Engatinhar – Perguntas frequentes

Estas são as respostas às perguntas mais frequentes sobre o processo de engatinhar:

Quando meu bebê deve começar a engatinhar?

Normalmente, os bebês engatinham por volta de oito a dez meses de vida, mas, em torno dos seis meses, a maioria deles começa a tentar se movimentar. Quando os bebês descobrem como fazer o movimento de engatinhar, eles, às vezes, vão primeiro para trás, e depois, aprendem a engatinhar para frente.

É importante lembrar que cada bebê é único, e desenvolverá suas habilidades em diferentes estágios – alguns mais rapidamente que outros. (Nota: Se seu bebê nasceu prematuramente, ele provavelmente levará mais tempo do que os outros para começar a engatinhar).

O processo de aprender a engatinhar é, na verdade, bastante complexo. Os bebês precisam coordenar seus braços e pernas, e desenvolver força muscular em seus braços, ombros e pernas para suportar seu peso. Porém, aprender a engatinhar não só estimulará a coordenação motora grossa, mas também desenvolverá diferentes habilidades, como o equilíbrio, a consciência espacial e a confiança.

Está tudo bem com o meu bebê se ele engatinha de um jeito diferente dos outros bebês?

Na verdade, os especialistas dizem que não há uma maneira “certa” de engatinhar. O processo de aprender a engatinhar é diferente para cada bebê. Apenas lembre-se de que seu filho vai encontrar sua maneira única de fazer isso, e a parte importante é que ele seja capaz de se movimentar e explorar seu entorno.

Aqui estão quatro estilos diferentes que seu bebê pode usar para engatinhar:

  • “O clássico”: seu bebê move um braço e o joelho oposto para frente simultaneamente.
  • “O caranguejo”: ele dobra um joelho e estende a perna oposta para avançar.
  • “A barriga”: seu bebê move seu corpo para frente enquanto arrasta sua barriga contra o chão.
  • “Rolando”: seu bebê rola de um lugar para o outro – afinal, quem precisa engatinhar quando rolar pode levá-lo aonde você quer ir?

Meu bebê não começou a engatinhar. Devo me preocupar com isso?

Engatinhar é considerado um importante marco do desenvolvimento na vida de um bebê. No entanto, nem todos os bebês vão engatinhar ou até mesmo precisar engatinhar. Na verdade, a ação de engatinhar não está listada no “Teste de Mapeamento de Desenvolvimento de Denver”, uma ferramenta usada por pediatras para medir o desenvolvimento das crianças. Estudos mostraram que o rastreamento não parece ser preditivo de outros marcos iniciais do desenvolvimento, como levantar e andar. Mas, embora engatinhar não seja crucial, e alguns bebês possam pular completamente essa etapa, se o seu bebê tem mais de um ano e não engatinha, não tem energia para se locomover ou não consegue sustentar a cabeça, rolar, sentar-se ereto ou sustentar seu peso corporal, peça para que o seu pediatra faça uma avaliação do desenvolvimento dele.

E quanto à segurança do meu bebê?

Seu bebê já se movimenta por aí? Então, pode ser que você queira certificar-se de que sua casa esteja segura para ele. Engatinhe pela casa e verifique se há potenciais perigos no nível que ele conseguiria alcançar. Lembre-se de checar tomadas elétricas e cabos, materiais de limpeza e quinas de móveis. É muito importante que seu bebê tenha um ambiente seguro para brincar e explorar!

O que posso fazer para ajudar meu bebê?

Um ponto que todos os especialistas concordam é a importância de deixá-lo de bruços, assim, ele poderá desenvolver a força muscular de seus ombros, braços, costas e tronco, necessária para que ele consiga engatinhar. Às vezes, você só precisa colocá-lo de bruços todos os dias e supervisioná-lo para que ele possa praticar. Você pode tentar incentivar seu bebê a pegar um brinquedo quando ele estiver nessa posição. Lembre-se de que não há necessidade de empurrá-lo para que ele alcance seu brinquedo mais rapidamente.

Aqui está uma das nossas atividades mais populares para ajudar seu filho a aprender como engatinhar:

 

Quer aprender mais sobre este assunto? Confira estes links: [link]

3 livros obrigatórios para os pais de primeira viagem

Em postagens anteriores do blog, nós falamos sobre ótimos livros para os seus filhos e agora achamos que é hora de recomendar livros para você, mamãe e/ou papai!

É sempre bom se manter bem informado, entender o desenvolvimento do seu filho e descobrir formas de melhorá-lo por meio de boas leituras. Encontrar o livro certo é difícil! Afinal, se as informações transmitidas irão impactar na forma com que você cria e educa o seu filho, é melhor ter certeza de que elas estejam endossadas por pesquisas científicas precisas.

Aqui estão três ótimos livros que recomendamos:

1. A ciência dos bebês – da gravidez aos 5 anos: como criar filhos inteligentes e felizes, do Dr. John Medina

Neste livro, o Dr. John Medina explica o que as últimas pesquisas científicas dizem sobre como criar crianças inteligentes e felizes. Escrito de forma leve e amigável, “A ciência dos bebês” conecta o que os pesquisadores sabem sobre o desenvolvimento cerebral das crianças ao que os pais praticam todos os dias. Uma leitura obrigatória!

2. Como as crianças aprendem: o papel da garra, da curiosidade e da personalidade no desenvolvimento infantil, de Paul Tough

Neste best-seller do New York Times, o jornalista Paul Tough discute a importância das “habilidades não cognitivas”, também conhecidas como “caráter”, na criação de crianças bem-sucedidas. Ele explora pesquisas sobre como os pais afetam seus filhos, como as habilidades humanas se desenvolvem e como o caráter é formado. Quem tem sucesso e quem falha? Por que algumas crianças prosperam e outras se perdem? O que podemos fazer para levar uma criança – ou uma geração de crianças – ao sucesso?

3. Mind in the making: The seven essential life skills every child needs, de Ellen Galinsky

Como podemos ajudar as crianças a florescerem na vida e a se tornarem aprendizes vitalícios? A estudiosa Ellen Galinsky passou sua carreira pesquisando as “habilidades essenciais para a vida” que as crianças precisam para atingir seu potencial pleno. Essas habilidades são: foco e autocontrole, capacidade de colocar as coisas em perspectiva, comunicação, capacidade de fazer conexões, pensamento crítico, capacidade de enfrentar desafios e aprendizado autodirigido e engajado. Em seu livro, Galinsky descreve estratégias para desenvolver essas habilidades em casa e na sala de aula.

Esses livros fazem parte da nossa lista de leitura obrigatória. E a sua? Você tem alguma recomendação? Se sim, compartilhe-a abaixo!

Como educar crianças emocionalmente inteligentes

Você consegue se lembrar da última vez em que se sentiu realmente frustrada ou triste? Quais técnicas ou habilidades você usou para controlar suas emoções?

Assim como os adultos, as crianças precisam desenvolver estratégias para controlar suas emoções. Muitas vezes, os bebês e as crianças pequenas mordem ou batem em alguém por pura frustração, tendo dificuldade em se acalmar depois de um dia excitante. É responsabilidade dos pais ensinar a eles as habilidades necessárias para identificar e expressar seus sentimentos. Embora os comportamentos agressivos em crianças pequenas possam ser um desafio para os pais, essas situações são uma ótima oportunidade para que eles aprendam a identificar e expressar suas emoções!

Pesquisas demonstraram os benefícios que resultam do ensino de inteligência emocional desde cedo. De acordo com vários estudos, crianças pequenas que participam de programas relacionados com o desenvolvimento socioafetivo demonstram menos agressividade e ansiedade, e se tornam melhores na hora de resolver os problemas sociais. Essas consequências proporcionam um ambiente mais pacífico para todos, e os benefícios serão mantidos ao longo dos anos! De fato, controlar as emoções e não reagir de maneira impulsiva ou prejudicial são fatores agora reconhecidos como fundamentais para a saúde psicológica das crianças.

Uma coisa é certa: não estamos querendo mudar um sentimento particular e não queremos que as crianças pensem que um sentimento é "ruim". Ao contrário, queremos que elas não sejam dominadas por ele. Em outras palavras, se seu filho se sentir desencorajado, incentive-o a não desistir; ou, se ele se sentir ansioso, converse com ele para que ele não acabe perdendo uma aventura!

No geral, melhorar a regulação emocional leva a benefícios em todas as áreas da vida de uma criança. As crianças que conseguem controlar suas emoções prestam mais atenção, conseguem mais avanços na escola, são mais capazes de resolver conflitos com seus colegas e apresentam níveis mais baixos de estresse!

Se você quiser ajudar seu filho a controlar suas emoções, aqui estão algumas coisas que você pode fazer:

1. Nomeie as emoções

Crianças pequenas têm habilidades de linguagem limitadas, mas os pais podem prestar atenção em seus comportamentos – sejam eles gritar, empurrar, chorar, morder ou se afastar. Os comportamentos que eles demonstram são de grande importância para entender o que estão sentindo, então os pais podem ajudá-los a nomear esses sentimentos. Quando seu filho experimentar uma emoção, nomeie-a. Por exemplo: "Você está feliz! Eu posso ver que você está feliz por estar no parque!".

À medida que as crianças crescem, você pode usar essa estratégia para introduzir novas palavras que construirão seu vocabulário emocional: "Você parece assustado. Esse trovão foi realmente alto!".

2. Planeje-se para sentimentos fortes

Ajude seu filho a gerenciar sentimentos intensos, criando estratégias de enfrentamento! Comece por não classificar suas emoções como boas ou más. Ao invés disso, neutralize sua reação a emoções fortes. Se você disser a seu filho o que sentir e isso for diferente do que ele realmente sente, ele se sentirá confuso sobre seus próprios sentimentos e deixará de confiar em seus sinais internos! Então, explique a ele que todo mundo reage e sente raiva, tristeza ou medo em algum momento. Enfatize que isso acontece com todos, até mesmo com você. Depois que seu pequeno se acalmar, resuma o que aconteceu e incorpore suas emoções no diálogo.

3. Use a hora de brincar para identificar emoções

Quando seu filho apresentar um comportamento agressivo, ajude-o a verbalizar o que ele pode e não pode fazer. Uma ótima maneira de fazer isso é por meio da brincadeira! O brincar é um caminho natural para as crianças experimentarem, explorarem e falarem sobre várias emoções. Uma maneira simples de fazer isso é usar bichinhos de pelúcia ou bonecas para representar alguns cenários com os quais seu filho pode se relacionar. Essas brincadeiras são uma ótima ferramenta para demonstrar a regulação emocional!

4. Separe um momento para leitura

Se você quiser ensinar seu filho sobre alfabetização emocional e empatia, use livros com imagens. Quando um momento feliz, assustador ou frustrante ocorre em uma história, parem e olhem para a imagem juntos. Examine as expressões faciais dos personagens, a linguagem corporal e o que eles estão fazendo. Use essa mesma técnica quando forem assistir a um filme juntos, por exemplo, quando vir alguém sorrindo, diga "Ela deve estar feliz!", e continue com outras expressões.

5. Reconheça os sentimentos de outras pessoas

Aprender a ter empatia com os outros e responder apropriadamente aos sentimentos de outra pessoa é uma habilidade importante na construção de relacionamentos. Semelhante às estratégias mencionadas acima, você pode começar mostrando imagens e desenhos ou situações de dramatização para discutir as palavras, a linguagem corporal e as experiências que retratam os sentimentos de uma pessoa.

Lembre-se de que saber como regular e identificar emoções é uma habilidade muito importante de se cultivar – como disse certa vez o psicólogo Daniel Goleman: "Se as suas habilidades socioafetivas não estão presentes, se você não tem autoconsciência, se não é capaz de administrar suas emoções, se não pode ter empatia e relacionamentos eficazes, então, não importa o quão inteligente você seja, você não irá muito longe".