Category Archives: Marcos do Desenvolvimento

desenvolvimento bebe aplicativo

Por que usar aplicativo para acompanhar o desenvolvimento do seu bebê?

Basta o bebê nascer para ficarmos cheias de dúvidas: será que ele está se desenvolvendo bem? Será que ele já deveria fazer isso ou aquilo? Para completar essa insegurança, acabamos cometendo o erro de comparar o nosso filho com outras crianças (afinal, cada bebê é único!), percebendo o que um já faz e o outro ainda não.

Felizmente, a tecnologia também já chegou a esse universo infantil e, atualmente, já é possível utilizar um aplicativo para acompanhar o desenvolvimento do bebê! Isso mesmo! Você pode conferir cada fase pela qual seu filho está passando, saber o que fazer em cada uma delas, como superar os desafios e como estimular o seu pequeno da melhor forma, para que ele cresça saudável e esperto.

Ainda está na dúvida se esses aplicativos valem a pena? Veja um pouco mais sobre como funcionam e algumas das suas vantagens!

Continue lendo

Trabalho e maternidade: como acompanhar o desenvolvimento dos filhos?

Sim, nós sabemos: às vezes parece que será impossível dar conta de tudo. A boa notícia é que, com um pouco de organização e adaptações na rotina, é possível conciliar trabalho e maternidade. A má é que não existe receita de bolo, o que funciona bem para uma mãe pode não ser a melhor solução para outra.

Afinal, cada mulher experimenta a maternidade da sua maneira. O que há em comum é que todas nós nos preocupamos com nossos filhos e desejamos acompanhar de perto o desenvolvimento dos pequenos, mas sem nos sentirmos constantemente esgotadas.

Pensando nisso, separamos algumas dicas para facilitar sua jornada como mãe e profissional. Vamos lá?

Continue lendo

A ciência por trás da imitação diferida

A imitação diferida é conhecida como a capacidade de reproduzir um comportamento ou uma série de comportamentos em um momento posterior a quando ele realmente ocorreu.

A beleza por trás da imitação diferida é que ela pode nos fornecer uma grande quantidade de informações sobre o desenvolvimento cognitivo do seu bebê, envolvendo uma combinação de processos cognitivos complexos. Vários estudos demonstram que a imitação é um canal fundamental para o desenvolvimento e a aprendizagem socioafetiva. Inclusive, foi constatado que a observação pode ter um efeito maior sobre a aquisição de habilidades do que o condicionamento ou o processo de tentativa e erro.

Continue lendo

O que estimula o bebê a andar?

Quando uma criança está aprendendo a andar e cai 50 vezes, ela nunca pensa: “será que isso não é para mim?”.

Você descobrirá em breve o quanto o seu bebê pode ser persistente. Por menor que ele seja, ele é um indivíduo obstinado, que a deixará maravilhada ao observar o modo como ele enfrenta os desafios em seu desenvolvimento. A importância de dar os primeiros passos e começar a praticar a andar, vai além de um simples marco de desenvolvimento.

Para entender melhor essa imensa transição, precisamos primeiro reconhecer que, ao andar, seu bebê estará abandonando seu “status” de um excelente engatinhador, deixando sua zona de conforto e optando voluntariamente por ser um andador descoordenado e pouco qualificado. Quando seu filho é um ótimo engatinhador, ele consegue se mover facilmente por todo o ambiente, explorando, navegando e evitando os obstáculos. Por outro lado, ao começar a andar, ele não tem essas vantagens. Para ele, cada passo é complicado e a queda é sua única certeza. Então, como o seu bebê persiste em andar mesmo com tudo isso?

Continue lendo

Marcos do desenvolvimento: aprendendo a rolar

Seu bebê já tem um controle maior sobre a cabeça? Então, em breve, ele aprenderá a rolar – um marco importante para o seu bebê, pois será seu primeiro grande movimento realizado de forma independente. Como a força dos seus braços, costas e pescoço está aumentando, ele começará a descobrir novas maneiras de mover seu corpo.

Quando meu bebê irá começar a rolar sozinho?

De acordo com a Academia Americana de Pediatria (AAP), os bebês devem ser capazes de rolar, em ambas as direções, no sétimo mês. Porém, por volta do terceiro ou do quarto mês, seu bebê já terá desenvolvido força suficiente na parte superior do corpo para se virar de modo a ficar com a barriga para baixo. Pode demorar até 5 ou 6 meses para que ele consiga fazer o movimento oposto (virar-se de volta com a barriga para cima), já que ele precisará de mais força nos músculos do pescoço e dos braços para realizar esse movimento. A primeira vez que ele rolar será uma surpresa para vocês dois. É uma experiência nova para o seu bebê, então pode ser assustador no começo – mas não se surpreenda se ficar rolando se tornar rapidamente um dos truques favoritos do seu filho!

Como posso ajudar meu bebê a rolar?

Aprender a rolar requer um bom controle da cabeça e força suficiente dos músculos do pescoço e dos braços para que ele consiga empurrá-los. Então, colocar seu bebê de bruços é a maneira perfeita de fortalecer e treinar esses músculos, já que ele tem que segurar a cabeça para cima e empurrar seu corpo usando os braços para ficar com a barriga para baixo. Você pode estimular o seu filho a rolar quando ele estiver de bruços. Coloque um brinquedo ao lado dele e veja se ele tenta rolar para alcançá-lo, ou deite-se ao lado dele,a uma certa distância, e observe se ele tenta rolar para chegar mais perto. À medida que seu bebê ficar mais forte, ele começará a chutar com as pernas, a balançar os braços como se estivesse nadando e a girar de um lado para o outro e, finalmente, a rolar.

Quando devo me preocupar?

  • Se até o sétimo mês o seu bebê não tiver aprendido a rolar e não estiver sentando ou tentando engatinhar, fale com o seu pediatra.
  • Enquanto seu bebê estiver descobrindo novas maneiras de se movimentar, certifique-se de mantê-lo seguro, especialmente quando ele estiver no trocador de fraldas ou em outras superfícies altas.

As diferentes maneiras e estilos na hora de engatinhar

Seu bebê está pronto para engatinhar? Entre o sétimo e o décimo mês, os bebês já começam a dominar a clássica posição com as mãos e os joelhos no chão: eles aprendem a engatinhar. No entanto, alguns bebês desenvolvem estilos diferentes na hora de engatinhar, mas que são igualmente eficientes. Estas são algumas maneiras de engatinhar que o seu bebê pode aprender.

Nem todos os bebês irão engatinhar da forma tradicional, alternando as mãos e os joelhos. Alguns bebês utilizam sua barriga para se mover, outros engatinham usando as mãos para se impulsionar para frente, e alguns usam uma perna na posição de engatinhar e a outra perna esticada no chão para se mover. A verdade é que não importa qual o estilo que o seu bebê escolheu, o importante é que ele demonstre o desejo de se movimentar de forma independente para explorar seu ambiente.

De acordo com a Associação Americana de Pediatria, estes são os estilos mais comuns que um bebê pode adotar na hora de engatinhar:

O clássico – mãos e joelhos cruzados

Seu bebê distribui o peso em suas mãos e joelhos, então move um braço e o joelho oposto para frente ao mesmo tempo. Esse estilo é o mais comum de todos.

Urso que engatinha

Parece a forma tradicional de engatinhar, mas seu bebê mantém os cotovelos e os joelhos esticados, caminhando sobre as mãos e os pés como um urso.

Engatinhar com a barriga

Seu bebê movimenta o corpo para frente enquanto arrasta sua barriga contra o chão. Esta pode ser uma maneira eficaz de se mover, mas certamente deixará suas roupas muito sujas!

Engatinhar com o bumbum

Seu bebê engatinha quando está na posição sentada, usando os braços para se mover para frente. Essa forma de engatinhar nunca será tão rápida quanto a clássica, mas também é eficiente. Os bebês que engatinham assim geralmente são os que resistem a ficar na posição de bruços.

Caranguejo que engatinha

Seu bebê se move para trás ou para os lados como um caranguejo, impulsionando-se para frente com as mãos. Essa forma de engatinhar geralmente ocorre quando o bebê está aprendendo a engatinhar, e esta fase não costuma durar mais que uma ou duas semanas.

Rolando

Seu bebê chega ao seu destino rolando de um lado para o outro. Embora, tecnicamente, não seja engatinhar, alguns bebês se tornam tão eficientes em rolar, que nunca desenvolvem a postura para engatinhar, já que eles ficam rolando repetidas vezes até chegarem ao seu destino.

Leve sempre em consideração que os padrões atípicos na hora de engatinhar não indicam necessariamente um problema, mas a assimetria da postura pode ser um sinal de alerta. Por isso, caso tenha dúvidas, converse com o seu pediatra.

Por que seu filho prefere uma caixa de papelão a brinquedos chamativos?

“Ajudar as crianças a prosperar não significa fornecer os melhores brinquedos ou os aparelhos mais caros, muito pelo contrário; o aprendizado acontece quando as crianças criam seus próprios mundos durante uma brincadeira” (Deruy, 2016)

Você já se perguntou por que seu filho prefere uma caixa de papelão ao invés de um brinquedo chamativo que tenha vindo dentro dela?

Brinquedos caros e chamativos, embora muito atrativos, não oferecem as infinitas possibilidades que a caixa oferece. Seu bebê gosta de usar todos seus sentidos durante a brincadeira. Com a caixa, ele consegue usar suas habilidades motoras e cognitivas em desenvolvimento para agarrar, sacudir e colocar as coisas dentro! Se for uma caixa grande o suficiente, seu filho pode até entrar nela e explorar seu interior!

Caixas de papelão e outros objetos simples permitem que seu filho brinque livremente. Isso, por sua vez, o ajuda a continuar desenvolvendo as habilidades cognitivas, motoras e até socioafetivas. Então, à medida que seu filho cresce, ele será capaz de se envolver em brincadeiras simbólicas, nas quais esses mesmos objetos não apenas permitem a manipulação, mas podem se tornar uma casa, um forte, uma espaçonave – tudo é possível!

Segundo Piaget, bebês de 0 a 24 meses estão no estágio sensório-motor do desenvolvimento, caracterizado pela exploração do ambiente. Os recém-nascidos começam a explorar objetos com sua visão em desenvolvimento. Então, à medida que crescem, continuam aprendendo sobre os objetos, agarrando-os e colocando-os na boca.

Dos 4 aos 6 meses de idade, as crianças se tornam capazes de transferir objetos de uma mão para a outra. Com cerca de 7 a 9 meses de idade, elas conseguem manipular os objetos sacudindo-os, batendo neles e até jogando-os no chão, o que as leva a aprender sobre causa e efeito. Dos 10 aos 12 meses, a coordenação motora fina começa a evoluir, e elas começam a praticar o uso do movimento de pinça. Dos 13 aos 18 meses de idade, as crianças conseguem manipular os objetos, empilhá-los e até mesmo moldar argila. Então, entre os 18 e os 24 meses de idade, elas começam a se envolver em brincadeiras simbólicas, usando objetos para representar outros objetos.

Caixas de papelão oferecem ao seu pequeno cientista a oportunidade de praticar muitos dos marcos acima, incluindo a permanência do objeto, a manipulação e as brincadeiras de faz-de-conta. Esta é a razão pela qual seu filho prefere uma caixa e um papel de presente barulhento ao invés do brinquedo que vem dentro dela. Mas isso não significa que você deva parar de comprar brinquedos para o seu bebê – há muitos brinquedos simples que podem oferecer ao seu filho horas de diversão, promovendo a conquista dos marcos de desenvolvimento.

Ao escolher um brinquedo para o seu filho, faça as seguintes perguntas:

  • Este brinquedo oferece muitas possibilidades de uso? Escolha brinquedos como blocos, copos ou cubos de empilhar.
  • O brinquedo permitirá que meu filho pratique novas habilidades e a resolução de problemas? Escolha quebra-cabeças com peças grandes, cubos de encaixe com formas geométricas, tinta e argila.
  • O brinquedo será relevante em diferentes fases do desenvolvimento do meu filho? Escolha figuras de plástico, bichinhos de pelúcia, casas de boneca, carrinhos de brinquedo.
  • O brinquedo ensinará habilidades para a vida? Escolha pratos e talheres de plástico, telefones de brinquedo, materiais de limpeza infantis e instrumentos musicais adequados à idade dele.
  • O brinquedo estimulará a imaginação do meu filho? Escolha fantasias, tecidos reciclados ou até mesmo a famosa caixa de papelão.

Causa e efeito: ganhando uma noção de controle sobre o mundo

As crianças sempre aprenderam observando o que as pessoas fazem ao seu redor; já nascem exploradores curiosos! Novos estudos mostram que o cérebro – até mesmo das crianças mais novas! – é projetado para aprender por meio da simples observação e da brincadeira. Seu explorador implacável fica intrigado com o fenômeno de causa e efeito e, assim, aprenderá mais por meio das brincadeiras, fazendo com que as coisas aconteçam ou mudem.

No início do desenvolvimento, antes de os bebês completarem dois anos de idade, a curiosidade floresce, e eles começam a entender o mundo ao seu redor à medida que começam a ter novas experiências interessantes com os brinquedos. Eles aprendem que, se agitarem um chocalho, ouvirão um som; se eles jogarem uma bola no chão, ela irá quicar e subir novamente. Os brinquedos mais simples podem ativar os sentidos de um bebê e se tornar uma ferramenta de aprendizado. Os bebês percebem que podem causar ações e reações, compreendendo a relação entre causa e efeito. Por meio da observação simples, eles percebem que podem fazer previsões e descobrir por que as coisas acontecem. Eles aprendem a iniciar interações com os outros para ganhar sua atenção e receber um certo estímulo, e também aprendem que têm a capacidade de evitar uma interação desviando o olhar.

Tipos de relações de causa e efeito:

  1. Social: Os bebês aprendem sobre seu poder de mudar seu ambiente a partir das simples interações iniciais com seus pais. Eles aprendem que, se eles chorarem, eles ganharão colo, e serão consolados ou alimentados – aprendendo que o mundo é um lugar seguro. Eles também aprendem que, se sorrirem, isso provavelmente fará com que você sorria de volta ou se incline para beijá-lo. Essas formas básicas de comunicação constroem e fortalecem as comunicações neurais que apoiam o desenvolvimento das habilidades sociais e de comunicação.
  2. Física: Os bebês aprendem que podem controlar aspectos do ambiente – o ambiente da criança é fundamental para nutrir as habilidades de raciocínio matemático e científico, bem como os processos de raciocínio. Muitos brinquedos são projetados para nutrir o desenvolvimento da compreensão das relações de causa e efeito. As crianças ganham uma sensação de controle com esses brinquedos, pois percebem que podem fazê-los quicar ou usá-los para produzir sons. Quando os bebês aprendem que cada ação tem uma reação, eles fortalecem sua compreensão de causa e efeito, aumentando seu senso de controle sobre o mundo.

Que idade têm os bebês quando aprendem sobre causa e efeito?

  • Entre os 3 e os 6 meses de idade, os bebês aprendem que, se eles chorarem, eles serão confortados pelo seu cuidador. Eles percebem que há uma resposta para um comportamento específico. Os bebês também demonstram causa e efeito quando se viram para ouvir um barulho alto ou quando chutam para fazer barulho com os chocalhos do carrinho. Embora os pais possam pensar que, quando os bebês colocam brinquedos na boca, isso seja um indicador da dentição, talvez eles estejam apenas explorando seu ambiente por meio dos sentidos, uma parte fundamental do desenvolvimento.
  • Aos 8 meses de idade, seu bebê começará a explorar o mundo por meio dos sons – batendo em um tambor ou balançando as mãos na água para espirrá-la, de modo a iniciar uma interação com seu cuidador. Neste estágio, seu bebê pode adorar experimentar diferentes instrumentos!
  • Dos 12 aos 18 meses, você começará a perceber que seu bebê adora deixar cair objetos de seu cadeirão. Seu pequeno sociólogo está aprendendo que, se ele deixar alguma coisa cair, você pegará o objeto de volta. Quanto mais você responder pegando o objeto, mais ele soltará o objeto para ver você pegá-lo novamente. Seu bebê está estabelecendo conclusões quando os padrões se repetem. Nessa idade, os bebês estão treinando sua capacidade de perceber as reações emocionais, e também estão conhecendo melhor seus pais. Eles estão não apenas aprendendo sobre as respostas da mãe às suas ações, mas também descobrindo sobre distância, ouvindo o som que um objeto faz assim que toca o chão e observando o objeto ficando menor à medida que se aproxima do solo. O cérebro do seu bebê começa a perceber e entender equações complexas do mundo.

Os atrasos no desenvolvimento durante o primeiro ano

O que significa um “atraso no desenvolvimento”?

Este termo é usado pelos médicos quando uma criança não atingiu um marco esperado em seu desenvolvimento. Por exemplo, se o intervalo normal para aprender a andar é entre os 9 e os 18 meses, e uma criança de 20 meses ainda não começou a andar, isso seria considerado um atraso. Há muitos tipos de atrasos no desenvolvimento de bebês e crianças pequenas, e eles podem ocorrer em uma ou mais áreas, tais como: coordenação motora grossa, coordenação motora fina, desenvolvimento da linguagem, cognição, área socioafetiva, entre outras. É importante mencionar que se seu bebê estiver temporariamente atrasado, isso pode não representar necessariamente um atraso no desenvolvimento. Lembre-se de que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, por isso, é importante saber identificar alguns dos sinais de alerta.

Como posso saber se meu filho está com um atraso no desenvolvimento?

Um atraso no desenvolvimento é, na maioria das vezes, um diagnóstico feito por um médico com base em diretrizes específicas. Normalmente, os pais são os primeiros a perceber que seu filho não está progredindo na mesma proporção que outras crianças da mesma idade. A intervenção precoce pode fazer uma grande diferença – por isso, se você acha que seu filho pode ter algum atraso, você deve consultar seu médico, um pediatra de desenvolvimento e comportamento ou um neurologista pediátrico. De toda forma, é sempre uma boa ideia familiarizar-se com o cronograma padrão de desenvolvimento infantil.

Sinais de atraso no desenvolvimento durante o primeiro ano:

2 meses

  • Não responde a sons altos;
  • Não acompanha as coisas enquanto elas se movem;
  • Não sorri para as pessoas;
  • Não leva as mãos à boca;
  • Não consegue manter a cabeça erguida quando está de bruços.

4 meses

  • Não acompanha as coisas enquanto elas se movem;
  • Não sorri para as pessoas;
  • Não consegue manter a cabeça firme;
  • Não faz sons;
  • Não leva objetos até a boca;
  • Não faz o movimento de empurrar as pernas para baixo quando os pés são colocados em uma superfície dura;
  • Tem dificuldade para mover um olho ou os dois em qualquer direção.

6 meses

  • Não tenta pegar coisas que estão ao seu alcance;
  • Não demonstra afeto por seus cuidadores;
  • Não responde aos sons ao seu redor;
  • Tem dificuldade em levar objetos à boca;
  • Parece muito “mole”, como uma boneca de pano;
  • Não vocaliza vogais (“ah “, “eh “, “oh”…);
  • Não rola em nenhuma direção;
  • Não ri ou grita;
  • Parece muito rígido, com músculos tensos.

9 meses

  • Não suporta o peso nas pernas com apoio;
  • Não se senta com ajuda;
  • Não balbucia palavras (“ma-ma”, “pa-pa”);
  • Não brinca com jogos que envolvem ação e reação;
  • Não reage ao próprio nome;
  • Não parece reconhecer pessoas familiares;
  • Não olha para o lugar que você aponta;
  • Não transfere brinquedos de uma mão para outra.

12 meses

  • Não engatinha;
  • Não se levanta com apoio;
  • Não procura por coisas que ele vê você esconder;
  • Não aponta para coisas;
  • Não aprende gestos como acenar ou balançar a cabeça;
  • Não diz palavras isoladas como “mama” ou “papa”;
  • Perde habilidades que ele já teve.

Tenha em mente que, se seu filho nasceu prematuramente, pode ser que ele precise de um pouco mais de tempo do que outras crianças de sua idade para recuperar o atraso. Os médicos geralmente acompanham seu progresso usando a data de previsão do parto ao invés de sua data de nascimento real até o segundo ou o terceiro aniversário.

Tem dúvidas sobre alguns desses sinais? Siga seus instintos – você conhece o seu filho melhor, então não hesite em fazer perguntas ao seu médico. A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que os médicos analisem informalmente os bebês e as crianças durante as consultas, verificando potenciais atrasos de desenvolvimento, e que façam exames mais formais e estruturados aos 9, 18 e 30 meses.

Desenvolvimento da linguagem: as primeiras palavras do seu bebê

Para a alegria dos pais, as primeiras palavras dos bebês são normalmente "mama "e "papa". Na verdade, "papa" geralmente é dito primeiro, mas apenas porque sua pronúncia é mais fácil para os bebês! Além do fato de a mamãe e o papai estarem por perto, estudos mostram que essas são as primeiras palavras que os bebês pronunciam por causa dos sons repetidos nelas. De fato, a maioria dos países tem palavras muito simples com sílabas repetidas para nomear a mamãe e o papai e, às vezes, até o vovô e a vovó.

Imagens dos cérebros de recém-nascidos mostraram atividade aumentada quando eles ouviam palavras inventadas com sons repetidos, como "mubaba". Quando ouviam palavras com repetição não adjacente, como "bamuba", não apresentavam reações relevantes. Isso sugere que os bebês reconhecem os sons repetitivos mais facilmente, e é por isso que palavras como "mama" ou "papa" são fáceis de aprender e vocalizar.

O desenvolvimento da linguagem é complexo, e começa de forma significativa antes dessas primeiras palavras. Por volta de oito semanas de idade, os bebês começam a balbuciar, simbolizando as primeiras tentativas formais de vocalização. Esses sons são especialmente bem-vindos porque servem como uma maneira de fazer com que os cuidadores saibam que eles estão prontos para aprender. Por volta de seis a oito meses de idade, os bebês misturam consoantes com vogais para balbuciar. É nessa época em que "mama" e "papa" entram em cena, mas essas palavras só serão usadas intencionalmente depois do primeiro aniversário.

Por volta dos 18 meses, as crianças normalmente conhecem e usam várias palavras independentes. Alguns até juntam duas palavras para transmitir mais significado. Embora nessa idade o vocabulário seja limitado, eles entendem muito mais do que podem falar. O marco de dois anos traz frases de duas a quatro palavras e o início das conversas reais – você só deixará de ouvir a voz do seu filho quando ele estiver dormindo!

Uma ótima maneira de estimular o desenvolvimento da linguagem é conversar. Responda às vocalizações do seu bebê como em um “jogo de ação e reação”, fazendo pausas e ouvindo o que ele tem a dizer – finja que você entende e que vocês estão realmente conversando!

Gervain, J., Macagno, F., Cogoi, S., Peña, M., e Mehler, J. (ID: 2008 ). O cérebro dos recém-nascidos detecta a estrutura da fala. Procedimentos da Academia Nacional de Ciências, 105 (37), ID: 1422 2-ID: 1422 7.

Como encontrar brinquedos adequados para a idade do seu filho