Por que meu bebê coloca tudo na boca?

Os bebês são conhecidos por colocarem qualquer objeto em suas bocas. Antes do nascimento, eles já podem ser vistos chupando os polegares e, mesmo após nascerem, eles continuam a desenvolver a exploração oral do seu ambiente. Os recém-nascidos podem se acalmar mamando, chupando uma chupeta, uma mamadeira, ou até mesmo os polegares. À medida que continuam a crescer e se desenvolver, eles começam a pegar os objetos e colocá-los na boca como forma de explorar.

Por que os bebês colocam os objetos na boca?

  • Os bebês usam todos os seus sentidos para explorar o mundo, incluindo o paladar;
  • Isso ajuda a acalmá-los e tranquilizá-los;
  • Chupar e morder contribui com o desenvolvimento da coordenação da boca, da mandíbula, das bochechas, da língua e dos lábios;
  • Isso permite que a boca se acostume com diferentes texturas e sensações, o que é ótimo para o processo de introdução de alimentos sólidos;
  • Isso os conforta quando seus dentes estão crescendo (nota: a fase oral não significa necessariamente que os dentes do seu filho estão crescendo).

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Ter um animal de estimação pode proteger seu bebê da obesidade e das alergias

Seja pela brincadeira ou companhia, os animais de estimação trazem muita alegria aos seus donos. Mas você sabia que os benefícios vão além do carinho e da diversão? Um novo estudo mostrou que ter animais de estimação em casa pode proteger os bebês das alergias e da obesidade!

No início, pode parecer difícil ter argumentos a favor, já que a maioria dos pais prefere manter seus filhos longe de animais de estimação peludos, como cães e gatos, para evitar alergias e espirros. No entanto, uma pesquisa conduzida pelo Departamento de Pediatria da Universidade de Washington descobriu que o oposto é verdadeiro.

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Por que os bebês do sexo masculino são mais vulneráveis ​​ao estresse?

Como sabemos agora, os cérebros dos bebês são muito vulneráveis, especialmente durante os primeiros meses de vida.

Ao contrário do que se pensava, cada ação que realizamos como pais tem um grande impacto – positivo ou negativo –  sobre nossos filhos. Já tem algum tempo que identificamos uma hipótese incorreta sobre o desenvolvimento dos bebês, e isso explica por que educamos os bebês do sexo masculino de maneira diferente. As diferentes culturas e religiões também influenciaram a forma como educamos nossos filhos. Nós elaboramos ideias sobre como deveríamos tratar a educação dos nossos filhos, e temos sido mais duros com os meninos, pois pensamos que o carinho ou a atenção podem deixá-los mimados. No entanto, a verdade é que todos os bebês, inclusive os meninos, precisam de atenção e afeto para crescer e se desenvolver de forma saudável.

Dr. Allan N. Schore, um cientista clínico da UCLA especializado em apego e no desenvolvimento do cérebro, pesquisou o desenvolvimento neurobiológico e neuroendócrino de bebês do sexo masculino. Schore (2017) explica por que os bebês do sexo masculino ficam mais vulneráveis ​​do que os do sexo feminino quando se deparam com ambientes estressantes ou com pais que não são atenciosos e carinhosos. Segundo ele, os cérebros dos meninos amadurecem mais lentamente em quase todas as áreas, incluindo áreas sociais, físicas e linguísticas. Além disso, os circuitos de seus cérebros que regulam o estresse amadurecem mais lentamente e possuem menos mecanismos integrados para promover a resiliência contra o estresse. Essas são algumas das razões pelas quais as experiências da primeira infância influenciam mais os meninos do que as meninas.

Além disso, estudos mostraram que os bebês do sexo masculino são mais vulneráveis ​​à falta de atenção, ao estresse pré-natal e à separação da mãe logo após o seu nascimento. Essas situações estressantes afetam negativamente as áreas do cérebro relacionadas ao autocontrole e à socialização. Outro ponto destacado foi que os bebês do sexo masculino demonstram uma reação maior a estímulos negativos, e apresentam níveis mais altos de cortisol ao nascer. Schore menciona outro estudo que mostra que os bebês do sexo feminino conseguem regular seus estados afetivos melhor que os do sexo masculino. Isso significa que os bebês do sexo masculino podem ser ainda mais afetados por um ambiente estressante e ou um cuidado indiferente (sensibilidade ou resposta materna menor que a ideal).

Podemos concluir que, como os cérebros dos meninos amadurecem mais lentamente do que os das meninas, eles são muito mais vulneráveis ​​a distúrbios do desenvolvimento, como o autismo e o TDAH. Isso não significa que não devamos nos preocupar com as meninas, já que todos os bebês precisam de carinho e cuidado responsivo – pelo contrário: este é um chamado para tratarmos todos os bebês com sensibilidade e afeto, já que isso pode promover a saúde do desenvolvimento socioafetivo dos bebês.

Cultive a criatividade através da liberdade

É o sonho de qualquer pai ou mãe que o filho aprenda a ler aos 2 anos, a tocar piano aos 4, a aprender matemática aos 6, e a falar dois idiomas fluentemente aos 8 anos. Todos os pais e colegas teriam inveja de uma criança tão talentosa.

Entretanto, as crianças prodígio não necessariamente se tornarão gênios que irão revolucionar o mundo. Nós assumimos que isso acontece porque elas não têm habilidades socioafetivas e, portanto, não podem ser tão bem-sucedidas. No entanto, evidências sugerem o contrário – na verdade, menos de 25% das crianças prodígio sofrem de algum problema relacionado à área socioafetiva. A maioria delas tem vida normal. Então, o que as impede?

Elas não aprendem a ser originais. A maioria dessas crianças está constantemente buscando a aprovação de seus pais e a admiração de seus professores. Elas crescem e se apresentam em concertos de prestígio, mas ainda falta alguma coisa. O que acontece é que a prática aperfeiçoa, mas não traz nada novo.

Essas crianças aprendem a tocar Mozart e Bach, mas raramente compõem suas próprias músicas. Sua energia está tão concentrada em consumir o conhecimento existente, que não produzem novas ideias. Estudos indicam que as crianças mais criativas são as menos propensas a se tornarem as favoritas dos professores – por isso, é comum que elas guardem suas ideias para si.

Ao crescerem, muitas dessas crianças prodígio se tornam especialistas em suas áreas e líderes em suas organizações, mas apenas algumas delas se tornam criadores revolucionários – diz a psicóloga Ellen Winner.

Então, o que torna uma criança criativa? Um estudo comparou as famílias de crianças que foram classificadas entre as 5% mais criativas de suas escolas com aquelas que não eram tão criativas. Os pais das crianças "comuns" tinham, em média, 6 regras da casa, além de uma programação específica com horários para o dever de casa e para dormir. Os pais das crianças mais criativas tinham 1 regra ou menos em casa.

A criatividade é difícil de cultivar, mas fácil de ser inibida. Ao limitar as regras, os pais inspiram os filhos a pensar por si mesmos. "Eles tendem a se concentrar mais em valores morais do que em regras específicas", diz Teresa Apabílela, psicóloga de Harvard.

Quando Teresa comparou os arquitetos mais criativos da América com um grupo de colegas com muita competência, mas pouca originalidade, percebeu algo único sobre os arquitetos mais criativos: seus pais enfatizaram o desenvolvimento de um código de ética individual. Isso não significa que seus pais não tenham incentivado a busca da excelência e do sucesso, mas que também os encorajaram a encontrar alegria no trabalho. Seus filhos tiveram liberdade para descobrir seus próprios interesses e escolher seus próprios valores. Isso os preparou para florescer como adultos criativos.

Outro estudo, conduzido pelo psicólogo Benjamin Bloom, em que as raízes de vários artistas, atletas, músicos e cientistas renomados foram investigadas, mostrou que seus pais não sonhavam que seus filhos fossem grandes estrelas. Ao invés disso, eles respondiam à motivação intrínseca de seus filhos, incentivando-os quando eles demonstravam interesse por alguma habilidade. O mesmo aconteceu com pianistas reconhecidos – eles não tinham professores renomados desde cedo, suas primeiras aulas foram dadas por professores que moravam perto, mas que tornaram a aprendizagem divertida.

Mozart demonstrou interesse pela música muito antes de ter aulas de piano, não o contrário.

Malcolm Gladwell propôs uma nova perspectiva sobre “a regra das 10.000 horas”, sugerindo que o sucesso depende do tempo despendido com a prática. Mas duas questões foram negligenciadas:

  1. Será que a prática não pode nos cegar para maneiras de melhorar nossa área de estudo? Pesquisas sugerem que, quanto mais praticamos, mais nos tornamos presos em um modo de pensar.
  2. O que motiva as pessoas a praticarem uma habilidade por milhares de horas? A resposta é a paixão – que é descoberta por meio de uma curiosidade natural ou nutrida a partir de experiências agradáveis. As evidências mostram que as contribuições criativas dependem da amplitude, e não apenas da profundidade do conhecimento e da experiência.

Você não pode programar uma criança para ser criativa – se quiser que seus filhos tragam ideias revolucionárias para o mundo, deixe que eles sigam suas próprias paixões.