Estimulando a aprendizagem fora das salas de aula!

Quando as férias de verão terminam, as crianças que não tiveram acesso às oportunidades de crescimento e desenvolvimento intelectual têm menos vantagens do que as crianças que as tiveram. Essas habilidades não podem ser recuperadas durante o ano letivo, e essa falta de oportunidade se acumulará ano após ano. Somam-se a isso as disparidades educacionais existentes nos diferentes grupos socioeconômicos, que podem ser observadas a partir dos 18 meses de idade.

Existem vários esforços sendo realizados para resolver essa questão. A maioria se concentra em melhorar os sistemas educacionais – no entanto, as crianças passam apenas 20% do seu tempo dentro das escolas, o que exige uma diversidade maior de soluções.

No ano passado, foi publicado um estudo relacionado a uma intervenção que visava auxiliar no desenvolvimento da linguagem das crianças, cujo objetivo era promover a interação e o diálogo entre pais e filhos nos locais que eles visitam regularmente, como o supermercado. Nestes estabelecimentos, localizados em bairros de classe média, foram colocadas placas que indicavam “perguntas para o seu filho”. Por exemplo, na frente de uma caixa de leite, era possível ler: “Eu venho da vaca. O que mais vem da vaca?”. Essas placas aumentaram significativamente a quantidade e a qualidade da conversa entre adultos e crianças com menos de 8 anos de idade.

Este estudo fomentou uma ideia muito maior sobre a criação de oportunidades para as crianças no resto do mundo, dando aos cuidadores e aos professores o poder de diminuir as desigualdades. O projeto piloto “Urban Thinkscape” teve início com a criação de cinco instalações diferentes em espaços públicos, que tinham como objetivo estimular as habilidades visuoespaciais e os processos cognitivos. Elas foram chamadas de Animation streetlights (Iluminação de rua animada), Puzzle Benches (Mesas de quebra-cabeça), Jumping Feet (Espaços para pular), Stories (Histórias) e Hidden Figures (Jogos de figuras escondidas). Essas instalações foram criadas com objetivos de aprendizagem específicos, refletindo as melhores práticas da pesquisa psicológica. Por outro lado, as famílias têm acesso a essas oportunidades, já que não precisam viajar muito ou pagar para acessar esses espaços e iniciar interações com seus filhos. Este projeto testou elementos como a conversa entre pais e filhos e o uso de palavras espaciais e numéricas. Imagine o impacto gerado por essas oportunidades fascinantes, que permitem manter cuidadores e crianças longe de seus celulares, promovendo inúmeras conversas, estimulando a curiosidade, ajudando na ampliação do vocabulário e explorando novas ideias!

Essa ideia diferenciada proporciona experiências recreativas para as famílias que não possuem recursos ou conhecimento para acessar esse tipo de oportunidade. Este projeto busca levar esse conceito para outros espaços da cidade, como salas de espera e lavanderias. Essa intervenção revela lições importantes não só para as crianças, mas também para os educadores, urbanistas e políticos. As atividades no contexto urbano aumentam as oportunidades de enriquecimento e são acessíveis a todos os cidadãos, além de serem fundamentais para que as crianças cresçam, aprendam, ganhem confiança e se tornem adultos pensantes. Esta solução inovadora tem o potencial de aumentar as habilidades intelectuais e visuoespaciais das crianças, reduzir as lacunas existentes relacionadas à preparação escolar e promover melhores resultados educacionais e de vida. Em uma perspectiva mais ampla, esse desenvolvimento é essencial para construir a riqueza e a saúde das famílias das comunidades que estão ao seu redor.

O principal objetivo do Kinedu é melhorar a educação das crianças, proporcionando aos pais atividades e conhecimentos específicos sobre o desenvolvimento dos seus bebês, para que possam ter momentos de qualidade juntos todos os dias. O Kinedu converte momentos do dia a dia que não seriam aproveitados em experiências que colaboram com o desenvolvimento dos bebês. Se nós queremos melhorar as oportunidades e o sucesso das crianças e construir comunidades engajadas, a influência mais forte para esta transformação não é a intervenção com as crianças, e sim a mudança dos comportamentos, das crenças e das atitudes dos adultos que interagem com elas.

Marcos do desenvolvimento: aprendendo a rolar

Seu bebê já tem um controle maior sobre a cabeça? Então, em breve, ele aprenderá a rolar – um marco importante para o seu bebê, pois será seu primeiro grande movimento realizado de forma independente. Como a força dos seus braços, costas e pescoço está aumentando, ele começará a descobrir novas maneiras de mover seu corpo.

Quando meu bebê irá começar a rolar sozinho?

De acordo com a Academia Americana de Pediatria (AAP), os bebês devem ser capazes de rolar, em ambas as direções, no sétimo mês. Porém, por volta do terceiro ou do quarto mês, seu bebê já terá desenvolvido força suficiente na parte superior do corpo para se virar de modo a ficar com a barriga para baixo. Pode demorar até 5 ou 6 meses para que ele consiga fazer o movimento oposto (virar-se de volta com a barriga para cima), já que ele precisará de mais força nos músculos do pescoço e dos braços para realizar esse movimento. A primeira vez que ele rolar será uma surpresa para vocês dois. É uma experiência nova para o seu bebê, então pode ser assustador no começo – mas não se surpreenda se ficar rolando se tornar rapidamente um dos truques favoritos do seu filho!

Como posso ajudar meu bebê a rolar?

Aprender a rolar requer um bom controle da cabeça e força suficiente dos músculos do pescoço e dos braços para que ele consiga empurrá-los. Então, colocar seu bebê de bruços é a maneira perfeita de fortalecer e treinar esses músculos, já que ele tem que segurar a cabeça para cima e empurrar seu corpo usando os braços para ficar com a barriga para baixo. Você pode estimular o seu filho a rolar quando ele estiver de bruços. Coloque um brinquedo ao lado dele e veja se ele tenta rolar para alcançá-lo, ou deite-se ao lado dele,a uma certa distância, e observe se ele tenta rolar para chegar mais perto. À medida que seu bebê ficar mais forte, ele começará a chutar com as pernas, a balançar os braços como se estivesse nadando e a girar de um lado para o outro e, finalmente, a rolar.

Quando devo me preocupar?

  • Se até o sétimo mês o seu bebê não tiver aprendido a rolar e não estiver sentando ou tentando engatinhar, fale com o seu pediatra.
  • Enquanto seu bebê estiver descobrindo novas maneiras de se movimentar, certifique-se de mantê-lo seguro, especialmente quando ele estiver no trocador de fraldas ou em outras superfícies altas.

Como ensinar seus filhos a lidar com os desafios

“O que os pais podem fazer é reconhecer o aborrecimento das crianças e expressar sobre as diferentes maneiras nas quais as crianças podem lidar com uma determinada situação”, diz Frydenberg.

As crianças que desenvolvem estratégias de enfrentamento são mais propensas a se tornarem resilientes, trabalhando suas preocupações e reduzindo o estresse. Estratégias de enfrentamento são aquilo que fazemos e pensamos para superar situações difíceis. Para as crianças, essas situações estressantes podem se apresentar ao terem que se despedir dos pais, ou durante as interações com os colegas.

Ajudar as crianças a lidar com esse tipo de preocupação lhes dará as ferramentas para depois lidar com o estresse que enfrentarão durante a vida adulta. Da mesma forma, ajudará a reduzir o risco de problemas relacionados à saúde mental.

Como os pais podem ajudar?

A psicóloga Erica Frydenberg, da Escola de Pós-Graduação em Educação de Melbourne, diz que os pais podem ajudar as crianças a aprenderem a lidar com suas questões, inibindo estratégias inúteis e incentivando-as a utilizar as que são úteis. Por exemplo, os pais podem desincentivar seus filhos a colocarem a culpa em outras pessoas, e encorajá-los a pedir ajuda e a manter a calma diante de um problema. Incentivar as crianças a falarem com um adulto sobre seus problemas é particularmente eficaz, especialmente quando leva a diálogos sobre estratégias de enfrentamento.

A psicóloga Susan David, autora do livro “Agilidade Emocional” criou o termo “helicóptero paternal” para descrever a situação em que os pais intervêm, não deixando que seus filhos experimentem uma emoção negativa. Estratégias como correr para resgatá-los, ou minimizar suas emoções ou problemas, não permitem que a criança aprenda a se virar.

Dr. David oferece quatro passos úteis para ajudar uma criança a enfrentar, ao invés de evitar, uma emoção negativa.

  • Sinta. Não afaste ou evite emoções negativas; sinta-as e reconheça-as!
  • Mostre. Mostre todas as emoções – algumas famílias têm regras em torno delas, em que algumas podem ser mostradas e outras devem ser escondidas.
  • Nomeie. Nomear as emoções é uma habilidade essencial para as crianças – elas devem aprender a identificar e nomear suas emoções.
  • Observe elas irem embora. Até mesmo as emoções mais difíceis acabam passando. Ajude seu filho a perceber isso.

Lembre-se de que os pais são os primeiros e mais importantes professores dos seus filhos. Dar o exemplo será muito útil para ajudar seu filho a ter sucesso com suas estratégias de enfrentamento.

Fontes:

O que fazer se meu bebê cair?

Não importa o quão cuidadosa você seja, isso pode acontecer um dia. Você olha para o lado por uma fração de segundo, e seu bebê pode cair do sofá, da cama ou do trocador. É fácil sentir-se a pior mãe de todos os tempos. No entanto, você não está sozinha. A cada ano, apenas nos Estados Unidos, 2.8 milhões de crianças vão parar no pronto-socorro por causa de ferimentos relacionados a uma queda.

Então, se o seu bebê cair, mantenha a calma. A maioria das quedas não é grave, mas você deve aprender sobre os sinais de alerta e o que fazer quando percebê-los.

Por quais sintomas devo procurar?

  • Inchaço;
  • Sangramento significativo;
  • Perda de consciência e/ou olhos revirados;
  • Tontura/Sonolência;
  • Vômito;
  • Perda de equilíbrio;
  • Choro prolongado (por mais de uma hora);
  • Choro ao ser tocado;
  • Uma pupila maior do que a outra;
  • Fraqueza ou falta de reação;
  • Dificuldade para acordar.

O que devo fazer se meu bebê sofrer uma queda?

  • Entre em contato com o seu médico ou ligue para o 193.
  • Mantenha a calma e console seu bebê. Isso o ajudará a se acalmar, e permitirá que você avalie sua condição.
    • Nota: Se você acha que há alguma chance de o pescoço ter sido lesionado (por exemplo, se você viu o pescoço do seu bebê torcer ou sabe que ele caiu diretamente sobre a cabeça), não o mova – isso pode causar sérias complicações. Em vez disso, ligue para o 193 e tente acalmá-lo).
  • Tire as roupas do seu bebê para verificar se há vermelhidão, hematomas, inchaços ou deformidades em seu corpo. Se você não notar nenhum inchaço significativo na cabeça ou no corpo, provavelmente não há ferimentos sérios.
  • Se você notar qualquer inchaço ou deformidade em qualquer parte do corpo do seu filho, ou se ele estiver mancando por algumas horas, leve-o ao pronto-socorro ou ao consultório do seu médico.
  • Verifique se há ferimentos na cabeça.
    • Nota: Preste muita atenção em como seu bebê se comporta depois da queda. Se não há sinais óbvios de lesão e ele está agindo normalmente, então não há muito para se fazer. No entanto, se seu bebê parecer tenso, tonto ou sonolento, ou se começar a vomitar, procure ajuda imediatamente.
  • Em caso de dúvida, ligue para o 193.
    • Se a queda pareceu muito grave, ou se você notar algum dos sinais mencionados acima – ligue para o 193 ou leve seu bebê para um pronto-socorro pediátrico imediatamente.
    • Se a lesão não parecer particularmente grave, mas você ainda tiver dúvidas, ligue para o seu pediatra – ele dirá se você precisa ou não levar o seu bebê até o consultório ou o pronto-socorro.

É importante ressaltar que o principal elemento da prevenção é perceber que as crianças geralmente estão um passo à frente do que seus pais imaginam em relação ao seu desenvolvimento. Isso significa que você pode achar que o seu filho não é capaz de rolar – até que isso aconteça! Você pode estar trocando a fralda dele e, do nada, ele pode rolar e cair no chão. Por isso, é fundamental que os pais se previnam para evitar acidentes.

Aqui estão algumas dicas para lhe ajudar a evitar quedas ou ferimentos graves:

  • Coloque protetores nas quinas dos móveis.
  • Coloque antiderrapantes em todos os tapetes, ou remova-os até que eles não representem mais risco para o seu filho.
  • Mantenha seu filho longe de varandas e decks elevados, e coloque portões de proteção na parte superior e inferior de cada escada.
  • Mantenha cadeiras e outros móveis longe das janelas.
  • Não tire o olho do seu filho e nem deixe-o sozinho quando ele estiver no trocador.
  • Abaixe o colchão do seu filho assim que ele começar a ficar em pé no berço.
  • Quando você estiver no supermercado, afivele seu filho no carrinho de compras.
  • Use redes de proteção nas janelas. Não confie nos vidros!