A maioria das pessoas sabe que a música tem um efeito positivo no cérebro, e até mesmo os bebês reagem a ela dentro do útero. A música contribui para a alegria de criar algo e incentiva uma motivação maior quando se trata de aprender. Pense em como você se sente quando ouve música, o seu humor muda? Isso vale para o seu filho. O valor da música na educação infantil é um tema de debate entre os pesquisadores. No entanto, o importante não é que seu filho seja o próximo Mozart, mas que você o exponha a experiências positivas que contribuam para o desenvolvimento.

Quantas vezes você já ficou com uma música na cabeça? Sabemos que a música pode facilmente criar raízes em nosso cérebro. Estudos mostram que a música melhora a memória, o reconhecimento e a atenção em pacientes com Alzheimer. As ressonâncias magnéticas mostraram também que o lobo temporal esquerdo dos músicos é maior do que o dos não-músicos, e que o primeiro grupo tem funções cognitivas mais desenvolvidas. Como a memória verbal está localizada no lobo temporal esquerdo, foi demonstrado que a música ajuda a memória. Um estudo que comparou adultos que receberam treinamento musical antes dos 12 anos com adultos que não estudavam música mostrou que o treinamento musical durante a infância tem efeitos positivos a longo prazo na área da memória verbal.

Quando seu filho dança, bate palmas no ritmo, reconhece diferentes instrumentos musicais ou canta parte da letra de uma música, ativa habilidades de pensamento e processos cognitivos importantes. Ao explorar instrumentos musicais (por exemplo, tocando uma tecla para fazer um som), ele experimentará causa e efeito e entenderá como os objetos funcionam. Ele aprenderá novos conceitos e como emitir sons diferentes, perceberá que alguns são mais graves do que outros e como cada um tem seu próprio padrão e ritmo. No cérebro, os circuitos de memória e linguagem serão ativados para criar conexões que relacionam atenção e concentração. Ele também trabalhará a coordenação motora fina e grossa ao dançar ou manipular um instrumento.

O treinamento musical também tem sido associado a funções executivas. Estudos encontraram diferenças significativas entre crianças que estudaram música e as que não estudaram, especialmente nas áreas de raciocínio, discriminação de sons e tarefas motoras. Além disso, foi encontrada uma correlação positiva entre inteligência não verbal e aptidão musical. Graças à experiência de usar diferentes instrumentos ou ouvir vários tipos de música, as crianças conseguem perceber as diferenças de volume e tom. Pesquisas mostraram que bebês de quatro meses são capazes de distinguir entre diferentes tons de voz. A música também tem sido associada a funções executivas e controle inibitório. Quando as crianças entendem a música, elas também desenvolvem habilidades espaço-temporais que, posteriormente, serão úteis para a matemática e a resolução de problemas. Descobriu-se que mesmo brincadeiras coletivas com música têm um efeito positivo sobre as habilidades linguísticas de crianças em idade pré-escolar.

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Algumas dicas:

– Exponha seu filho a diferentes gêneros musicais e deixe-o internalizar vários ritmos e melodias.

– Explore os diferentes sons ambientais: chuva, campainha, grilos, telefone, chuveiro, pássaros. Fale sobre eles, identifique os que seu filho mais gosta e tentem imitá-los.

– Experimentem diferentes movimentos quando estiver tocando uma música: bater palmas, marcar o ritmo com o pé, levantar e abaixar os braços ou usar percussão para reforçar os padrões rítmicos. Se não tiverem instrumentos musicais, usem a criatividade para fazer alguns com materiais que encontrarem em casa.

O importante não é fazer música harmoniosa, mas explorar os sons e expor seu filho a diferentes ambientes de aprendizado. Saiba mais sobre os benefícios socioafetivos oferecidos pela música nesse artigo.