Os atrasos no desenvolvimento durante o primeiro ano

O que significa um “atraso no desenvolvimento”?

Este termo é usado pelos médicos quando uma criança não atingiu um marco esperado em seu desenvolvimento. Por exemplo, se o intervalo normal para aprender a andar é entre os 9 e os 18 meses, e uma criança de 20 meses ainda não começou a andar, isso seria considerado um atraso. Há muitos tipos de atrasos no desenvolvimento de bebês e crianças pequenas, e eles podem ocorrer em uma ou mais áreas, tais como: coordenação motora grossa, coordenação motora fina, desenvolvimento da linguagem, cognição, área socioafetiva, entre outras. É importante mencionar que se seu bebê estiver temporariamente atrasado, isso pode não representar necessariamente um atraso no desenvolvimento. Lembre-se de que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, por isso, é importante saber identificar alguns dos sinais de alerta.

Como posso saber se meu filho está com um atraso no desenvolvimento?

Um atraso no desenvolvimento é, na maioria das vezes, um diagnóstico feito por um médico com base em diretrizes específicas. Normalmente, os pais são os primeiros a perceber que seu filho não está progredindo na mesma proporção que outras crianças da mesma idade. A intervenção precoce pode fazer uma grande diferença – por isso, se você acha que seu filho pode ter algum atraso, você deve consultar seu médico, um pediatra de desenvolvimento e comportamento ou um neurologista pediátrico. De toda forma, é sempre uma boa ideia familiarizar-se com o cronograma padrão de desenvolvimento infantil.

Sinais de atraso no desenvolvimento durante o primeiro ano:

2 meses

  • Não responde a sons altos;
  • Não acompanha as coisas enquanto elas se movem;
  • Não sorri para as pessoas;
  • Não leva as mãos à boca;
  • Não consegue manter a cabeça erguida quando está de bruços.

4 meses

  • Não acompanha as coisas enquanto elas se movem;
  • Não sorri para as pessoas;
  • Não consegue manter a cabeça firme;
  • Não faz sons;
  • Não leva objetos até a boca;
  • Não faz o movimento de empurrar as pernas para baixo quando os pés são colocados em uma superfície dura;
  • Tem dificuldade para mover um olho ou os dois em qualquer direção.

6 meses

  • Não tenta pegar coisas que estão ao seu alcance;
  • Não demonstra afeto por seus cuidadores;
  • Não responde aos sons ao seu redor;
  • Tem dificuldade em levar objetos à boca;
  • Parece muito “mole”, como uma boneca de pano;
  • Não vocaliza vogais (“ah “, “eh “, “oh”…);
  • Não rola em nenhuma direção;
  • Não ri ou grita;
  • Parece muito rígido, com músculos tensos.

9 meses

  • Não suporta o peso nas pernas com apoio;
  • Não se senta com ajuda;
  • Não balbucia palavras (“ma-ma”, “pa-pa”);
  • Não brinca com jogos que envolvem ação e reação;
  • Não reage ao próprio nome;
  • Não parece reconhecer pessoas familiares;
  • Não olha para o lugar que você aponta;
  • Não transfere brinquedos de uma mão para outra.

12 meses

  • Não engatinha;
  • Não se levanta com apoio;
  • Não procura por coisas que ele vê você esconder;
  • Não aponta para coisas;
  • Não aprende gestos como acenar ou balançar a cabeça;
  • Não diz palavras isoladas como “mama” ou “papa”;
  • Perde habilidades que ele já teve.

Tenha em mente que, se seu filho nasceu prematuramente, pode ser que ele precise de um pouco mais de tempo do que outras crianças de sua idade para recuperar o atraso. Os médicos geralmente acompanham seu progresso usando a data de previsão do parto ao invés de sua data de nascimento real até o segundo ou o terceiro aniversário.

Tem dúvidas sobre alguns desses sinais? Siga seus instintos – você conhece o seu filho melhor, então não hesite em fazer perguntas ao seu médico. A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que os médicos analisem informalmente os bebês e as crianças durante as consultas, verificando potenciais atrasos de desenvolvimento, e que façam exames mais formais e estruturados aos 9, 18 e 30 meses.

Pesadelos infantis: por que eles acontecem e como lidar com eles

Assim como os adultos, as crianças às vezes trabalham sentimentos confusos ou experiências difíceis por meio de seus sonhos. Mesmo que haja algumas coisas mais angustiantes do que ouvir um grito repentino no meio da noite vindo do quarto do seu filho, os pesadelos são bastante comuns.

É importante notar que os pesadelos ocorrem com todas as crianças, independentemente do ambiente. A maioria dos pais se preocupa com um trauma específico que seu filho possa ter experimentado, mas os pesadelos podem surgir muito facilmente, como por ouvir uma história assustadora (que pode não parecer assustadora para você), ir ao shopping e ver um cartaz de um animal que ele acha assustador, ou ver um objeto que o deixe com medo. Durante a noite, essas histórias ou objetos assustadores podem encontrar o caminho para os sonhos do seu filho. Isso acontece porque, nessa idade, as crianças têm dificuldade para separar a fantasia da realidade, o que pode causar medos, que serão expressos nos sonhos.

O que você pode fazer para lidar com os pesadelos do seu filho?

Embora seja verdade que toda criança eventualmente tenha algum sonho assustador ou angustiante, a frequência dos pesadelos parece ter um pico maior durante os anos pré-escolares, quando o medo do escuro é comum. Outra coisa importante sobre os pesadelos é que eles acontecem mais perto do período da manhã, nos últimos estágios do sono REM (a fase do sono com sonhos mais vívidos). Essa é uma característica importante, pois difere dos terrores noturnos, que acontecem durante as primeiras horas de sono, quando seu filho está dormindo profundamente.

Depois de um pesadelo, levar seu filho de volta para a cama pode ser uma luta, mas é importante que você faça isso, já que essas poucas horas de sono são necessárias. Vá até o seu filho quando ele gritar e forneça segurança física – você pode começar abraçando-o e esfregando as costas dele até ele se acalmar. Você também deve tranquilizá-lo e demonstrar que está tudo bem, explicando a ele que o sonho é como um filme passando em sua cabeça e, quando ele acorda, “a TV desliga e o filme desaparece”. Você também pode perguntar a ele sobre o sonho. Mesmo que seu filho não seja capaz de explicar em detalhes – já que ele está começando a desenvolver suas habilidades linguísticas -, isso poderá ajudá-lo a processar o evento

Lembre-se de ouvir as preocupações do seu filho com atenção, sem ignorá-las ou menosprezá-las. Outra coisa que você pode tentar fazer é mostrar ao seu filho que não há monstros debaixo da cama ou no armário (se esse for o medo dele), ou até mesmo dizer que o sonho dele terá um “final feliz” no dia seguinte.

O que você pode fazer para evitar pesadelos?

Muitas pessoas podem se perguntar se há algo que se possa fazer para evitar pesadelos e proporcionar uma noite de sono tranquila, e a boa notícia é que você pode!

Aqui estão cinco dicas que você pode experimentar em casa:

  1. Tenha um horário regular para dormir e acordar.
  2. Mantenha uma rotina de dormir calmante, na qual seu filho possa se sentir seguro e protegido. Por exemplo, dê um banho morno nele, embale-o, leia uma história ou fale para ele sobre os eventos agradáveis do dia.
  3. Tenha uma cama aconchegante e um local tranquilo para relaxar.
  4. Evite filmes, programas de TV ou histórias potencialmente assustadoras – ou coisas que já provocaram pesadelos antes.
  5. Explore as fontes de estresse no dia do seu filho e tome medidas para reduzir ou interromper a exposição dele a essas experiências.

Dicas de segurança para piscinas com crianças

A melhor maneira de manter as crianças seguras perto de piscinas é ter um adulto que saiba nadar supervisionando-as ativamente o tempo todo. Para crianças pequenas, um adulto deve estar na água junto com elas, à distância de um braço. Deve haver uma cerca ou uma barreira ao redor de toda a área da piscina, impedindo que as crianças entrem na área por conta própria. Se você tem uma piscina em casa, é uma boa ideia estabelecer algumas regras básicas. A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda o seguinte:

  • Quando as pessoas não estiverem utilizando a piscina, os brinquedos devem ser mantidos longe dela;
  • Piscinas infláveis devem ser esvaziadas após cada uso;
  • O uso de bicicletas e triciclos não deve ser permitido perto da piscina;
  • Aparelhos elétricos devem ser mantidos longe da área da piscina;
  • Se a piscina for rasa, o mergulho não deve ser permitido;
  • Correr no deck da piscina deve ser proibido.

A AAP recomenda aulas de natação para crianças com mais de 4 anos de idade, ou crianças de 1 a 4 anos que estejam prontas para aprender. As crianças estarão prontas para aprender em diferentes estágios de seu desenvolvimento individual. Considere a frequência de exposição à água, a maturidade emocional e o desenvolvimento físico para decidir se seu filho deve fazer aulas de natação. Tenha em mente que, mesmo depois das aulas, as crianças pequenas devem sempre ser supervisionadas dentro da piscina ou ao redor dela.

Divirta-se neste verão, mas lembre-se: a segurança vem em primeiro lugar.

Como se comunicar com o seu bebê por meio de gestos e sinais

Se você tem observado seu bebê, provavelmente já notou que ele tenta se comunicar com você mesmo antes de aprender a falar. Chorar, apontar, sorrir e dar risada são formas de comunicação e, embora, a princípio, possa ser um jogo de adivinhação, com tempo e esforço você conseguirá identificar o que o seu filho deseja comunicar.

Para entender as necessidades e os desejos do seu bebê com mais facilidade, você pode experimentar uma versão personalizada da linguagem de sinais para bebês.

O que é a linguagem de sinais para bebês?

A linguagem de sinais para bebês é uma ferramenta de comunicação que incentiva os bebês a se comunicarem com gestos. Ela funciona com o uso de gestos que permitem que os bebês comuniquem seus desejos, e até mesmo suas emoções, antes de conseguirem se comunicar com as palavras.

Essa forma de comunicação diminui a frustração, promove o desenvolvimento da linguagem e ajuda a fortalecer os laços afetivos. As evidências sobre essas alegações ainda são limitadas, mas muitos pais e profissionais que utilizam essa ferramenta têm a elogiado.

Complementar a linguagem com gestos e sinais pode diminuir a frustração vivenciada pelas crianças que sabem o que querem, mas ainda não têm as habilidades verbais para se expressarem. A comunicação por meio de sinais com os bebês é um campo promissor e interessante de pesquisa. Descobertas preliminares identificaram que, ao sintonizar-se com os gestos do seu bebê, os pais podem tomar consciência das formas únicas de comunicação dele – o que resulta em uma diminuição das dificuldades de comunicação, tornando o relacionamento mais saudável e levando ao fortalecimento dos laços afetivos.

Como começar?

Se você deseja experimentar a linguagem de sinais para bebês, você pode começar em casa com algumas etapas simples:

  • Pesquise alguns sinais para bebês na internet ou crie alguns por conta própria, e comece a fazê-los toda vez que você disser a palavra correspondente ao sinal;
  • Seja realista. Você pode começar a ensinar os sinais ao seu bebê aos 6 meses de idade ou até mesmo antes, mas ele pode não responder de volta até completar 8 meses;
  • Seja prática. Certifique-se de que seus gestos sejam simples e significativos na vida do seu filho. Por exemplo, ensine-o como dizer “comer”, “dormir”, “leite”, “mamãe”, “papai”, “livro”, etc;
  • Certifique-se de que seu filho esteja prestando atenção. Sempre gesticule quando você disser a palavra que deseja ensinar, mas certifique-se de que seu filho possa vê-la;
  • Responda aos gestos simbólicos que o seu filho fizer;
  • Aponte. A maioria dos bebês começa a apontar como forma de se comunicar entre os 9 e os 12 meses – por isso, aponte bastante. Aponte para imagens em livros, partes específicas de um objeto ou até mesmo coisas que fazem sons;
  • Responda às solicitações que seu bebê fizer apontando, e peça algumas coisas a ele apontando também. Aponte para um brinquedo e peça para ele entregá-lo a você, ou aponte para o brinquedo e pergunte qual a sua cor;
  • Use gestos naturais com o seu bebê. Você pode adicionar ao seu repertório sinais que não foram criados por você ou por outra pessoa. Os gestos são uma forma natural de comunicação – use gestos faciais, aponte, balance a cabeça para dizer “sim” e “não”, etc.
  • Divirta-se e seja paciente. Lembre-se sempre de manter esse exercício leve e divertido. Não desanime se seu filho não assimilar os gestos imediatamente. Continue tentando;
  • Por fim, lembre-se de continuar conversando com seu filho para desenvolver suas habilidades linguísticas e fortalecer a comunicação.

Você já experimentou a linguagem de sinais para bebês? Se sim, ela funcionou para você e o seu filho? Deixe o seu relato nos comentários!

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