Dicas para fazer a transição do berço para a cama

Cair e se machucar é um risco que pode ocorrer quando as crianças aprendem os truques que lhes permitem escalar o berço. A boa notícia é que a maioria das crianças fica feliz em fazer a mudança para uma cama de “mocinho” ou de “mocinha". Talvez seu filho até concorde com você que ele deve ficar na cama a noite toda. No entanto, essa transição envolve uma grande mudança, então, reforçar as regras e as rotinas de dormir torna-se um passo crucial para evitar as temidas visitas noturnas.

Reforçando a rotina de dormir

  • Antes de qualquer coisa, certifique-se de que seu filho não esteja doente, não precise usar o banheiro (se ele já fez o desfralde), e que você não esteja passando por uma transição importante, como a chegada de um novo bebê;
  • Se você não tiver uma cama ainda, não se preocupe. Por enquanto, você pode colocar temporariamente o colchão do berço no chão;
  • Celebre este novo marco com o seu filho, e elogie-o por crescer. Se você mostrar que essa nova mudança é importante, a transição será mais atraente para ele;
  • Continue seguindo a mesma rotina de dormir, mas lembre-se de acrescentar este último passo: diga ao seu filho que ele deverá ficar na cama até que você venha buscá-lo de manhã;
  • Quando seu filho estiver deitado na cama e a rotina de dormir estiver no fim, elogie-o por seguir suas instruções, dê um grande abraço nele e saia do quarto;
  • Lembre-se de dizer ao seu filho que você cuidará dele à noite. Isso dará a ele uma sensação de tranquilidade e segurança;
  • Finalmente, se seu bebê acordar e sair da cama, certifique-se de levá-lo de volta à cama dele rapidamente e da maneira mais chata possível. A primeira noite pode representar muitas visitas não solicitadas, mas, se você permanecer firme e consistente em levá-lo de volta ao quarto dele todas as vezes, seu filho irá aprender a ficar na cama a noite toda.

Evitando batalhas na hora de dormir

Não vamos mentir: no começo, você provavelmente precisará repetir a frase “você não pode sair da cama até de manhã” muitas vezes. Tente manter a calma – isso é perfeitamente normal, seu bebê está simplesmente aproveitando sua nova liberdade. No entanto, se você quiser que seu bebê permaneça na cama dele a noite toda, tente ignorar seus protestos. Fique firme e fortaleça a rotina de dormir com elogios positivos quando ele dormir na cama dele a noite toda. Lembre-o de que as regras dizem que todos os membros da família têm que dormir em sua própria cama até de manhã (exceto para ir ao banheiro). Por fim, evite deixar seu filho dormir em sua cama ou ficar com a família depois da hora de dormir se não quiser que isso se torne um hábito

Dicas para uma transição bem-sucedida

  • Coloque uma luz noturna no quarto do seu filho;
  • Se o seu filho não dorme com um bichinho de pelúcia, diga a ele que ele pode fazer isso;
  • Convide seu filho a escolher os lençóis, o edredom e até a cama dele!
  • Faça uma tabela de conquistas, na qual você pode colocar um adesivo toda vez que seu filho ficar a noite toda na cama;
  • Se for possível, compre um relógio que muda de cor na hora de se levantar.

Mantendo meu bebê seguro

Agora que seu quarto é mais fácil de acessar, verifique se não há brinquedos no chão ou em lugares em que eles representem risco. Se você mora em um sobrado, certifique-se de que o acesso às escadas esteja bloqueado. Finalmente, tente não comprar beliches, pois estudos mostram que eles causam acidentes e ferimentos na cabeça.

Esperamos que essas informações ajudem você nessa importante transição. Lembre-se de que o processo pode ser cansativo e difícil, mas sabemos que você pode chegar lá! Siga sempre seus instintos e faça o melhor para você, seu bebê e sua família. Só você saberá o que é melhor.

Bons sonhos!

Pais conscientes: conectando-se com a abundância do seu filho!

“Vamos virar o espelho para dentro e nos perguntar: por que essas reações estão sendo acionadas? As crianças vão despertar essa bagagem emocional que está enterrada no fundo do nosso inconsciente, mas precisamos libertá-las do fardo de consertar nossos problemas não resolvidos”.

Como normalmente nos definimos? São nossas experiências que moldam quem somos hoje e, em caso afirmativo, que tipos de experiências? Quem dá sentido à maneira como percebemos o amor e o carinho? Que emoções nos paralisam e como podemos nos recuperar dessas associações que construímos mentalmente? Essas histórias tendem a se voltar para nossa infância e nossas experiências. Nós nos apegamos à nossa infância por muito tempo na idade adulta, e carregamos essas marcas conosco todos os dias. As primeiras experiências que nos marcaram correm soltas dentro de nós, e influenciam o modo como nos definimos e como percebemos a vida e os outros. E se nós, como pais, pudéssemos transformar esse papel em algo novo, com curiosidade, consciência e um compromisso renovado? Nada poderia potencialmente transformar a consciência global tanto quanto a maternidade ou a paternidade. Tudo o que ensinamos às crianças – como cuidar de si e dos outros, como lidar com as próprias emoções, como pensar, criar, inovar – pode deixar de ter valor se não dermos o exemplo e demonstrarmos os comportamentos que tanto desejamos ver neles. Naturalmente, a criação não é a única variável. Existem muitas variáveis envolvidas: neurobiologia, temperamento, pressões sociais, pobreza, educação, e até a cultura. Nós, no entanto, construímos um relacionamento com nossos filhos todos os dias. Quando consideramos esse poder de influência?

Todos os dias eles buscam conforto, acordam e vêm correndo à nossa procura – esses são os momentos em que temos poder real. Esses momentos e como reagimos a eles acabam os impactando neurobiologicamente e psicologicamente, transformando o emocional de seu cérebro.

Ninguém nos ensinou a ser pais, e certamente não estamos sempre conscientes de nossas reações em relação aos nossos filhos e por que elas acontecem. Quando as coisas não saem conforme o planejado, resistimos e nos perdemos em nossas lutas mentais – nos tornando dissociados do momento presente e nos perdendo em nossos pensamentos. Como humanos, nossas camadas são profundas, herdamos bibliotecas genéticas de bagagem emocional de nossos pais e de gerações passadas que dormem em nosso inconsciente. Elas podem ser facilmente acionadas e estimuladas por nossos filhos, que podem perfeitamente nos fazer perder o controle. Quando isso acontece, é comum sentirmos a necessidade de corrigi-los. Eles podem nos fazer sentir impotentes  – coisa que não queremos sentir – e, para recuperar o sentimento de superioridade, reagimos. Esquecemos a conexão e sentimos a necessidade de estar no comando. Nós reagimos com: “Por que você não é mais parecido com a sua irmã?”, ou “Por que você não faz o que eu mando?”.

Nossos filhos não precisam ser consertados, e certamente não são inadequados ou anormais, mas somos prisioneiros de nosso crítico interior e os julgamos como criaturas malignas. Eles são realmente maus e caóticos? Ou nós é que temos um problema com nossa consistência, nossa liderança e nossa forma de lidar com conflitos, e deixamos isso de lado toda vez que dizemos “não” a eles? Vamos virar o espelho para dentro e nos perguntar por que essas reações estão sendo acionadas? As crianças vão despertar essa bagagem emocional que está enterrada no nosso inconsciente, mas precisamos libertá-las do fardo de consertar nossos problemas não resolvidos.

As crianças chegam ao mundo sendo sinceras, curiosas e merecedoras. Elas ficam facilmente satisfeitas com um giz de cera e um livro de colorir. O que estamos inconscientemente ensinando a elas todos os dias sobre abundância e seu valor próprio? Como pais, nós erramos e olhamos para fora, ensinando-as a buscar autoestima em outro lugar – em realizações, em perfeição, em sucesso. O que acontece quando elas falham? Sua autoestima desmorona, porque nós a relacionamos ao que acreditamos ser o “sucesso”. Precisamos mirar esse holofote para dentro. Nós, como pais, precisamos evoluir e nos conhecer plenamente, pois, conforme nos conhecemos, isso refletirá sobre o quanto nossos filhos se conhecerão. A forma com que aproveitamos cada momento, rimos de nós mesmos e vivemos livremente será como nos filhos viverão essas emoções e sentimentos também. Precisamos parar de pensar em nós mesmos como indivíduos no topo da pirâmide hierárquica e, ao invés disso, enxergar nossos filhos como agentes semelhantes – ou agentes ainda maiores, que são trazidos para as nossas vidas para nos ajudar a despertar.

Vamos viver em um estado de gratidão; vamos fazer uma pausa, refletir e nos conectar profundamente com esses seres superiores que chamamos de “nossos filhos”. Vamos dar sentido à maneira como eles percebem o amor e a alegria, e ensiná-los a viver e aproveitar o momento – e vamos fazer isso vivendo dessa maneira. Nossos filhos não são as versões idealizadas de nós mesmos; eles são seres únicos, vamos celebrar sua individualidade! Leia mais sobre esse movimento: The conscious parent.

Aprendendo por meio da imitação

Os bebês aprendem por meio da imitação – ela lhes dá a oportunidade de praticar e dominar uma nova habilidade. Eles observam outras pessoas fazendo as coisas, e depois copiam suas ações na tentativa de fazê-las. Por exemplo, é assim que o seu bebê aprende, sem você precisar dar instruções específicas, como segurar um telefone de brinquedo no ouvido! Ele aprendeu observando você falar ao telefone!

A imitação também pode ser considerada a base para o desenvolvimento da empatia, a capacidade de experimentar o que outra pessoa está sentindo. Na verdade, a capacidade de uma criança imitar ações simples, como mostrar a língua, origina-se da mesma parte do cérebro que nos permite desenvolver a empatia. Estudos recentes descobriram que a imitação não é apenas uma habilidade comportamental, mas também uma forma de combinar e usar diversos tipos de conhecimento, que se desenvolve ao longo dos dois primeiros anos de vida (Jones, 2007).

A teoria da aprendizagem social de Albert Bandura afirma que o comportamento é aprendido a partir do ambiente, por meio do processo de aprendizagem observacional. Ela explica o comportamento humano em termos da interação entre influências cognitivas, comportamentais e ambientais. “A maioria dos comportamentos que as pessoas exibem é aprendida, intencionalmente ou não, por meio da influência do exemplo” (Bandura, 1977). Bandura descreveu que os humanos são “processadores ativos de informações”, pensando constantemente em seu comportamento e suas consequências.

Embora a imitação seja algo que surge naturalmente para o seu filho, aqui estão algumas coisas que você pode observar e fazer com ele!

Com bebês:

Os bebês nascem com a capacidade natural de imitar expressões faciais básicas. Lembre-se de que toda interação é uma oportunidade de aprendizado com o seu bebê. Faça movimentos lentos e repetidos para que seu filho possa processar novas informações, o que o tornará mais propenso a imitá-la, Faça sons com a boca e repita os sons que seu filho faz! A música também é uma ótima forma de fazer seu bebê imitar suas ações – cante uma música, bata palmas, toque um tambor ou dance!

Com crianças:

Crianças aprendem constantemente fazendo as coisas, não apenas observando. Então, deixe seu filho observar você fazendo uma tarefa simples, como calçar um sapato, e depois deixe que ele tente fazer o mesmo! Este é um ótimo momento para incentivar seu filho a participar das tarefas domésticas, porque ele vai adorar ajudá-la e imitar o que você faz em casa! Quando completam um ano, os bebês começam a lembrar das ações que observaram há um mês, e a imitá-las.

Você é o primeiro professor do seu filho. Lembre-se de sempre demonstrar o comportamento que você deseja ver no seu filho. Se você quer que ele seja paciente, gentil e educado, você tem que ser assim também! Claro – nenhuma mãe é perfeita o tempo todo. Então, se você faz ou diz algo que você gostaria que seu filho não visse ou ouvisse, seja rápida em reparar os danos e converse sobre isso com ele.

Assista a este vídeo de uma atividade do Kinedu para bebês de 4 a 6 meses, e experimente em casa com o seu filho! Sua finalidade é reforçar a imitação de gestos e o “jogo de ação e reação”.