Promovendo um apego seguro em seu bebê

Você já se perguntou por que algumas pessoas lutam para manter relações sociais íntimas e saudáveis, enquanto outras não? De acordo com John Bowlby, um psiquiatra e pesquisador britânico, a resposta emocional da nossa primeira experiência de apego poderia ser o fator mais influente no desenvolvimento humano. Bowlby descobriu que os primatas buscavam a proteção de um adulto quando estavam em perigo, assim como nós. De acordo com esse padrão de sobrevivência, Bowlby concluiu que nós somos programados para formar relações, e que temos uma vontade natural de buscar a proximidade de um adulto protetor.

Durante os dois primeiros anos de vida, os bebês formam relações com os pais. Isso significa que a qualidade da interação entre você e seu bebê será muito importante para o desenvolvimento socioafetivo dele. Alguns fatores que podem influenciar o tipo de apego que seu bebê irá desenvolver são o contato físico e a atenção às necessidades básicas. O período crítico para formar laços afetivos com a mãe ou o pai acontece durante os dois primeiros anos de vida. É muito importante promover um apego seguro em seu bebê, pois isso influenciará a qualidade das relações interpessoais que ele terá no futuro – incluindo relacionamentos amorosos!

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Em defesa das brincadeiras

As crianças aprendem com alegria através das brincadeiras. As coisas aprendidas sem alegria, serão facilmente esquecidas.

O que caracteriza a brincadeira e a torna tão especial? Brincar é divertido – os bebês riem de forma contagiante e adoram “esconde-esconde”! Brincar é algo que naturalmente gostamos de fazer e não nos é ensinado. A brincadeira tem uma estrutura especial, tem um padrão de repetição e variação. O terapeuta familiar Lawrence J. Cohen usa o “esconde-esconde” como um exemplo disso em seu livro Playful Parenting. Durante essa brincadeira, o bebê pode perder a conexão e recuperá-la. Você pode experimentar se esconder por um a três segundos. Você pode encontrar exatamente a duração que provoca mais risadas. Se for muito rápido, não haverá mistério; se demorar, pode ser assustador para o seu bebê – essa é a essência da conexão humana, da desconexão e da reconexão. O legal da brincadeira é o modo como ela nos ensina a lidar com o inesperado.

Quais são os vários benefícios da brincadeira?

1. Brincar oferece às crianças a oportunidade de desenvolver uma conexão com seus próprios interesses.

  • As crianças escolhem as atividades que as permitem brincar livremente. Elas aprendem a administrar a si mesmas e a perseguir e elaborar seus próprios interesses. As crianças não são motivadas por elogios ou reconhecimento quando se trata de brincar livremente – ao contrário, elas são intrinsecamente motivadas, e o crescimento psicológico e de aprendizado resultantes são subprodutos, não objetivos da experiência.

2. Através da brincadeira, as crianças aprendem a seguir regras, tomar decisões, resolver problemas e ter autocontrole.

  • As crianças devem aprender a exercer controle sobre si mesmas e sobre seus comportamentos, bem como a seguir regras para serem aceitas e bem-sucedidas em brincadeiras que envolvam a colaboração. Por meio da brincadeira, as crianças aprendem a negociar seus ambientes físicos e sociais e, assim, ganham uma sensação de controle sobre o mundo. Esse aspecto da brincadeira oferece grandes benefícios psicológicos, e as crianças aprendem a exercer controle sobre as circunstâncias, reduzindo sua ansiedade. Por quê? A ansiedade aumenta quando os indivíduos sentem que não têm controle sobre as circunstâncias, por isso, ter a sensação de controle ajuda a aliviá-la.

3. As crianças aprendem a lidar com suas emoções durante a brincadeira.

  • Na brincadeira livre, as crianças se colocam em situações físicas e sociais desafiadoras, e aprendem a controlar as emoções que surgem desses desafios. Brincadeiras com contato físico, como cócegas ou lutas, ajudam a construir confiança. As crianças aprendem sobre  controle de impulsos, consciência corporal, e sobre estabelecer limites para os parceiros de brincadeiras. Além de ensinar habilidades físicas e sociais, a brincadeira treina as crianças para lidar com a imprevisibilidade, permitindo a elas conduzir a vida com mais flexibilidade.

4. Brincar ajuda as crianças a fazerem amigos e a conviverem com outras pessoas.

  • As brincadeiras sociais são uma forma natural de fazer novos amigos e de aprender a tratar os outros de uma forma justa. Aprender a conviver e cooperar com os outros é uma das funções evolutivas mais importantes do jogo social humano. As crianças aprendem a ter consciência das necessidades de seus companheiros de brincadeira e tentam atendê-las.

5. Brincar é fonte de felicidade

  • Quando as crianças são questionadas sobre as atividades que lhes trazem mais felicidade, sua resposta, frequentemente, é brincar. Brincar proporciona uma oportunidade para o aluno brilhar em áreas que não são estritamente acadêmicas, e ajuda as crianças a terem sentimentos de orgulho e pertencimento.

Brincar é a linguagem do aprendizado, pois ajuda as crianças a reconhecerem e trabalharem suas emoções, enquanto aprendem sobre o mundo. As crianças precisam se envolver e trabalhar com conceitos. Elas precisam adquirir uma noção do mundo ao seu redor – manipulando materiais, interagindo com seus colegas, envolvendo todos os seus sentidos e trabalhando seus pensamentos e sentimentos.

É importante que nós, adultos, demos às crianças tempo e espaço para brincar ao ar livre diariamente. Precisamos confiar neles e dar a eles a liberdade que merecem para experimentar novas teorias e formas de brincar. Incentivar as crianças a se adaptarem ao mundo, ao invés de protegê-las excessivamente, parece ser o princípio geral do funcionamento saudável.

A vida é uma questão de mudanças, desafios, riscos e crescimento. Não podemos estar vivos sem riscos. O encontro com os riscos dá às crianças a chance de reivindicar seu lugar no mundo – para serem quem são. Os primeiros anos são os mais importantes para a aprendizagem; é durante esse período que a exploração e a brincadeira acontecem. Isso ajuda a transformar crianças em adultos pensadores, flexíveis e sofisticados.

Através do brincadeiras, as crianças aprendem com alegria. As coisas que são aprendidas sem alegria são facilmente esquecidas.

As diferentes maneiras e estilos na hora de engatinhar

Seu bebê está pronto para engatinhar? Entre o sétimo e o décimo mês, os bebês já começam a dominar a clássica posição com as mãos e os joelhos no chão: eles aprendem a engatinhar. No entanto, alguns bebês desenvolvem estilos diferentes na hora de engatinhar, mas que são igualmente eficientes. Estas são algumas maneiras de engatinhar que o seu bebê pode aprender.

Nem todos os bebês irão engatinhar da forma tradicional, alternando as mãos e os joelhos. Alguns bebês utilizam sua barriga para se mover, outros engatinham usando as mãos para se impulsionar para frente, e alguns usam uma perna na posição de engatinhar e a outra perna esticada no chão para se mover. A verdade é que não importa qual o estilo que o seu bebê escolheu, o importante é que ele demonstre o desejo de se movimentar de forma independente para explorar seu ambiente.

De acordo com a Associação Americana de Pediatria, estes são os estilos mais comuns que um bebê pode adotar na hora de engatinhar:

O clássico – mãos e joelhos cruzados

Seu bebê distribui o peso em suas mãos e joelhos, então move um braço e o joelho oposto para frente ao mesmo tempo. Esse estilo é o mais comum de todos.

Urso que engatinha

Parece a forma tradicional de engatinhar, mas seu bebê mantém os cotovelos e os joelhos esticados, caminhando sobre as mãos e os pés como um urso.

Engatinhar com a barriga

Seu bebê movimenta o corpo para frente enquanto arrasta sua barriga contra o chão. Esta pode ser uma maneira eficaz de se mover, mas certamente deixará suas roupas muito sujas!

Engatinhar com o bumbum

Seu bebê engatinha quando está na posição sentada, usando os braços para se mover para frente. Essa forma de engatinhar nunca será tão rápida quanto a clássica, mas também é eficiente. Os bebês que engatinham assim geralmente são os que resistem a ficar na posição de bruços.

Caranguejo que engatinha

Seu bebê se move para trás ou para os lados como um caranguejo, impulsionando-se para frente com as mãos. Essa forma de engatinhar geralmente ocorre quando o bebê está aprendendo a engatinhar, e esta fase não costuma durar mais que uma ou duas semanas.

Rolando

Seu bebê chega ao seu destino rolando de um lado para o outro. Embora, tecnicamente, não seja engatinhar, alguns bebês se tornam tão eficientes em rolar, que nunca desenvolvem a postura para engatinhar, já que eles ficam rolando repetidas vezes até chegarem ao seu destino.

Leve sempre em consideração que os padrões atípicos na hora de engatinhar não indicam necessariamente um problema, mas a assimetria da postura pode ser um sinal de alerta. Por isso, caso tenha dúvidas, converse com o seu pediatra.

Adquirindo independência: como ensinar meu filho a usar o banheiro?

Se você notou que seu bebê está pronto para o desfralde, isso é ótimo! Diga “adeus” às fraldas e “olá” ao banheiro! Você e o seu filho irão embarcar em uma aventura maravilhosa, e ele irá conquistar um grande marco de desenvolvimento!

Como nós sabemos que o desfralde não é uma tarefa fácil, separamos algumas dicas da Academia Americana de Pediatria para lhe ajudar:

  • Primeiramente, certifique-se de que esse é o momento certo para você e para o seu filho. Evite fazer essa transição quando você estiver ocupada demais, ou se estiver se mudando para uma casa nova, se preparando para a chegada de outro bebê, etc.

  • Deixe que seu filho escolha seu próprio penico. Vocês podem decorá-lo juntos para que ele se sinta menos intimidado e mais motivado a usá-lo.

  • Coloque o penico em seu quarto ou no banheiro mais próximo.

  • Comece colocando seu filho no penico, sem tirar suas roupas, apenas para que ele tenha uma ideia da sensação de sentar nele. Enquanto ele estiver sentado, fale com ele sobre o banheiro, seu uso e como se posicionar corretamente.

  • Dê ao seu filho a chance de se sentar no banheirinho quando ele demonstrar interesse, mesmo que ele esteja vestido. Quando ele demonstrar confiança, tente sentá-lo sem a fralda. Lembre-o de manter os pés encostados no chão, e diga a ele que o que ele fazia na fralda agora deverá ser feito ali.

  • Incorpore o hábito de sentar no penico na rotina diária do seu filho, e aumente gradualmente a frequência dessa atividade.

  • Conforme seu filho for dominando o desfralde, você pode trocar sua fralda no banheirinho, e depositar o conteúdo da fralda ali dentro, para que ele compreenda melhor seu uso.

  • Quando seu bebê entender o processo, coloque o penico no lugar em ele costuma brincar, e deixe-o ficar um tempo sem fralda, incentivando-o a usar o banheirinho se ele precisar.

  • Enquanto ele se acostuma com o banheirinho, deixe-o brincar perto dele completamente vestido. Dessa forma, se ele tiver um “acidente”, ele perceberá que é desconfortável fazer as necessidades vestido.

  • Lembre-se de parabenizá-lo se ele usar o banheirinho com sucesso, mas não o repreenda caso ele não consiga, pois isso o deixará estressado.

  • Quando você perceber que o seu filho já consegue usar o banheirinho, troque a fralda por uma cueca ou calcinha – mas só durante o dia! Aprender a controlar a evacuação à noite ou na hora da soneca demora mais tempo. Por isso, incentive seu filho a usar o banheiro antes de dormir e ao acordar.

Lembre-se de não repreender seu filho caso aconteça um “acidente”. Ao invés disso, incentive-o e use o reforço positivo sempre que possível. Diga a ele que isso é natural e necessário, e não algo do qual ele deva se envergonhar. Vocês podem realizar várias atividades para tornar o desfralde divertido, como decorar o penico ou ler e desenhar enquanto ele está sentado e esperando.

Meu bebê tem pesadelos?

Pesadelos são assustadores! Eles nos assustam e podem até nos fazer suar. Como adultos, nós sabemos que esses sonhos não são reais, mas será que as crianças também têm pesadelos? Os especialistas não sabem exatamente quando surgem os pesadelos, mas eles sabem que os bebês podem tê-los.

Por volta dos 2 anos de idade, a imaginação do seu filho já está desenvolvida, e se ele tiver um pesadelo, ele certamente ficará assustado e acordará. Se o seu filho dorme bem e parece ter acordado agitado e assustado, ele pode ter tido um pesadelo. Os pesadelos geralmente ocorrem durante o segundo estágio do sono, então é possível que ele acorde assustado pela manhã. Se ele já consegue falar, pergunte o que aconteceu, e ele poderá lhe contar.

O que fazer se meu bebê tiver um pesadelo?

  • Respeite e reconheça seu medo.

  • Se ele já souber falar, deixe-o narrar seu sonho, e seja compreensiva.

  • Demonstre muito amor e segurança. Acaricie suas costas até que ele se acalme.

  • Ofereça a ele um bichinho de pelúcia, e coloque-o no berço.

  • Deixe uma luz noturna acesa.

  • Não exagere ou superestime a importância disso. Seu bebê consegue identificar suas reações, e sentirá ainda mais medo se você estiver ansiosa.

  • Diga ao seu filho que os monstros não existem, e que nada e ninguém fará mal a ele à noite.

  • Lembre-se: é difícil modificar a maioria dos hábitos. Evite trazer o seu filho para a sua cama. Se isso acontecer de vez em quando, não será um problema. Porém, se isso acontecer com frequência, acabará se tornando um hábito.

Como posso evitar que o meu filho tenha pesadelos?

  • Mantenha rotinas tranquilas. Leia histórias com uma temática feliz para ele. Se você encontrar uma história sobre como a noite e a hora de dormir são maravilhosas, melhor ainda!

  • Mantenha uma temperatura agradável no quarto.

  • Deixe uma luz noturna ligada a noite toda.

  • Dê ao seu filho um bichinho de pelúcia ou um cobertor que funcione como um objeto de transição (que possa ser associado à calma e à segurança).

  • Evite deixar que seu filho assista conteúdos na TV que possam assustá-lo ou preocupá-lo.

  • As crianças geralmente têm mais pesadelos quando estão ansiosas ou estressadas. Se o seu filho tem tido pesadelos recorrentes, tente descobrir o que está preocupando-o, para que você consiga diminuir sua ansiedade.

Esperamos que essas dicas ajudem a consolidar o sono do seu filho e eliminem ou diminuam o medo de um pesadelo.

Socorro! Meu bebê não quer dormir!

Quando os bebês têm cerca de um ano de idade, ou até menos, eles podem começar a experienciar a ansiedade de separação e a demonstrar resistência para ir para a cama. Eles querem continuar brincando com você, não gostam que o dia tenha acabado e não querem ficar separados de você. Se este for o caso do seu filho, não se preocupe! A ansiedade de separação é uma reação perfeitamente normal e significa que ele está formando um apego seguro com você. No entanto, essa reação pode afetar o sono do seu filho – assim como o seu! Se você está cansada, preocupada ou frustrada, experimente essas dicas:

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Como reforçar a rotina noturna do seu bebê

Todos os pais querem que seus filhos aprendam a dormir à noite, por isso, existem muitas técnicas e orientações que podem ajudar nessa tarefa. A verdade é que não existe uma técnica perfeita, pois os bebês e suas famílias são diferentes. Porém, pesquisas mostram que eles reagem melhor com quando conseguem prever os próximos passos. Por essa razão, os especialistas recomendam estabelecer uma rotina noturna diária, para que os bebês possam se sentir seguros, sabendo a hora de dormir.

Para criar essa previsibilidade, comece a rotina noturna do seu bebê 15 ou 20 minutos antes de colocá-lo para dormir. Geralmente, isso acontecerá cerca de 12 horas depois de o seu filho ter acordado pela manhã. É importante manter a rotina curta e suave – se ele estiver com sono, não há razão para entretê-lo por mais tempo.

A rotina noturna permite que o seu filho saiba que é hora de dormir. Ela é também uma oportunidade para acalmá-lo antes do sono, para formar laços afetivos e para estimular o desenvolvimento da linguagem dele.

Exemplo de uma rotina noturna:

  1. Termine o jantar;

  2. Faça uma caminhada curta para ajudar na digestão (não é recomendado dar banho no seu bebê quando ele está com fome ou logo depois do jantar);

  3. Dê um banho relaxante nele, com uma música de fundo bem tranquila;

  4. Depois do banho, seque-o, massageando-o suavemente. Em seguida, coloque o pijama;

  5. Amamente ou dê a mamadeira ao seu filho enquanto conversa com ele ou canta uma música bem tranquila;

  6. Escove os dentes dele, se necessário;

  7. Leia uma história para dormir ou cante uma canção de ninar para ajudar seu filho a pegar no sono;

  8. Coloque seu filho no berço quando ele estiver sonolento.

Lembre-se de que não existe uma rotina perfeita. A melhor rotina é aquela que deixa você, sua família e seu bebê felizes! Então, fique à vontade para elaborar uma rotina que combine com vocês. Apenas lembre-se de ser consistente, e de ficar atenta aos sinais do seu bebê, para não iniciar a rotina noturna quando ele já estiver cansado demais, ou quando ainda estiver muito agitado.

Rotina para a hora de dormir

Quando os bebês nascem, eles ainda não entendem o conceito de tempo. Eles não sabem a diferença entre o dia e a noite. São governados pela fome e por seu relógio biológico. Sabendo disso, é importante respeitar o horário das mamadas e o ritmo circadiano. No entanto, isso não significa que não podemos ajudá-los a estabelecer uma rotina de dormir. A rotina também irá ajudá-los a se sentirem seguros ao aprenderem a prever os eventos do dia.

Como estabelecer uma rotina de dormir?

  • Brinque com seu bebê durante o dia, para que ele comece a associar a luz à hora de brincar;
  • À noite, dê um banho relaxante e faça uma massagem no seu filho. Tente não fazer isso logo após o jantar, para evitar que ele tenha refluxo, ou quando ele estiver com muita fome, pois poderá ficar irritado;
  • Depois do banho, leia uma história para ele ou cante uma canção de ninar, mantendo as luzes baixas;
  • Amamente o seu bebê em um ambiente tranquilo e, quando tiver terminado, deite-o em seu berço enquanto ainda estiver adormecendo;
  • Você pode colocar uma canção de ninar para tocar ou um ruído branco (sinal sonoro que contém todas as frequências na mesma potência);
  • Mantenha o seu filho em um ambiente agradável. Ele pode começar a dormir em um moisés ao invés de um berço;
  • Verifique se a temperatura está amena – não muito fria e nem muito quente. Muitos pediatras recomendam 20ºC como temperatura ideal. No entanto, pergunte ao seu pediatra, pois as recomendações podem variar. Da mesma forma, evite colocar seu bebê perto da abertura do ar-condicionado, para evitar que o fluxo de ar o atinja diretamente;
  • Nesta fase de 0 a 3 meses, os bebês não estão maduros o suficiente para aprender a dormir sozinhos, e precisam de apoio. Por isso, é provável que seu bebê precise ser confortado ou tenha fome. Tente não deixá-lo chorando durante essa fase do desenvolvimento. Ao invés disso, reaja às suas lágrimas dele e pegue-o no colo, se necessário. Bebês não “ficam mimados”;
  • Por fim, seja consistente com a rotina de dormir, e logo seu bebê aprenderá a diferença entre o dia e a noite.

Como desenvolver hábitos saudáveis de sono

Se você é como a maioria dos pais, provavelmente experimentou em primeira mão as consequências da privação de sono do seu filho. Sabemos que isso pode ser muito cansativo. Para lhe ajudar com isso, gostaríamos de lhe dar algumas dicas que podem ajudar seu bebê a dormir a noite toda.

Por volta dos 4 a 6 meses de idade, os pediatras recomendam estabelecer ou reforçar uma rotina de dormir. Se você quiser ajudar seu bebê a aprender a adormecer sozinho, as seguintes recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP) podem ser úteis:

  • Estabeleça uma rotina de dormir e repita-a na mesma ordem todos os dias;
  • Deite o seu filho enquanto ele estiver sonolento, mas ainda acordado. Dessa forma, ele aprenderá a dormir sem muitos estímulos, e, caso ele acorde, não precisará de ajuda para voltar a dormir;
  • Tente não colocá-lo na cama muito tarde, para evitar que ele esteja cansado demais. Evite também colocá-lo na cama muito cedo, pois ele não estará com sono;
  • Se ele chorar, espere um minuto e veja se ele consegue voltar a dormir sozinho. Se não, tente identificar por que ele está chorando. Talvez ele precise de uma troca de fralda, esteja com fome, ou até doente. Se não for nenhum dos casos citados, resista à tentação de acender as luzes, brincar com ele ou pegá-lo no colo. Ao invés disso, ofereça amor, confiança e tranquilidade;
  • Se você for trocar a fralda ou amamentar o seu filho, ligue apenas uma luz noturna e fique em silêncio, para que seu bebê saiba que não é hora de brincar;
  • Lembre-se: cada bebê é diferente e tem diferentes necessidades. Continue a reforçar a rotina de dormir todos os dias – gradualmente, seu filho aprenderá a adormecer sozinho.

Como colocar e tirar as roupas do meu bebê?

Vestir seu bebê e tirar suas roupas são ótimos momentos para interagir com ele, formar laços afetivos e talvez até brincar de “esconde-esconde”. No início, pode parecer uma tarefa complicada, mas, com o tempo e a prática, você se tornará uma especialista em trocar suas roupas.

Antes de qualquer coisa, verifique se as roupas do seu bebê estão limpas, e se são confortáveis ​​e adequadas para a idade dele. Prepare a muda de roupa e coloque o seu filho em uma superfície plana e segura, como um trocador, uma cama ou um sofá. Lembre-se de não tirar os olhos dele!

Como colocar a roupa no meu bebê?

  1. Coloque seu bebê com as costas apoiadas em uma superfície plana.

  2. Pegue a roupa e a “amasse” de baixo para cima, como uma sanfona. Levante seu bebê um pouco e segure sua cabeça delicadamente. Estique a roupa a partir da gola e passe-a suavemente pela cabeça do seu filho, evitando que toque no rosto dele.

  3. Repita a mesma técnica da sanfona, mas, agora, com as mangas. Comece de um lado, passando a mão dele pela abertura, e colocando a sua mão cuidadosamente por dentro da manga, para puxá-la pelo braço do seu filho. Faça o mesmo com o outro braço.

  4. Ajuste as roupas no corpo dele e feche os botões.

  5. Repita os mesmos passos para cada camada de roupa. Se for colocar calças no seu bebê, use a mesma técnica da sanfona para cada perna.

  6. Por fim, não se esqueça de vestir as meias.

Como tirar a roupa do meu bebê?

  1. Coloque seu bebê com as costas apoiadas em uma superfície plana.

  2. Tire uma camada de roupa de cada vez, para que ele não fique com frio.

  3. Se o seu filho estiver usando calças, comece a partir daí. Desabotoe-as e tire-as delicadamente.

  4. Segure a cabeça do seu filho enquanto você tira a blusa ou o macacão dele, um braço de cada vez.

  5. Em seguida, levante a roupa até o pescoço dele, estique-a e passe a cabeça do seu filho delicadamente por ela, evitando que toque no rosto dele.

  6. Se você precisar tirar um macacão, abra seus botões e, com cuidado, levante seu filho para tirar a peça delicadamente – um braço e uma perna de cada vez.

Lembre-se de que são necessárias várias tentativas para dominar essa habilidade, mas logo você aprenderá a melhor maneira de vestir e despir o seu bebê – aquela que é mais fácil para você e mais confortável para o seu filho.