O que é permanência do objeto e por que esse é um marco importante?

Você já ouviu a expressão “quem não é visto, não é lembrado”? Nós, adultos, quando vemos um objeto ser retirado do nosso campo de visão, sabemos que aquele objeto ainda existe, embora não possamos vê-lo, tocá-lo ou ouvi-lo. No entanto, este não é o caso dos bebês. Durante os primeiros meses de vida, quando um objeto é retirado do seu campo de visão, o objeto deixa de existir para eles! Entretanto, entre os 4 e os 7 meses, seu bebê começará a entender o conceito de permanência do objeto, ou seja, ele começará a compreender que, quando os objetos estão fora do seu campo de visão, eles ainda existem. Isso ocorre devido porque sua audição e sua visão já estão praticamente desenvolvidas!

Por que a permanência de objetos é um marco tão importante?

Compreender o conceito de permanência do objeto é um grande marco de desenvolvimento para seu bebê, porque o ajudará a entender o mundo e a saber o que esperar em seguida. Isso significa que seu bebê irá deixar de se assustar quando der alguma coisa a alguém – como, por exemplo, um brinquedo – pois ele saberá que é possível recuperá-lo. Ele também perceberá que as pessoas existem, mesmo quando estão longe. Até pouco tempo atrás, seu bebê não tinha a capacidade de entender isso – quando você saía, ele pensava que você tinha desaparecido. No entanto, ao atingir esse marco, mesmo que ele não fique feliz com sua saída, ele poderá perceber que você voltará. Com o tempo, quando você sair, já não causará tanto sofrimento ao seu filho.

Como posso ensinar meu bebê sobre a permanência do objeto?

Os bebês aprendem por meio da interação lúdica, então você não precisa se preocupar muito em tentar ensinar seu bebê sobre a permanência do objeto. A parte mais importante da experiência de aprendizagem dele é passar tempo de qualidade com você! É por meio de interações e de experiências significativas com cuidadores amorosos e confiáveis ​​que os bebês começam a entender o mundo.

Então, dado que a melhor maneira de “ensinar” seu pequeno sobre a permanência do objeto é por meio de brincadeiras, aqui estão algumas ideias para você começar!

1. Brinque de “esconde-esconde”

Você provavelmente já ouviu falar sobre esse jogo: é um dos favoritos de quase toda família! “Esconde-esconde” é um sucesso natural porque permite que seu bebê olhe para o que ele mais gosta – seu rosto! Antes que seu filho domine a permanência do objeto, ver como você desaparece e reaparece instantaneamente será muito divertido para ele!

Você também pode se esconder atrás de um cobertor ou de uma toalha. Segure o cobertor na frente do seu rosto e chame o nome do seu bebê. Assim que ele tocar o cobertor, solte-o e diga: “Achooou!”

2. Esconda um brinquedo chamativo

Primeiro, escolha um brinquedo que chame a atenção do seu bebê. Depois, esconda lentamente o brinquedo sob um pequeno cobertor ou uma toalha. Certifique-se de que uma pequena parte do brinquedo esteja aparecendo, para ajudar o seu bebê a encontrá-lo. Com o passar do tempo, torne a brincadeira mais desafiadora, escondendo o brinquedo ainda mais.

3. Brinque de “Onde está?”

Os bebês reconhecem as vozes de seus pais desde o início. Por isso, use sua voz para ajudar o seu bebê a entender que você ainda está ali, mesmo que ele não a veja.

Dica: Quando seu bebê atingir 8-9 meses, brinque com jogos de permanência de objetos para ajudar a reduzir a ansiedade de separação! Brincar dessa forma e fazer despedidas curtas e afetuosas ao deixá-lo na creche ou na casa dos avós poderá ajudá-lo a entender que você voltará.

Os componentes importantes encontrados em qualquer jogo de permanência do objeto são objetos “aparecendo e desaparecendo”, “sendo procurados e revelando-se”. Se quiser aprender mais sobre como superar a ansiedade da separação de uma maneira divertida, confira esse artigo!

A criação de rotinas diárias e de um ambiente estimulante proporciona às crianças uma sensação de estabilidade, estrutura e confiança em seus cuidadores. Com o tempo, seu bebê ficará cada vez mais tolerante aos momentos de separação de curto prazo.

Se você deseja encontrar mais ideias para ajudar seu filho com o conceito de permanência do objeto, confira a seguinte atividade do Kinedu!

 

Por que ficar de bruços é importante para o desenvolvimento da coordenação motora?

Você sabia que uma pesquisa sugere que os bebês que passam tempo de bruços engatinham antes dos bebês que não exercitam esta posição? Descubra porque ficar de bruços é tão importante para o seu bebê!

Por que deixar meu filho de bruços é tão importante?

O tempo que seu bebê passa nessa posição o ajudará a desenvolver os músculos do pescoço, das costas e dos ombros, necessários para conquistar a maioria de seus marcos físicos, como erguer a cabeça, engatinhar e se levantar.

Enquanto seu bebê fica de bruços, ele terá que trabalhar sua força muscular para conseguir empurrar o corpo para cima, virar o pescoço e se mover um pouco para explorar o ambiente. Ficar de bruços ajuda a prevenir atrasos motores precoces e condições como a síndrome da cabeça chata e o pescoço torto. A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda colocar os bebês de barriga para cima para dormir e de bruços para brincar!

Quando você deve começar a deixar seu bebê de bruços?

Comece a deixá-lo de bruços logo após o nascimento. Você pode até incluir esse exercício como parte da rotina diária do seu bebê. Comece colocando-o de bruços no seu colo duas ou três vezes por dia por alguns minutos. Nem todos os bebês gostam de ficar nessa posição, mas é importante que ele passe algum tempo assim, mesmo que seja por menos de um minuto.

À medida que seu bebê se acostumar, coloque-o de bruços com mais frequência ou por períodos mais longos. Com o tempo, ele conseguirá ficar nessa posição por 10 a 15 minutos. Quando seu bebê estiver mais forte, coloque-o sobre um cobertor no chão depois de uma soneca ou de uma troca de fralda. Você pode colocar alguns brinquedos ao alcance dele, para que ele tenha algo para brincar, ou mesmo um espelho de plástico para ele se olhar.

É importante nunca deixar seu bebê sozinho enquanto ele estiver de bruços. Se ele ficar agitado, mude a atividade, e tente novamente depois de algum tempo.

Seu bebê não gosta de ficar de bruços? Experimente estas dicas!

  • Antes de colocar seu bebê de bruços, verifique se a fralda dele está limpa, e se ele não está com fome ou com sono. Ele deve estar o mais confortável possível.
  • Também é bom esperar um pouco depois de comer. Ficar de bruços com o estômago cheio pode ser um pouco desconfortável para ele.
  • Junte-se a ele e deite-se ao seu lado. É importante que ele se sinta acompanhado – faça caretas, converse com ele ou cante sua música favorita!
  • Coloque um espelho de plástico no chão. Ele poderá ver o próprio reflexo quando olhar para baixo. Normalmente, os bebês ficam muito entretidos com seu reflexo, então, ele vai adorar ficar de bruços!
  • Você sempre pode experimentar diferentes posições! Tente colocar um travesseiro sob o peito dele, posicionando-o sobre uma almofada de amamentação, colocando os braços para frente ou em direção ao peito. Experimente posições diferentes até encontrar uma em que ele fique confortável.

Lembre-se de que, quanto mais tempo seu bebê passar de bruços, mais cedo ele poderá começar a rolar, engatinhar e ficar sentado sem apoio. Isso o levará a explorar mais o seu entorno e desenvolver o cérebro de maneira mais saudável!

 

O bilinguismo e o cérebro

Muitos pais conhecem os benefícios que o aprendizado de mais de um idioma pode ter no futuro de uma criança. No entanto, muitos pais não estão cientes dos benefícios adicionais que o aprendizado de uma segunda língua pode ter! A experiência de aprendizado de um idioma muda o cérebro e, com isso, altera o curso do desenvolvimento. Existem vários estudos que tentam entender os efeitos do bilinguismo, e a conclusão surpreendente é que aprender uma segunda língua (ou até mesmo uma terceira ou quarta) tem um efeito sobre o desenvolvimento que vai além do domínio linguístico.

O cérebro social

A ideia da teoria da mente é focada em obter um vislumbre do que sabemos agora sobre como o bilinguismo pode afetar os processos sociais. A teoria da mente (ToM) é definida como suposições ou ideias de alguém sobre o que os outros pensam sobre algo. Ela requer as representações mentais de você e dos outros – e a percepção de que sua mente e seu conhecimento são separados da mente e do conhecimento dos outros.

Em um estudo importante sobre os efeitos do bilinguismo na cognição social, os pesquisadores Nguyen e Astington compararam grupos de crianças de 3 a 5 anos de idade em uma série de medidas, incluindo uma tarefa de crença falsa para testar a teoria da mente. Nessa tarefa, também conhecida como “Teste de Sally e Anne”, uma história é mostrada a uma criança. Nessa história, Anne move os brinquedos de Sally quando Sally não está olhando. É solicitado, então, que a criança aponte onde Sally irá pensar que os brinquedos estão. Uma criança que demonstra a teoria da mente irá reconhecer que Sally ainda pensará que os brinquedos estão onde ela os deixou originalmente, porque ela não tem todas as informações que Anne tem. No estudo, um grupo de crianças foi exposto tanto ao inglês quanto ao francês desde o nascimento ou antes dos 8 meses de idade, enquanto, em outro grupo, as crianças foram expostas ao inglês ou ao francês. O estudo constatou que as crianças que dominam dois idiomas superaram significativamente as que falam apenas um idioma nas tarefas de crenças falsas depois do controle da idade e da proficiência nos idiomas. A memória de trabalho também foi significativamente aumentada nas crianças bilíngues.

Função executiva

A memória de trabalho parece não ser a única função executiva que é aprimorada em pessoas bilíngues. Um estudo de Bialystok e Senman mostrou que as diferenças entre pessoas bilíngues e pessoas monolíngues em uma série de tarefas de teoria da mente estavam relacionadas a um controle inibitório mais forte. Embora isso possa ser considerado mais relevante para o campo cognitivo, não é irrelevante para a competência social. A competência social envolve regulação emocional – a adaptação das reações para atingir um objetivo. Embora os controles inibitório e emocional não sejam a mesma coisa, os dois se mostraram fortemente correlacionados em crianças com idade pré-escolar (Carlson e Wang, ID: 2007 ). Por que a competência social é importante? A competência social é “preditiva de ajustes posteriores, sucesso acadêmico, autoestima e saúde mental”. É também um “indicador fundamental” dos resultados positivos em crianças pequenas, e uma das bases para a prontidão escolar (Oades-Sese, Esquivel, Kaliski e Maniatis, 2011).

Há várias implicações possíveis para a política a partir da pesquisa que foi realizada com bilíngues emergentes e monolíngues. Oades-Sese, Esquivel, Kaliski e Maniatis (2011) sugerem que é importante que as crianças se tornem proficientes em pelo menos uma língua durante a pré-escola. Programas que ajudem a identificar crianças com baixa habilidade linguística devem ser criados para permitir uma intervenção oportuna. Também é importante o conhecimento público de que o bilinguismo não “confunde” ou desacelera as crianças. Embora tenha havido vários estudos que sugerem que as crianças bilíngues se desenvolvem mais lentamente do que as crianças monolíngues, a evidência é inconclusiva – fatores como o status socioeconômico são provavelmente a razão por trás disso. Em termos de política, isso significa que ensinar uma segunda língua na pré-escola não prejudica as habilidades da língua nativa em crianças, e pode até mesmo ser benéfico para a prontidão escolar e para a competência social!

Se quisermos melhorar os resultados acadêmicos de uma criança, o bilinguismo pode ser uma ferramenta poderosa a ser considerada. Como mencionado acima, a competência social é fundamental para um bom desempenho escolar, e o bilinguismo parece melhorar as habilidades “não cognitivas” que as crianças precisam para ter sucesso. A interação entre o bilinguismo, a teoria da mente e as habilidades sociais provou ser tudo, menos insignificante. Com esse conhecimento, é importante que os formuladores de políticas no campo da educação reconheçam o poder dos idiomas para melhorar drasticamente os resultados.

Guia básico da amamentação

Amamentar seu bebê envolve aprender uma nova habilidade, e isso requer paciência e prática. Você pode até precisar esperar alguns dias antes que a produção de leite esteja estabelecida. Por isso, não se preocupe se o seu leite não aparecer no início – quando seu “reflexo de ejeção” for ativado, a produção de leite irá aumentar.

O que devo fazer para começar?

Comece respirando fundo e deixe seu corpo o mais relaxado e confortável possível. Tente deixar as coisas acontecerem espontaneamente, pois isso promoverá o relaxamento e ajudará seu bebê a sentir-se calmo também. Escolha a posição na qual você deseja amamentar. Você pode ficar sentada em uma cadeira confortável ou deitada, contanto que você e seu bebê estejam confortáveis.

Há muitas maneiras diferentes de segurar o seu bebê, como, por exemplo: “pegada de embalo” (sente-se confortavelmente, apoie a cabeça dele na dobra do seu braço, e deixe o corpo dele todo de frente para você); “pegada de embalo cruzado” (segure seu bebê com o braço oposto ao peito com o qual você irá amamentá-lo e posicione-o de frente para você); “pegada de futebol” (segure seu bebê como se estivesse carregando uma bola de futebol, colocando-o debaixo do seu braço e apoiando a cabeça dele com a sua mão); ou “deitada de lado” (deite-se e use o braço ou o antebraço para manter a cabeça do seu bebê junto ao seu peito). Seja qual for a posição escolhida, certifique-se de que todo o corpo do seu bebê esteja voltado para o seu.

Passos para amamentar com sucesso

  1. Acomode-se em sua posição favorita, certificando-se de que você tenha um bom apoio nas costas, nos braços e nos pés. Incline-se ligeiramente para trás, para que seu corpo ajude a segurar o seu bebê, e o peso dele não seja colocado apenas no seu antebraço;
  2. Coloque o seu bebê perto do peito, em direção à sua aréola (pele escura ao redor do mamilo), para que ele esteja vendo o seu peito de frente;
  3. Certifique-se de que o nariz e o queixo do seu bebê estejam posicionados em frente à aréola. Se desejar, aperte o peito para que o seu bebê agarre a aréola mais facilmente. Da mesma forma, é aconselhável segurar seu peito com a mão livre para dar apoio extra e evitar que o seu bebê puxe-o para baixo;
  4. Quando seu bebê abrir a boca, ajude-o a se aproximar do peito, para que ele encontre o caminho para a aréola. Se ele não abrir a boca, toque delicadamente os lábios ou a bochecha dele com o seu dedo ou o mamilo para despertar o reflexo de sucção. É importante garantir que seu bebê agarre o peito corretamente, para evitar que os seus mamilos fiquem secos e rachados. Para certificar-se de que a pega está correta, verifique se a boca do seu bebê se fecha ao redor de toda a aréola e se o seu o mamilo está apontado para o céu da boca dele;
  5. Quando seu bebê se agarrar ao seu peito, ele irá começar a chupar. Inicialmente, pode levar de 60 a 90 segundos de sucção até que o leite comece a fluir – neste momento, você pode sentir um pouco de dor, já que a sucção de um bebê é surpreendentemente forte. No entanto, a dor inicial deve diminuir após os primeiros minutos. Se você sentir dor aguda conforme a sucção continua, separe o seu bebê do seu peito e reposicione-o. Para fazer isso, espere até que a sucção pare e, em seguida, deslize o seu dedo entre os lábios e as gengivas do seu bebê. Não separe o seu bebê do seu peito sem que sucção tenha parado, pois ela é muito forte e pode lhe machucar!
  6. Assim que seu bebê começar a receber seu leite, a amamentação terá começado. Certifique-se de oferecer os dois peitos em cada mamada, mas deixe-o mamar o quanto quiser antes de lhe oferecer o outro peito. Desta forma, você irá garantir que ele beba tanto o leite anterior quanto o leite posterior (que contém mais gordura e calorias). Quando você perceber que a sucção diminuiu e sentir seu peito mais macio, retire o bebê do peito, faça-o arrotar e ofereça a ele o outro peito. Não se preocupe se ele não quiser mais mamar, pois os bebês têm uma incrível capacidade de reconhecer seus sinais de fome e saciedade. Apenas lembre-se de alternar seus peitos em cada mamada para garantir que ambos sejam estimulados.

Se a amamentação foi bem-sucedida, parabéns! Se não, lembre-se de que dominar essa arte requer prática. Não se sinta mal se você ainda não conseguiu – da próxima vez, experimente posições diferentes para ver com qual delas você se sente mais confortável. Se você achar que ainda tem dificuldades mesmo depois de praticar e experimentar posições diferentes, não deixe de entrar em contato com o seu médico.

Surpresa: desperte a curiosidade natural do seu filho!

Os bebês naturalmente diminuem nosso ritmo – de uma forma positiva. Eles olham para nós com admiração e, instantaneamente, meio milhão de neurônios disparam e absorvem tudo o que fazemos e falamos. Toda vez que nos conectamos com nossos filhos, nossos olhos e cérebros se iluminam simultaneamente. Quando aproveitamos o tempo para viver e curtir esses momentos, nos permitimos desacelerar. Afinal, é isso que os bebês fazem: eles perdem a noção do tempo e expandem sua consciência.

Quando o aprendizado realmente começa? A maioria das pessoas deve achar que começa nos primeiros anos – no entanto, o aprendizado começa no útero. Os bebês desenvolvem uma boa audição para certos sons e têm suas primeiras lições em sua língua nativa enquanto ainda estão no útero. Os bebês nascem prontos para aprender. Eles ficam muito estimulados com tudo; seus cérebros desconhecem esse mecanismo que nós, como adultos, desenvolvemos: a lógica de prioridades. Com isso, podemos nos sintonizar com aquilo que devemos focar e eliminar o resto.

Isso acontece no córtex pré-frontal, uma área relativamente nova do cérebro. Ele é comparativamente novo em termos evolucionários; não é tão evidente nas espécies mais antigas de mamíferos, mas é responsável pelo nosso julgamento e pela flexibilidade dos nossos pensamentos, também conhecido como “sabedoria”. O córtex pré-frontal é eficiente em desligar as demais atividades em nossos cérebros e concentrar nossa atenção em um só ponto. No entanto, os bebês não têm esse mecanismo e, por isso, precisam calcular e desenvolver probabilidades condicionais para conseguir descobrir como o mundo funciona.

Os bebês são inundados com neurotransmissores que estimulam a aprendizagem e a plasticidade eficientemente, mas ainda não desenvolveram essa parte inibitória de seus cérebros, responsável ​​por manter o equilíbrio. Podemos entender esse fenômeno, que ocorre quando tentamos imaginar a primeira vez que vivemos algo, uma experiência à qual nunca fomos expostos. Nós nos apaixonamos pela primeira vez ou viajamos para Paris sem nunca termos estado lá, e buscamos pistas que nos ajudem a entender como nos adaptarmos a essa nova situação. E, de repente, essa nova experiência é percebida como muito mais ampla, o tempo desacelera e três dias parecem uma semana à medida que nos tornamos totalmente conscientes dessa nova aventura. Por isso, os bebês precisam prestar atenção nessas pequenas pistas: eles observam as bolas quicarem e generalizam esse comportamento a partir dessa pequena amostra – isso é o que eles fazem com praticamente tudo! Então, o que podemos fazer para aumentar sua experiência de aprendizado? Pesquisas sugerem que os bebês fazem uso de seus principais conceitos sobre o mundo para construir novas previsões. Se essas previsões os enganarem, eles aproveitam essa oportunidade para aprender algo novo!

Os psicólogos cognitivos Aimee E. Stahl e Lisa Feigenson conduziram uma experiência que, pela primeira vez, demonstrou que os bebês aprendem com as informações centrais que já generalizaram. No experimento, os pesquisadores mostraram aos bebês um objeto em uma situação previsível e, em seguida, em uma situação surpreendente. Primeiro, uma bola foi mostrada aos bebês se comportando de uma maneira normal, rolando em uma rampa. Então, foram mostradas a eles situações surpreendentes, como a mesma bola rolando por uma parede e, de repente, sendo interrompida por uma parede no meio do caminho, ou rolando para baixo e passando através de uma parede (na verdade, do que parecia ser uma parede). Os bebês aprenderam significativamente melhor com essas circunstâncias imprevisíveis e não demonstraram evidências de aprendizado com a situação previsível. Os bebês queriam explorar e entender a bola que os enganara. Se a bola passava pela parede, eles testavam a solidez do objeto, esmagando-o contra a mesa. Se a bola parava no meio do caminho, eles testavam suas propriedades gravitacionais, soltando-a.

Os bebês são surpreendidos por novos estímulos, e procuram entendê-los, assim como os adultos. Eles aprendem com essa imprevisibilidade de forma similar a como você aprende a se adaptar a uma nova experiência. Então, eles se tornam pequenos físicos, explorando qualidades universais que pensavam ter entendido anteriormente. Para os jovens aprendizes, o mundo é percebido como um lugar incrivelmente dinâmico, com novos estímulos constantes. Os bebês entendem tanto a partir de tão pouco em termos de experiência, e isso nos diz que os bloqueios cognitivos são inatos. Os bebês constroem sua inteligência coletando todos esses instintos – objetos vêm em tipos, somam quantidades, toda ação tem uma reação – e esse entendimento requer um nível mínimo de amadurecimento cerebral e molda a maneira como sua experiência é percebida. Aproveite a oportunidade para desafiar seus cérebros, para que eles possam ajustar suas generalizações e buscar amostras maiores para entender melhor o mundo ao seu redor!

Não exija que eles façam algo. Apenas proporcione experiências nas quais eles possam observar e mudar sua mentalidade. Incentive-os a duvidar de sua própria lógica, pois isso impulsionará a formação de novas conexões e o fortalecimento das existentes, que eventualmente os tornarão gênios exploradores!