O poder do canto sobre o comportamento do seu bebê

Você se lembra da última vez que ouviu seu bebê chorar? O que você fez para consolá-lo? Se você é como a maioria dos pais, então provavelmente tentou dar comida, embalá-lo, fazê-lo arrotar ou distraí-lo, certo? Quanto tempo demorou para que algum desses métodos funcionasse?

Embora essas técnicas possam ter funcionado, você ainda precisa tentar uma outra ferramenta que é muito poderosa e bastante simples para acalmar o seu bebê: o canto.

Um novo estudo da Universidade de Montreal descobriu que cantar canções infantis rítmicas pode ser tão eficaz para evitar que os bebês chorem quanto se você estivesse balançando-os ou segurando-os! Na verdade, os bebês permaneciam calmos duas vezes mais quando ouviam uma música (mesmo que não a conhecessem), em comparação com quando escutavam alguém falando com eles (independentemente da entonação da voz).

As descobertas são importantes porque muitas mães costumam falar com seus filhos, ao invés de cantar para eles, perdendo a oportunidade de explorar as vantagens emocionais e reguladoras do canto!

Mesmo que você ache sua voz desafinada, isso não importa! A verdade é que seu bebê ama sua voz e se sente conectado à sua maneira de cantar – você cantando como a Whitney Houston ou não! Os benefícios de cantar para seu bebê compensam qualquer insegurança pessoal. Lembre-se de que, cantando, você não só será capaz de acalmar seu bebê, mas também ajudará a fortalecer os laços afetivos entre vocês e a melhorar o desenvolvimento da linguagem!

O que eu gostaria de deixar de legado

“Ajudar as crianças a prosperar não significa dar os melhores brinquedos ou os aparelhos eletrônicos mais caros, muito pelo contrário; a aprendizagem acontece quando as crianças criam seus próprios mundos durante a brincadeira”(Deruy, 2016).

Descobri recentemente que serei mãe neste outono. Talvez sejam os hormônios, ou talvez sejam as grandes mudanças de direção em minha vida, mas eu definitivamente tenho refletido mais nos últimos tempos. Uma das minhas maiores preocupações – e tenho certeza de que a compartilho com outras mães – é sobre o que eu quero ensinar aos meus filhos. Mais do que apenas conhecimentos acadêmicos, eu realmente gostaria de transmitir um conjunto de princípios para eles. Felizmente, minha formação em psicologia e meu trabalho com a primeira infância me proporcionaram algumas boas ferramentas para isso. A lista não é, de maneira alguma, definitiva – continuarei aperfeiçoando aquilo que realmente valorizo e que desejo que meus filhos vivam e aprendam.

Aqui está o meu conjunto atual de “regras” – com muitas mudanças, inclusões e melhorias a serem feitas nos próximos meses (e certamente depois disso também!).

 

  • Inteligência e talento não são fixos, mas maleáveis. Carol Dweck, professora de Stanford conhecida por defender a importância de uma mentalidade em desenvolvimento em relação a uma mentalidade fixa, enfatiza que as crianças e os adultos que acreditam que inteligência ou qualquer talento é como um músculo – se você o exercita, ele fica mais forte – se tornam mais propensos a se esforçarem mais e, portanto, têm mais sucesso. Recomendo fortemente assistir à palestra do TED de Carol Dweck disponível neste link.

 

  • A inteligência não é o fator mais importante para se ter sucesso. Fiquei intrigada com as pesquisas que apontam a importância de fatores não-cognitivos no sucesso. A matemática e a leitura são importantes, mas as chamadas “habilidades comportamentais” são mais importantes. Ser capaz de trabalhar com os outros, criar amizades duradouras e formar relacionamentos fortes fazem mais por uma pessoa do que suas habilidades acadêmicas. Enquanto os jardins de infância estiverem focados no conhecimento acadêmico, estaremos limitando as oportunidades de as crianças aprenderem as lições que realmente importam. Acontece que tudo aquilo que você precisa saber pode ser aprendido no jardim de infância. Para se inspirar, recomendo o livro de Paul Tough “Como as crianças aprendem”.

 

  • O que é o sucesso, afinal? Nossa geração cresceu ouvindo que ser feliz é o mais importante. Mas, de acordo com um estudo de 2012 da American College Counselling Association, as taxas de depressão em estudantes universitários estão crescendo. A geração dos Millenials pode acreditar que buscar a felicidade é a resposta, mas parece que o resultado disso não tem sido positivo. Tenho certeza de que a forma como acabarei educando meus filhos será uma resposta direta à descoberta de que a busca da felicidade não é tudo que existe. No entanto, ainda estou tentando formular a melhor maneira de garantir que meus filhos estejam preparados para futuros obstáculos, enquanto também encontram tempo para aproveitar as coisas positivas da vida. Para refletir sobre este tema, recomendo a leitura do artigo “The Moral Bucket List”, de David Brooks, disponível em inglês neste link.

 

Estes são os três primeiros itens da minha lista. À medida que o outono se aproxima, irei me aprofundar em outras leituras e reflexões para chegar a uma lista mais completa. Por favor, comente abaixo se você tem algumas “regras de vida” ou dicas para os pais de primeira viagem (ou segunda, ou terceira…). Podemos ser capazes de chegar a uma lista mais completa e definitiva juntos!

Obrigada!

Eugenia

Os primeiros anos: toque e aromas

Este artigo discute o desenvolvimento tátil e olfativo – ambos subdomínios da área física!

Embora pareça que o seu bebê não faz muito mais do que dormir, comer, e sujar fraldas, o seu cérebro está muito ativo, absorvendo o mundo através de seus sentidos e aprendendo em um ritmo acelerado (e que nunca mais será o mesmo em toda a sua vida).

Os sentidos do seu bebê são sua principal maneira de aprender sobre o mundo ao seu redor. Ao nascer, o sentido mais avançado é o olfato. Na verdade, os bebês começam a cheirar antes de nascerem! Isso permite que ele detecte o cheiro de sua mãe, que rapidamente se tornará seu aroma favorito. Apenas seis dias após o nascimento do seu bebê, ele já escolherá o seio de sua mãe antes de outra pessoa. Os bebês, logo após o nascimento, preferem os cheiros doces ao invés dos azedos, mas também podem mostrar uma inclinação para certos aromas, dependendo do que a mãe comeu durante a gravidez. Portanto, não se surpreenda se seu bebê compartilhar seu amor por morangos, laranjas e chocolate! E isso indica que você pode usar o olfato de seu bebê para acalmá-lo quando nada parece funcionar:

O senso de toque de seu bebê é tão útil quanto sensível nessa idade precoce: ele permite que você explore e aprenda sobre objetos. Você perceberá que isso acontecerá principalmente através do uso de suas mãos e boca. O contato físico é muito reconfortante para os bebês – abraços e contato pele a pele são essenciais para o desenvolvimento socioafetivo dele. Durante o primeiro ano, você pode estimular o senso de toque do seu bebê de várias maneiras: deixe-o brincar e rolar na grama, toque em um novo cobertor ou explore brinquedos com diferentes texturas. Todas essas experiências fornecerão estímulos novos e interessantes. Também exponha o seu bebé a novos aromas, já que tudo será excelente para a sua estimulação. Exemplos: uma ida ao supermercado, o cheiro do seu creme para bebês, o seu perfume e a comida que cozinham em casa, etc.

Expor seu bebê a novas experiências sensoriais ajudará no seu desenvolvimento. Confira esta atividade “Brincando com grãos” do Kinedu para obter mais ideias:

Os incríveis benefícios da música!

“Música dá alma ao universo, asas à mente, fuga à imaginação e vida a tudo.” -Platão

Pesquisas recentes usando fMRI (imagem por ressonância magnética funcional) e PET scan (técnica de tomografia) descobriram que ouvir música ilumina várias áreas do cérebro enquanto o som é processado, e tudo isso acontece em questão de segundos. Outras pesquisas revelaram que tocar música leva o cérebro um passo adiante, exercitando o cérebro como um todo. Ensinar bebês ou crianças pequenas a tocar instrumentos formalmente não é adequado para seu desenvolvimento, mas isso não significa que eles não possam se envolver com a música ou desfrutar de seus benefícios. Pelo contrário – ouvir pessoas cantando, produzir sons com brinquedos ou objetos do cotidiano e dançar com os pais são atividades maravilhosas para o desenvolvimento do cérebro do seu filho.

Durante os três primeiros anos de vida dele, as conexões neurais se formam mais rapidamente. A exposição à música na primeira infância estimula e ajuda a desenvolver muitas habilidades, incluindo o desenvolvimento da fala, a audição, a coordenação, o desenvolvimento emocional e até as habilidades sociais. Abaixo estão alguns dos benefícios da música para o desenvolvimento e o crescimento do seu filho, e algumas atividades para você experimentar em casa.

  • A música fortalece os laços afetivos: Seu bebê ama sua voz, por isso, cantar para ele é uma ótima maneira de desenvolver um apego seguro por meio do “jogo de ação e reação”. Incorpore os sons que o seu filho faz em uma música, e interaja com ele. Se seu filho for mais velho, continue a cantar e a incorpore algum instrumento de brinquedo, ou bata em panelas e frigideiras para produzir sons com ele.
  • A música diminui a angústia: Um estudo recente revelou que cantar para o seu bebê, em vez de falar, diminui a angústia dele. Os pesquisadores acreditam que o uso do canto dirigido ao bebê é benéfico devido ao ritmo previsível, à organização métrica e ao ritmo, que ajudam a promover o entretenimento, a escuta preditiva e as expectativas para os eventos subsequentes. Além disso, o ritmo encontrado no canto e na música afeta a estimulação vestibular e, quando o canto e a dança se unem, eles funcionam como reguladores emocionais potentes.
  • A música ensina habilidades sociais: Brincar com instrumentos caseiros ou de brinquedo requer que seu filho pequeno desenvolva habilidades de escuta e revezamento para criar um som harmonioso e agradável. Com a ajuda de cuidadores atenciosos, fazer música ajudará a construir a base para o desenvolvimento das funções executivas.
  • A música permite a expressão artística e a criatividade: Brincar com itens musicais ajuda  seu filho a usar a criatividade, expressar suas emoções livremente e desenvolver seus sentidos enquanto descobre novas maneiras de produzir sons.
  • A música ajuda os bebês a se sentirem seguros: O uso de músicas repetitivas e específicas durante a rotina do bebê o ajuda a identificar o que vem a seguir, tornando seu dia previsível e, por isso, livre de estresse.
  • A música ajuda a desenvolver a linguagem: O canto ilumina as áreas de linguagem do cérebro quando as palavras da letra da música são identificadas. Além disso, graças ao padrão repetitivo das músicas, ouvir as palavras repetidamente reforça a aquisição de vocabulário.
  • Ambientes musicais estimulam habilidades musicais: Quando bebês e crianças pequenas são expostos à música desde cedo, eles desenvolvem habilidades como cantar no tom ou dançar no ritmo certo.
  • A música é uma brincadeira: Ouvir música, dançar e cantar não devem ser tarefas, mas maneiras livres e divertidas de desenvolver habilidades como a linguagem e a coordenação motora. Durante os primeiros anos de desenvolvimento, as habilidades musicais estão apenas florescendo. Esse período de crescimento é o melhor momento para explorar a espontaneidade musical do seu filho, enquanto incentiva suas inclinações naturais para cantar, dançar e brincar com os sons.

O que você pode fazer em casa?

  • Dance com o seu bebê enquanto canta e use palavras específicas para os diferentes movimentos para desenvolver a linguagem, o ritmo e o equilíbrio. Coloque o seu bebê no colo e mova-se pela sala com um ritmo específico, ou dance na frente de um espelho com o seu filho para ensinar autoconsciência, passar um tempo de qualidade com ele e estimular suas habilidades musicais.
  • Ensine seu filho a usar o corpo dele como um instrumento musical, batendo palmas e batendo os pés no chão, e a usar os objetos do cotidiano para criar sons e aprender sobre causa e efeito. Nota: se o seu filho é um bebê, você pode bater suavemente nas costas dele durante a música, proporcionando um toque suave e ensinando-lhe sobre ritmo.
  • Ensine ao seu filho canções que incluam ações específicas a serem feitas e mostre a ele como dançar. Mover-se de acordo com a música o ensinará sobre coordenação, consciência corporal e ritmo.
  • Brinque de estátua com o seu bebê: coloque uma música para tocar e dance com ele. Quando a música parar, ele deve “congelar”, virando uma estátua! Quando a música começar novamente, ele poderá se movimentar. Isso é ótimo para promover as funções executivas.
  • Cante para seu filho durante o banho, na hora de dormir ou durante qualquer outra atividade, para proporcionar a ele uma experiência relaxante e, ao mesmo tempo, enfatizar a previsibilidade.
  • Façam música juntos. Use o Kinedu para estimular as habilidades musicais do seu bebê. Faça a seguinte atividade com o seu filho e não deixe de conferir outras atividades que promovam o desenvolvimento musical.

Para saber mais, não deixe de conferir:

O que herdamos antes mesmo de nascer

Quando nossas células começam a aprender? Quando o aprendizado começa? Os nove meses que passamos no útero são cruciais. Nós aprendemos sobre o mundo ao nosso redor sem mesmo estar nele.

A expressão genética nos torna quem somos, e ela varia de acordo com nosso modo de vida. Nós interagimos e trocamos constantemente com o nosso ambiente. Nossos sentimentos – quão solitários ou felizes nos sentimos – são profundos, e controlam nossas células. Então, quando essas células começam a aprender? Quando o aprendizado começa? Os nove meses que passamos no útero são cruciais. Aprendemos sobre o mundo ao nosso redor sem estar nele ainda. Essas mudanças hereditárias na expressão genética que não envolvem mudanças na sequência de DNA são também conhecidas como Epigenética.

O que um bebê aprende no útero?

Um bebê pode começar a ouvir a voz de sua mãe aos quatro meses de gestação. Os sons do mundo exterior viajam pelos tecidos abdominais da mãe e pelo líquido amniótico que envolve o feto. O feto está constantemente ouvindo a voz de sua mãe e, quando o bebê nasce, ele rapidamente a reconhece. O bebê prefere a voz dela acima da de qualquer outra pessoa. Ele se acostuma tanto a ouvir a voz de sua mãe, que é possível dizer até que ele nasce chorando na língua nativa de sua mãe. Um estudo mostrou que bebês franceses nasceram chorando em uma nota crescente, enquanto bebês alemães choravam em uma nota decrescente, características parecidas com os padrões dessas línguas. Os bebês nascem imitando a linha melódica do seu futuro idioma. Esse aprendizado tem um propósito: os bebês preferem a voz da mãe porque ela os protegerá, e choram “como a mãe” para criar laços afetivos mais fortes com ela. Isso sem falar nas vantagens para o desenvolvimento linguístico!

Os bebês também desenvolvem o paladar e o olfato perto do sétimo mês de gestação. Os sabores e temperos da comida que sua mãe come viajam para o líquido amniótico, que é constantemente engolido por eles. Os bebês se lembram desses gostos e demonstram preferência por eles, já que se tornaram familiares. Esses bebês já estão tendo contato com uma cultura específica na qual serão introduzidos em breve. Eles já têm uma ideia da culinária dessa cultura!

Embora todo esse aprendizado influencie certas preferências, ele vai além do desenvolvimento, por exemplo, de uma preferência por comidas picantes. Nove meses de formação e adaptação são muito importantes. Um bebê também aprende muito a partir dos níveis de estresse e das emoções da mãe durante a gravidez.

Um poderoso exemplo dos efeitos adversos dos altos níveis de estresse durante a gravidez foi desencadeado pela Segunda Guerra Mundial. O chamado “lnverno da fome holandês” durou de novembro de 1944 até a primavera de 1945, durante o controle alemão na Holanda. O bloqueio alemão resultou em um evento catastrófico, pois as tropas alemãs bloquearam a Holanda Ocidental, impedindo que os carregamentos de comida entrassem no país. Os holandeses ficaram limitados a apenas 500 calorias por dia (um quarto de sua ingestão diária normal) e tiveram que lutar para sobreviver. Esse evento terrível criou uma população de estudo científico. Devido à excelente infraestrutura de saúde e manutenção de registros na Holanda, esse grupo bem definido pôde ser acompanhado e estudado em relação aos efeitos de longo prazo. O peso das crianças – que estiveram no útero durante esse período terrível – ao nascer foi amplamente afetado. Décadas depois do “Inverno da fome”, os pesquisadores documentaram que os indivíduos nascidos logo após aquele período tiveram taxas mais altas de obesidade, diabetes e doenças cardíacas em comparação com outros. Esses indivíduos também tiveram taxas mais altas de hipertensão, colesterol ruim e intolerância à glicose.

Por que a má nutrição no útero leva a esses resultados a longo prazo? O feto tem como objetivo sobreviver sob circunstâncias adversas, e é forçado a se adaptar. Nesse caso, as mães enfrentavam escassez de alimentos, de modo que precisavam desviar nutrientes para órgãos essenciais, como o cérebro, e para longe de outros órgãos, como o fígado ou o coração. Portanto, esse feto se torna capaz de sobreviver a curto prazo, mas sofre consequências a longo prazo. Os órgãos que foram privados de nutrientes tornaram-se vulneráveis ​​a doenças. Os fetos se preparam para qualquer perigo externo – eles recebem informações do ambiente e ajustam sua fisiologia de acordo com elas. Eles se antecipam, desenvolvendo um senso de escassez ou abundância, e se adaptam para facilitar sua sobrevivência.

Outro fato aconteceu em 11 de setembro de 2001. Dezenas de milhares de pessoas estavam próximas ao World Trade Center, em Nova Iorque, quando ele foi atacado. Entre as pessoas que sofreram danos físicos e psicológicos devido ao ataque, estavam aproximadamente 1.700 mulheres grávidas. Pesquisadores examinaram um grupo de mulheres que estavam grávidas durante este evento. Uma grande quantidade delas desenvolveu TEPT (transtorno do estresse pós-traumático) após o evento, e os pesquisadores descobriram um indicador biológico de suscetibilidade ao TEPT – um efeito amplamente evidente em bebês cujas mães haviam passado por esse evento horrível no terceiro trimestre. Assim, as mães que desenvolveram TEPT transmitiram aos seus fetos a suscetibilidade a essa condição. Esse transtorno ocorre como uma reação ao estresse decorrente de eventos imprevisíveis, chocantes e altamente prejudiciais. A pessoa adquire uma consciência aumentada do ambiente, reagindo rapidamente a qualquer perigo potencial que possa prejudicá-la. Nesse caso, a reação seria de adaptação em certas circunstâncias, especialmente em ambientes perigosos. A mãe adverte seu filho em relação aos potenciais perigos, comunicando “o mundo é perigoso e você deve tomar cuidado”.

O que uma mulher grávida encontra no seu dia a dia – o ar que ela respira, o amor que ela sente, os produtos químicos aos quais ela é exposta e as emoções que ela vive – é compartilhado. O bebê recebe essas contribuições da mãe, tornando-as suas. Então, como podemos promover o bem-estar e a saúde para a próxima geração? Devemos estar conscientes de que a aprendizagem é essencial, e que começa muito antes do que se pensava anteriormente. O que isso significa? Podemos agora analisar os pontinhos individuais que criam a totalidade de uma imagem. Começamos a desvendar a ligação entre a natureza e a criação: como nosso ambiente pode se comunicar conosco e nos alterar, às vezes, para sempre. Nosso DNA é um roteiro, não um modelo, e o modo como nos apropriamos dos eventos em nossas vidas pode mudar a expressão física da biologia celular, e isso dará sentido às nossas vidas e às futuras gerações. Em outras palavras, temos o poder de compor os desdobramentos biológicos. Isso é poderoso.

Aprenda mais sobre epigenética!

O que aprendemos antes de nascermos

A vida social dos genes

Decifrando a ligação entre natureza e criação