears, W., Sears, R., Sears, J., & Sears, M. (2008). The Baby Sleep Book: The Complete Guide to a Good Night’s Rest for the Whole Family. New York, USA.: Little Brown.