Você sabe o que é a gravidez ectópica? A gestação fora do útero é uma condição que inviabiliza o feto, mas tem opções de tratamento.

Infelizmente, existem algumas complicações na gestação que impedem a mulher de realizar o sonho de ter um bebê e podem colocar a vida dela em risco. Logo, é importante se manter informada e procurar ajuda sempre que algo estranho acontecer. Por falar nisso, você sabe o que é gravidez ectópica?

Essa condição é muito preocupante e precisa ser tratada assim que for identificada para que a mulher se mantenha saudável. Para entender mais sobre o assunto, continue a leitura deste post. Vamos apresentar tudo o que você precisa saber sobre a gravidez ectópica.

Afinal, o que é gravidez ectópica?

Para uma gestação acontecer, ela deve passar por diversas etapas no corpo da mulher, desde a fertilização até a hora do parto. Entretanto, algumas alterações podem acontecer e mudar esse curso, sendo a gravidez ectópica uma delas.

A condição ocorre quanto o óvulo fertilizado não chega até o lugar adequado para se prender ao útero. Nesse caso, ele pode se fixar na tuba uterina, no colo uterino ou na cavidade abdominal. Um feto nessa situação pode até sobreviver por algumas semanas, mas como os tecidos onde se prende não fornecem o suporte necessário, ele morre.

Se a gravidez ectópica não for identificada precocemente, pode ocorrer a ruptura dos tecidos que envolvem o feto, levando a um sangramento que, quando grave, oferece risco de morte para a gestante. Assim, quanto mais cedo a paciente descobrir, melhor.

Se a gravidez ectópica for tratada, as chances de a mulher se manter saudável são muito maiores. Por esse motivo é que o pré-natal passa a ser tão importante, já que o exame de ultrassom feito no início da gestação pode detectar a gravidez ectópica antes do rompimento.

Quais são os sintomas?

Eles podem variar e não ocorrer antes do rompimento das estruturas em que o feto está fixado. A mulher costuma apresentar sangramento vaginal, cólicas e dores na parte inferior do abdômen, além de enjoos. Não é incomum que isso aconteça antes mesmo de ela saber que está grávida ou pouco tempo após a descoberta.

Também podem aparecer ondas de dores por todo o abdômen ou em um só lado, na pelve, no ombro ou no pescoço. É possível haver, ainda, uma sensação de pressão retal.

Geralmente, quando a estrutura se rompe, a mulher sente uma dor muito forte na parte inferior do abdômen, que pode ser constante. Se houver uma perda grande de sangue, é possível que a gestante desmaie ou tenha tontura, o que significa que a hemorragia é grave e que a mulher pode ter uma queda brusca da pressão arterial.

Quais são as causas da gravidez ectópica?

Embora as causas de uma gravidez ectópica sejam conhecidas, é difícil determinar qual delas resultou na gestação fora do útero. A seguir, confira algumas que podem levar a essa condição:

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  • inflamação e cicatrização das tubas uterinas, que podem ter ocorrido por conta de uma infecção ou cirurgia;
  • fatores hormonais;
  • fatores genéticos;
  • problemas congênitos;
  • doença na tuba uterina;
  • doença inflamatória prévia;
  • uso de DIU;
  • procedimento cirúrgico, como aborto ou laqueadura;
  • tabagismo;
  • infertilidade.

Como detectar a gravidez ectópica?

Quando a mulher em idade fértil apresenta os sintomas comuns da gravidez ectópica, o médico logo suspeita da condição e realiza um exame de gravidez. Se a gestação for confirmada, então, é feita uma ultrassonografia transvaginal para detectar se o feto está ou não fora do útero.

Caso o feto não seja encontrado em nenhum lugar, existem duas possibilidades: gravidez ectópica ou normal que esteja muito recente e não possa ser visualizada. O médico pedirá o exame para medir a quantidade de hormônio do início da gestação e determinar, a partir disso, se a gravidez é muito precoce para o feto ser visível ou se realmente se trata de uma gravidez ectópica.

Nessa situação, o médico pode confirmar o diagnóstico com um exame laparoscópico, que permite ver a gravidez ectópica diretamente.

Qual é o tratamento?

Como dissemos, o feto de uma gravidez ectópica é inviável. Assim, o tratamento visa garantir a saúde da mulher. Se a condição for detectada antes da ruptura, ela pode ser tratada com um medicamento que encerra a gravidez ectópica.

Caso ocorra o rompimento, é provável que seja necessária uma cirurgia para remover o feto e a placenta. Durante o procedimento, o médico também tenta reconstruir a tuba uterina afetada, o que permite que a mulher engravide depois, caso a reconstrução seja bem-sucedida.

Quais são os fatores de risco?

Embora todas as mulheres em idade fértil e com vida sexualmente ativa estejam sujeitas a uma gravidez ectópica, existem alguns fatores de risco para a condição:

  • ter 35 anos ou mais;
  • histórico de doença inflamatória pélvica e de endometriose;
  • histórico de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como clamídia ou gonorreia;
  • anormalidades nas tubas uterinas;
  • laqueadura ou uso de DIU;
  • concepção auxiliada por métodos de fertilidade.

Qual é o prognóstico?

Apesar de ser algo ruim, principalmente para a mulher que planejou tanto a gestação, o prognóstico da gravidez ectópica pode ser favorável. Isso depende se a condição causou algum dano físico, mas a maioria das pacientes que apresentaram essa condição podem ter uma gravidez saudável futuramente.

Se as tubas uterinas permanecerem íntegras, ou até mesmo uma delas, o óvulo consegue ser fertilizado naturalmente. Entretanto, se existir um problema de reprodução, é possível que a mulher tenha novamente uma gravidez ectópica.

Além disso, a cirurgia para tratar a ruptura da gravidez ectópica pode deixar cicatrizes que aumentam as chances de uma nova gestação fora do útero. Nesses casos, é importante que o acompanhamento médico seja rigoroso.

Mesmo se o tratamento consistir na remoção das tubas uterinas, ainda há a probabilidade de ocorrer uma futura gestação saudável. A fertilização in vitro, por exemplo, é a implantação no útero de um óvulo já fertilizado.

Apesar de todo o sofrimento, é possível lidar com a gravidez ectópica da forma adequada, principalmente se o diagnóstico e o tratamento forem iniciados quanto antes. É importante que a mulher converse com o médico sobre as possibilidades quando se sentir bem para isso.

Você já passou por isso ou conhece alguém que teve gravidez ectópica? Aproveite que está por aqui e divida conosco essa experiência. O seu comentário pode ajudar outras mulheres que estejam enfrentando a mesma situação.