5 coisas que você precisa ter em mente ao iniciar o desfralde

Tempo é tudo

Se seu bebê tem cerca de 18 meses ou mais, talvez você esteja ansiosa para começar o desfralde, ou talvez já tenha realizado algumas tentativas que não foram bem-sucedidas. No entanto, você deve lembrar que o tempo é tudo: não é só você que precisa estar pronta, mas o seu filho também. Você pode conferir o blog do Kinedu para saber quais marcos do desenvolvimento seu bebê já alcançou antes de começar o desfralde. Outro fator que você deve considerar para fazer isso é você mesma! Se você está planejando uma viagem para as próximas semanas ou se vai se mudar para outra casa, é melhor adiar o desfralde até que o ambiente do seu filho esteja estável e seguro.

Escolha o penico

Depois de ter decidido que você e seu bebê estão prontos para o desfralde, é hora de decidir sobre o método e o penico. As duas opções básicas são o redutor de assento e a cadeirinha do tamanho da criança com um recipiente. Se você optar por modificar seu vaso, considere adquirir um banquinho para que seu bebê possa alcançar confortavelmente o assento. Algumas mães dizem que a transição para o vaso regular é mais fácil se você adaptá-lo desde o início do desfralde.

Outra opção é uma cadeirinha do tamanho da criança com um recipiente que pode ser esvaziado no vaso. A vantagem dessa opção é que você pode utilizar qualquer espaço para fazer o desfralde. Algumas mães sugerem ter um penico no carro para qualquer emergência ou durante uma viagem. A desvantagem dessa opção é que você precisará limpar o penico toda vez que seu filho terminar de usá-lo.

Não crie expectativas

Se você está pensando em começar a ensinar seu filho a usar o banheirinho, você provavelmente já encontrou muitas páginas dizendo que é possível fazer isso em 3 dias, e até mesmo em um dia! Não se fixe na ideia do tempo que seu filho levará para aprender. Algumas crianças levarão dias; outras, algumas semanas. Lembre-se de que seu filho precisa estar pronto antes de qualquer outra coisa, e que cada criança tem seu próprio ritmo. O que todo método tem em comum é a importância da prática e da consistência.

Acidentes irão acontecer

É ótimo que o seu bebê tenha entendido como usar o banheirinho, mas, mesmo que você ache que seu filho já é um especialista, acidentes podem acontecer – e se você tiver um menino, ele provavelmente errará mais de uma vez. Aqui estão algumas dicas que podem ajudá-la:

  • Lembre sempre seu filho de usar o banheiro. A maioria dos acidentes acontece porque as crianças estão distraídas em suas atividades, já que brincar é mais interessante do que ir ao banheiro. Então, sugira ao seu filho que use o banheirinho quando ele estiver brincando ou antes de entrar no carro.
  • Fique calma se o seu filho tiver um “acidente”. Respire, e não brigue com o seu filho. É melhor dizer “Você esqueceu desta vez! Na próxima, você chegará ao banheiro antes. Não se preocupe!”.
  • Esteja preparada. Se seu filho tiver “acidentes” frequentes, você pode experimentar usar roupas íntimas absorventes ou manter sempre uma muda de roupas limpas à mão.

Saiba quando começar

Se o seu filho está resistindo ao banheirinho ou se ele não pegar o jeito em algumas semanas, talvez seja melhor parar e adiar o desfralde. Ele provavelmente ainda não está pronto. Aqui estão alguns sinais de que ainda não é o momento certo:

  • Se ele disser “NÃO”. Respeite os desejos do seu filho. “Não” significa “não”;
  • Se ele está segurando muito as necessidades ou está constipado;
  • Se ele tem muitos “acidentes” e nunca tenta controlar a evacuação ou ir ao banheiro;
  • Se ele se esconde para evitar ir ao banheiro.

Não desanime, você pode tentar novamente em alguns meses. Apenas certifique-se de observar os sinais do seu bebê para saber se ele está pronto para este grande passo!

O toque amoroso e os seus benefícios a longo prazo

Você já se perguntou por que pegar seu bebê no colo parece a coisa mais instintiva do mundo? O motivo é que estamos programadas para isso; é o nosso instinto materno em ação. Ao nascer, os bebês são muito vulneráveis: eles possuem uma visão limitada e uma audição subdesenvolvida. Isso significa que o toque é a maneira como seu bebê explora o mundo durante suas primeiras semanas de vida, enquanto desenvolve os outros sentidos.

Sabemos que o toque é importante para o desenvolvimento dos bebês, mas ele é tão fundamental assim?

Em um estudo recente realizado por Nathalie Maitre e seus colegas do National Children’s Hospital e do Vanderbilt University Medical Center, as respostas cerebrais de 125 bebês (incluindo bebês prematuros e não-prematuros) foram medidas, e foi demonstrado que as primeiras experiências dos bebês com o toque produzem efeitos duradouros na forma como seus cérebros respondem ao contato físico carinhoso.

Os resultados mostraram que os bebês prematuros tiveram uma resposta cerebral ao toque suave reduzida quando comparados aos bebês não-prematuros. No entanto, os bebês prematuros das Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais  tiveram uma resposta cerebral mais forte ao toque quando passaram mais tempo em contato com seus pais ou com profissionais de saúde.

“Garantir que os bebês prematuros recebam um toque amoroso, como o contato pele a pele com seus pais, é essencial para ajudar seus cérebros a responder ao toque suave de forma semelhante aos bebês não-prematuros, que passaram mais tempo no útero de suas mães”, diz Nathalie Maitre.

Assim, os pais de bebês que precisam enfrentar procedimentos médicos complicados devem se lembrar que o toque é mais importante do que aparenta. Não perca nenhuma oportunidade de pegar o seu bebê no colo, abraçá-lo ou fazer carinho nele.

Outro estudo realizado pela Dra. Ruth Feldman, professora da Bar-Ilan University, e seus colegas, investigou o impacto de diferentes níveis de contato físico em bebês prematuros.

“Este estudo de uma década mostrou, pela primeira vez, que o contato pele a pele com recém-nascidos prematuros no período neonatal melhora o funcionamento de alguns sistemas do cérebro. Após 10 anos, foi detectado que, ao serem privados do contato materno precoce, alguns dos seus sistemas cerebrais não se desenvolveram da mesma forma”, disse Feldman.

Em comparação com as crianças que receberam o cuidado padrão da incubadora, as crianças do grupo “método canguru” (método em que a criança mantém contato pele a pele com um adulto, normalmente a mãe ou o pai) demonstraram melhores habilidades cognitivas e executivas em testes repetidos desde os 6 meses até os 10 anos de idade.

Quando completaram 10 anos, as crianças que tiveram o contato materno utilizando o método canguru estavam mais saudáveis em todas as métricas, apresentando:

1. Padrões de sono mais regulares;
2. Melhor resposta neuroendócrina ao estresse;
3. Maturidade do funcionamento do sistema nervoso;
4. Melhor controle cognitivo.

Ambos os estudos nos lembram das consequências a longo prazo do toque e do contato dos pais. O nível de estimulação proporcionado pelo contato pele a pele parece influenciar o desenvolvimento do cérebro e fortalecer os laços afetivos entre pais e filhos.

Quais são as consequências da timidez na vida de uma criança?

Seu filho é tímido? Para determinar a resposta desta pergunta, você pode se perguntar como descreveria o temperamento do seu filho. Muitas vezes as pessoas tendem a confundir timidez ou inibição comportamental com introversão (Weir, 2014). Uma resposta tímida ou introvertida das crianças às interações sociais pode parecer a mesma, porém são bem diferentes.

De acordo com a psicóloga do desenvolvimento da Universidade Estadual da Pensilvânia, Koraly Pérez-Edgar, as crianças que são tímidas desejam ter interações sociais, mas ao mesmo tempo, sentem que a socialização é algo muito estressante. Por outro lado, as crianças introvertidas preferem passar o tempo sozinhas e não estão interessadas nas interações sociais. E então, como você pode detectar se o seu filho é tímido? Pérez-Edgar conta o que as crianças tímidas têm em comum: elas sorriem de forma acanhada.

Quando você consegue descobrir se o seu filho é tímido?

De acordo com estudos de Harvard e da Universidade de Maryland, os sinais de inibição comportamental ou timidez podem ser percebidos antes do primeiro aniversário do bebê (Weir, 2014). Um desses sinais é a sensibilidade à novidade. Por exemplo, ele pode reagir demonstrando sinais de angústia ao ser exposto a um novo brinquedo musical. Com o passar do tempo, essa sensibilidade a coisas novas será transformada em uma sensibilidade à novidade social (Weir, 2014). Esta é uma das razões pelas quais é mais comum uma criança tímida desenvolver ansiedade social em comparação com uma criança introvertida.

A timidez pode prejudicar meu filho?

Ao contrário do que você possa imaginar, ser sensível – ou reservado em situações sociais – não é um problema. Ter pessoas mais cautelosas em relação às ameaças do ambiente é algo positivo! Além disso, de acordo com a pesquisa realizada por Weir em 2014, um sorriso tímido é percebido como um comportamento positivo perante a nossa sociedade, porém, existem algumas desvantagens para as crianças tímidas, como passar menos tempo com os amigos – o que é importante para o desenvolvimento da área socioafetiva. Deixando de lado essas pequenas desvantagens, a maior preocupação para se ter em relação a uma criança tímida é que ela desenvolva ansiedade social (Weir, 2014) – embora a maioria das crianças que são tímidas aprendam a se adaptar ao longo da adolescência, cerca de 35% delas passam por isso. A ansiedade social pode levar ao uso de drogas que ajudam a diminuir a timidez, e à depressão. Porém, a boa notícia é que a maioria das crianças tímidas aprende a administrar sua timidez e suas reações com o passar dos anos (Weir, 2014).

Como ajudar as crianças no controle da timidez?

De acordo com um estudo de Perez-Edgar, os bebês que deram maior atenção às ameaças ficaram mais inibidos socialmente quando se tornaram adultos. Ela sugere que nós devemos ajudar as crianças tímidas a manter sua atenção longe dos estímulos ameaçadores. Assim, elas serão capazes de modificar seus comportamentos, reduzindo o risco de desenvolverem ansiedade social. Os pais também influenciam diretamente na timidez. Mesmo que haja o desejo de superproteger os bebês tímidos, é necessário permitir que eles experimentem e lidem com situações desconfortáveis. Assim, eles terão a oportunidade de praticar o autocontrole de suas reações e do sentimento de timidez (Weir, 2014). Como pais, precisamos apoiar nossos filhos enquanto permitimos que eles realizem as coisas por conta própria. Resumindo: a timidez não é um transtorno e não precisa se tornar um problema para as crianças tímidas (Weir, 2014). Se você tem um bebê tímido, basta colocá-lo no ambiente correto sem protegê-lo demais, e ele provavelmente se sairá bem!

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