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Cultive a criatividade através da liberdade

Ajude o seu bebê a dormir melhor.

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É o sonho de qualquer pai ou mãe que o filho aprenda a ler aos 2 anos, a tocar piano aos 4, a aprender matemática aos 6, e a falar dois idiomas fluentemente aos 8 anos. Todos os pais e colegas teriam inveja de uma criança tão talentosa.

Entretanto, as crianças prodígio não necessariamente se tornarão gênios que irão revolucionar o mundo. Nós assumimos que isso acontece porque elas não têm habilidades socioafetivas e, portanto, não podem ser tão bem-sucedidas. No entanto, evidências sugerem o contrário – na verdade, menos de 25% das crianças prodígio sofrem de algum problema relacionado à área socioafetiva. A maioria delas tem vida normal. Então, o que as impede?

Elas não aprendem a ser originais. A maioria dessas crianças está constantemente buscando a aprovação de seus pais e a admiração de seus professores. Elas crescem e se apresentam em concertos de prestígio, mas ainda falta alguma coisa. O que acontece é que a prática aperfeiçoa, mas não traz nada novo.

Essas crianças aprendem a tocar Mozart e Bach, mas raramente compõem suas próprias músicas. Sua energia está tão concentrada em consumir o conhecimento existente, que não produzem novas ideias. Estudos indicam que as crianças mais criativas são as menos propensas a se tornarem as favoritas dos professores – por isso, é comum que elas guardem suas ideias para si.

Ao crescerem, muitas dessas crianças prodígio se tornam especialistas em suas áreas e líderes em suas organizações, mas apenas algumas delas se tornam criadores revolucionários – diz a psicóloga Ellen Winner.

Então, o que torna uma criança criativa? Um estudo comparou as famílias de crianças que foram classificadas entre as 5% mais criativas de suas escolas com aquelas que não eram tão criativas. Os pais das crianças "comuns" tinham, em média, 6 regras da casa, além de uma programação específica com horários para o dever de casa e para dormir. Os pais das crianças mais criativas tinham 1 regra ou menos em casa.

A criatividade é difícil de cultivar, mas fácil de ser inibida. Ao limitar as regras, os pais inspiram os filhos a pensar por si mesmos. "Eles tendem a se concentrar mais em valores morais do que em regras específicas", diz Teresa Apabílela, psicóloga de Harvard.

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Quando Teresa comparou os arquitetos mais criativos da América com um grupo de colegas com muita competência, mas pouca originalidade, percebeu algo único sobre os arquitetos mais criativos: seus pais enfatizaram o desenvolvimento de um código de ética individual. Isso não significa que seus pais não tenham incentivado a busca da excelência e do sucesso, mas que também os encorajaram a encontrar alegria no trabalho. Seus filhos tiveram liberdade para descobrir seus próprios interesses e escolher seus próprios valores. Isso os preparou para florescer como adultos criativos.

Outro estudo, conduzido pelo psicólogo Benjamin Bloom, em que as raízes de vários artistas, atletas, músicos e cientistas renomados foram investigadas, mostrou que seus pais não sonhavam que seus filhos fossem grandes estrelas. Ao invés disso, eles respondiam à motivação intrínseca de seus filhos, incentivando-os quando eles demonstravam interesse por alguma habilidade. O mesmo aconteceu com pianistas reconhecidos – eles não tinham professores renomados desde cedo, suas primeiras aulas foram dadas por professores que moravam perto, mas que tornaram a aprendizagem divertida.

Mozart demonstrou interesse pela música muito antes de ter aulas de piano, não o contrário.

Malcolm Gladwell propôs uma nova perspectiva sobre “a regra das 10.000 horas”, sugerindo que o sucesso depende do tempo despendido com a prática. Mas duas questões foram negligenciadas:

  1. Será que a prática não pode nos cegar para maneiras de melhorar nossa área de estudo? Pesquisas sugerem que, quanto mais praticamos, mais nos tornamos presos em um modo de pensar.
  2. O que motiva as pessoas a praticarem uma habilidade por milhares de horas? A resposta é a paixão – que é descoberta por meio de uma curiosidade natural ou nutrida a partir de experiências agradáveis. As evidências mostram que as contribuições criativas dependem da amplitude, e não apenas da profundidade do conhecimento e da experiência.

Você não pode programar uma criança para ser criativa – se quiser que seus filhos tragam ideias revolucionárias para o mundo, deixe que eles sigam suas próprias paixões.

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1 comentário em “Cultive a criatividade através da liberdade”

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