Uma boa parte das pessoas só descobre que o choro do bebê é sua principal forma de comunicação depois que entra no mundo da maternidade.

Assim, nas primeiras semanas de vida de seus filhos, muitos pais se sentem perdidos e incapazes de identificar do que se trata o choro da vez. Mas quer saber a verdade? Nem mesmo os pais mais experientes, cuidadores ou especialistas descobrem logo no início.

Isso é normal, afinal de contas, as emoções da família com a chegada do bebê, suas particularidades e o senso de urgência para resolver o choro mudam a forma de interpretá-lo. Então, como dominar a situação? Confira neste post.

Importância do choro do bebê

O choro do bebê não é apenas sua forma de comunicação, mas um indicativo de sua saúde desde o nascimento.

Quando ele ainda está no útero, seus pulmões estão repletos de líquido amniótico. No nascimento, uma pressão é necessária para que eles se expandam e a respiração seja adaptada ao mundo externo, assim como a circulação sanguínea. É aí que entra o choro assim que ele sai da barriga da mãe.

Ou seja, o choro é fundamental para que a adaptação do corpo do bebê ocorra em poucos minutos depois do nascimento. E, se esse sinal é tão especial assim, você pode ter uma relação menos tensa com ele, certo?

Um estudo realizado em 2017 em alguns países, inclusive no Brasil, mostrou que as mães reagem de forma similar ao choro de seus bebês. Suas principais reações são pegá-los no colo e conversar.

No momento em que elas ouvem o choro, reagem em até cinco segundos para atendê-los e, enquanto dão o conforto de seu colo, por exemplo, as áreas do cérebro ligadas ao planejamento são ativadas. Ou seja, elas começam a estudar o choro e quais atitudes tomar.

Sabe o que isso quer dizer? Que você, instintivamente, já está analisando os diferentes tipos de choro do seu bebê e criando as soluções ideais.

É claro que as pessoas tendem a associar o choro do bebê à dor, mas nem sempre é o caso. Se você entender que essa é a forma de o seu filho se comunicar e que precisa manter a calma para decodificar a mensagem que ele está transmitindo, tudo se resolverá mais rápido.

Principais tipos de choro do bebê

No entanto, você pode dar uma ajuda ao seu cérebro estudando, previamente, os principais motivos para o choro do bebê, não é mesmo? Aqui vão alguns deles.

Choro de fome

O choro de fome é rítmico e repetitivo, normalmente acompanhado de movimentos com a cabeça procurando o peito da mãe. É, na verdade, o último indicativo de que seu bebê está faminto, portanto, ele pode estar mais nervoso do que o usual.

Uma boa dica é tentar acalmá-lo antes de iniciar a amamentação. Assim, ele não vai engolir ar durante a sucção, nem produzir gases que geram desconforto.

Choro de dor

Você conhece diferentes tipos e intensidades de dor, mas seu bebê, não. Por isso, ele vai chorar de forma urgente e angustiada para qualquer uma delas.

No caso das cólicas, o choro virá acompanhado de expressões de dor no rostinho e de um movimento contínuo de levantar as perninhas, contraindo o abdômen. Você pode fazer massagens ou colocar seu bebê deitado de bruços em todo o comprimento do seu braço.

Se o choro permanecer angustiado, mas cada vez mais fraco pelo cansaço, você pode checar outros sinais, como a temperatura corporal, e acionar seu pediatra, descrevendo os sintomas.

Choro para chamar a atenção

Esse choro normalmente acontece quando existe uma atenção voltada para o bebê e, por algum motivo, ela é interrompida. Assim, ele começa com alguns resmungos que vão aumentando gradativamente, com picos de gritos intensos alternados com choramingos.

É um choro que demonstra, claramente, que o seu bebê já domina essa comunicação. É importante entender que eles precisam dessa atenção para formar um apego seguro e ter um desenvolvimento socioafetivo saudável, por isso, nada de interpretá-lo como pirraça, ok?

Choro de desconforto

O choro de quem está desconfortável por algum motivo é bem irritado e vem acompanhado de tentativas de eliminar a raiz do problema, que, no caso dos bebês, pode ser uma etiqueta da blusa, roupas muito quentes, fraldas sujas ou cansaço por estar na mesma posição por muito tempo.

A solução, é claro, envolve a investigação do problema e sua correção ou eliminação imediata.

Choro de sono

É aquele típico choro que parece insolúvel e que tira o fôlego da criança. Apesar disso, é o mais simples de acalmar.

Você vai precisar testar técnicas que dão conforto e segurança para que o bebê sinta que pode descansar tranquilo. É possível deixar o quarto à meia-luz, colocar sons suaves no ambiente ou envolvê-lo com uma manta de forma bem firme, como as enfermeiras e doulas fazem no hospital.

Importante: suas emoções são transmitidas para seu bebê o tempo todo, portanto, a sua tranquilidade também pode ser determinante nessa situação.

Choro por dor de barriga

As cólicas são normais, apesar de desconfortáveis, especialmente depois da mamada. Mas, outras dores de barriga podem irritar ainda mais o bebê.

Constipação, dores abdominais, refluxo e alergia à proteína do leite provocam dor e fazem com que o pequeno chore irritadamente e por longos minutos. Nesses casos, comunique o pediatra para um tratamento específico.

Choro para sair do colo

Alguns bebês também choram para sair do colo, inclusive do da mãe. Não é porque não gostem daquele chamego, mas porque, muitas vezes, o ninho formado com os braços ou mantas fica muito quente e ele sente necessidade de se refrescar.

O choro, que é impaciente, vem acompanhado de movimentos descoordenados que tentam ganhar espaço para que os membros fiquem mais livres.

Esse papo faz com que enxerguemos o choro do bebê com menos estresse, não como se fosse algo a ser evitado ou interrompido o quanto antes. Considerando que é a forma de comunicação mais inocente e pura, precisa ser ouvido com muita paciência e amor.

Então, que tal tirar um pouco do estigma que o choro do bebê carrega? Compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais e convide todos os seus amigos, com filhos ou não, a lerem e se tornarem mais empáticos quanto a isso.

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