A grande oferta de tipos de mamadeiras pode gerar dúvidas nos cuidadores. Por ser um importante instrumento na transição alimentar, é preciso entender as diferenças.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda manter a alimentação exclusiva de leite materno até os 6 meses de vida, pelo menos. Existem dois motivos principais para isso: primeiro, o fortalecimento do sistema imunológico acontece justamente nesse primeiro meio ano do bebê.

A segunda razão se deve à própria anatomia infantil, pois o bebê precisa ser capaz de firmar o pescoço e se sentar sem apoio (ou com pouco apoio) para fazer a deglutição correta de alimentos sólidos, o que acontece em torno de 4 a 6 meses. Por isso, é importante conversar com o pediatra antes de iniciar a alimentação complementar.

Porém, a mamãe não deve se sentir culpada caso não consiga manter exclusivamente a amamentação até essa idade, pois isso é comum em várias famílias. Para ajudar você a passar por essa fase sem problemas, vamos apresentar, neste post, alguns dos vários tipos de mamadeiras. Boa leitura!

Tipos de mamadeiras

1. Mamadeira antirrefluxo e anticólica

Uma boa forma de lidar com os arrotos do bebê é usar um tipo de mamadeira que seja antirrefluxo. Esses utensílios têm um sistema que evita a sucção do ar enquanto o bebê mama, pois é justamente esse fato que provoca cólicas doloridas e refluxo. Uma boa dica para os cuidadores, que também ajuda nessa questão, é usar a posição de 45 graus para mamar.

É importante mencionar que esse tipo de mamadeira ajuda a evitar cólicas e refluxos, mas não é garantia de que eliminem completamente o problema.

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2. Mamadeira que imita o seio

Existem algumas marcas, como a Avent e Mimijumi, que fazem tipos de mamadeiras mais largas e com um bico grande, arredondado e macio, que imita o seio da mamãe. Esse tipo de mamadeira é excelente para ajudar na hora de desmamar a criança, independentemente da idade.

Um ponto importante é que esse tipo de mamadeira seja esterilizada com frequência, pois o formato do bico ajuda a acumular resíduos.

3. Mamadeira com porta-fórmula

Como dissemos, muitas famílias enfrentam dificuldade em manter a alimentação exclusiva de leite materno até os 6 meses e acabam usando as fórmulas infantis para substituí-lo. O importante é contar com o apoio do pediatra nesses momentos, pois ele indicará a melhor forma de fornecer os nutrientes necessários para a criança.

Caso opte pelo uso de fórmulas infantis, você pode dispor das mamadeiras que são desenroscáveis na parte de baixo, virando um pequeno compartimento para armazenar uma certa quantidade de leite em pó. Dessa forma, fica mais fácil sair com o bebê por aí e levar consigo o alimento dele.

4. Mamadeira com alças laterais

Tendo alças ergonômicas nas laterais, facilitando que o bebê segure, esse tipo de mamadeira é o escolhido por muitas mamães e papais quando ele já adquiriu essa capacidade. Esse item também pode auxiliar a transição da amamentação para a alimentação complementar, pois os bebês se interessam por objetos que são fáceis de manusear e pegar.

Na hora de escolher entre os diferentes tipos de mamadeiras, leve em consideração a idade do bebê e o tipo de furo do bico para evitar engasgos. Alguns estudos sugerem que a criança se beneficia ao se alimentar com a mamadeira até em torno de 1 ano, pois isso a ajuda no desenvolvimento natural. Porém, conversar com o pediatra é sempre fundamental.

Aproveite o momento para conferir também nossas dicas para ajudar na transição da mamadeira para o copo!