O parto em casa é feito de forma natural e em ambiente domiciliar. Mas alguns fatores precisam ser considerados para garantir que tudo dê certo.

Inúmeras dúvidas aparecem na hora de pensar sobre o momento do parto. É uma ocasião especial e única, e muitas mães sonham em ter seus filhos em um ambiente domiciliar. Mas essa é realmente a melhor opção? Quais cuidados devem ser tomados?

Apesar de possível, alguns fatores precisam ser avaliados para que isso seja feito de forma segura. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem estimulado a diminuição de algumas intervenções médicas dispensáveis e essa orientação fez crescer a procura pelo parto em casa.

Mas, afinal de contas, será que é aconselhável você ter o seu parto feito em casa? Confira agora alguns aspectos que precisam ser considerados na hora dessa escolha!

Avaliação da equipe de saúde

Para saber se você é uma das mulheres que não corre risco na hora do parto em casa, é preciso uma avaliação minuciosa da equipe médica que acompanha o seu pré-natal. Nesse período, as mães são assistidas e a evolução da gestação é observada de perto para que os riscos sejam administrados.

Existem casos em que complicações podem ocorrer, mas algumas mulheres não passam pela gravidez de risco e são completamente capazes de parir sem o auxílio de intervenções médicas. Por isso, só a equipe de saúde que a acompanha pode avaliar se é viável realizar um parto fora do ambiente hospitalar. Você já conversou com o seu médico sobre essa possibilidade?

Acompanhamento de profissionais capacitados

Se não houver riscos para a mãe e para o bebê, o parto pode ser feito em um ambiente familiar com o acompanhamento de profissionais capacitados. Esses profissionais vão orientar acerca da condução e dos cuidados que precisam ser tomados pela mãe e pela família nesse momento tão esperado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como profissionais recomendados para esse momento os médicos, os enfermeiros obstetra e as obstetrizes.

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O parto domiciliar pode ser vantajoso para a mulher por ela estar em um ambiente íntimo e acolhedor, acompanhada por pessoas queridas e podendo seguir com protagonismo esse processo. É ela quem escolhe a posição em que vai ficar e o tempo de dilatação não precisa necessariamente ser acelerado com hormônios sintéticos.

A prática é bem diferente da hospitalar, em que a prescrição costuma ser da mulher deitada e, caso não haja dilatação de um centímetro por hora, é feita a aplicação de ocitocina para acelerar o andamento do parto.

Estrutura adequada

O ambiente deve contar com espaço para que a mulher consiga se locomover de acordo com as suas necessidades e buscando por posições que aliviem sua dor. Além disso, é preciso que seja um lugar com uma estrutura adequada e privacidade para que a mãe se sinta segura. Segundo a OMS, o essencial é o acesso à água limpa e aquecida, panos e toalhas quentes e um kit de parto.

Existe a possibilidade de o parto ser feito em imersão na água, havendo disponibilidade de banheiras ou similares, mas sua viabilidade também deve ser avaliada pelos profissionais responsáveis. É recomendável a presença de um meio de locomoção rápido para o caso de qualquer intercorrência.

Muitos são os fatores que devem ser observados na hora de ponderar quais as melhores condições para dar à luz. Para algumas mulheres, é possível optar pelo parto em casa e essa pode ser uma escolha segura e viável se observados os cuidados necessários.

Contudo, para as mães com gravidez de risco o parto em casa não é aconselhado, e o ideal é que recorram ao ambiente hospitalar para que sejam resguardadas e cuidadas em um espaço com mais recursos para possíveis intervenções.

E você? Em qual grupo se encaixa? Pôde optar por um parto em casa? Deixe seu comentário e troque ideias com outras mães!