A parentalidade positiva, caminho do meio entre o autoritarismo e a permissividade, traz para os pais uma alternativa para criar filhos felizes, saudáveis e íntegros.

Você já se perguntou sobre o tipo de mãe ou pai que gostaria de ser? Já teve dúvida se deveria aplicar castigo no seu filho? Quis saber como lidar com o comportamento do seu pequeno? Então, esse post é para você! Continue a leitura para entender o que é a parentalidade positiva e como ela pode te ajudar com estes desafios!

O que é a parentalidade positiva?

A parentalidade positiva, também conhecida como disciplina positiva ou educação positiva, é uma abordagem de criação e educação dos filhos baseada em afeto, empatia, comunicação, confiança e respeito mútuo. Ela é comumente descrita como o “caminho do meio” das abordagens educacionais:

  • Autoritarismo: modelo mais rígido, em que o adulto manda e a criança obedece. Geralmente, envolve um conjunto de regras e uma punição no caso de violação das regras.
  • Permissividade: nesta abordagem, a criança é quem manda. Não há limites ou regras.
  • Parentalidade positiva: é o caminho do meio entre as duas abordagens. Nela, o adulto é o responsável, mas ele coloca limites amorosamente, com comunicação e respeito, valorizando os sentimentos da criança, que é vista como um ser humano em desenvolvimento, que precisa de orientação, e não de um comando. A autoridade é estabelecida sem autoritarismo.

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A proposta da parentalidade positiva é que a criança tenha mais autonomia e possa se envolver na tomada de certas decisões – sempre considerando o contexto da família e o que é apropriado de acordo com sua idade. 

Como lidar com as “birras” segundo a educação positiva

É importante ter em mente que as chamadas “birras” – ou maus comportamentos – são a forma que a criança tem de expressar suas emoções e desagrados. Não é algo pessoal contra o adulto, mas o recurso de comunicação que ela possui naquele momento.

Sabemos que a maioria dos pais não deseja bater em seus filhos ou puni-los, mas acaba fazendo isso por não conhecer outras estratégias ou por acreditar que esta é a única forma de ensiná-los. No entanto, também sabemos que punir ou castigar as crianças não as ensina a lidar com suas emoções e sentimentos, e nem a ter comportamentos adequados.

Os castigos e punições educam pelo caminho do medo, e dificilmente trazem uma leitura de aprendizado ou de reforço de valores para a criança – ao invés disso, provocam sentimentos de injustiça e vingança. A disciplina positiva entende os conflitos e as situações mais complexas como grandes oportunidades para reforçar valores e trazer conexão e aprendizado.

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Na parentalidade positiva, as ações são conduzidas com afeto e, portanto, sem violência – seja ela física ou verbal. Sendo assim, a abordagem rejeita o castigo ou outros tipos de punição. Por outro lado, sabemos que as crianças ainda não têm maturidade para governarem as próprias vidas sozinhas, e nem desejamos que governem as nossas. Então, como a educação positiva nos ensina a lidar com as birras? Confira algumas dicas:

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  • Buscar a origem do mau comportamento em nós mesmos e na criança – fazer isso exige autoconhecimento e empatia, pois precisamos entender nossas próprias emoções naquele momento e o que nosso filho está tentando nos comunicar.
  • Validar o sentimento da criança. Ela mesma pode não estar compreendendo o que está sentindo, mas podemos ajudá-la a reconhecer esses sentimentos e, então, oferecer alternativas ou rotas de fuga imediata. Por exemplo: “Estou vendo que você está irritado. Eu também estou frustrada por ficar tanto tempo em casa. Que tal brincarmos de esconde-esconde?”. 
  • Oferecer escolhas limitadas dentro de limites razoáveis. Por exemplo, se estiver frio e a criança estiver “fazendo birra” por querer ficar de sunga, você pode dizer algo como: “Entendo que você esteja com saudades de ir à praia e vestir essa sunga. Que tal escolher um destes dois agasalhos? Depois, podemos fazer um castelo de blocos, como se fosse um castelo de areia!”. 
  • Em alguns casos, a “birra” pode passar dos limites, pois há muita energia envolvida e a criança perde o controle sobre si. Nestas situações, o melhor é acalmar o seu filho, levando-o para outro lugar, abraçando-o, pedindo que ele respire fundo e afirmando, calma e firmemente, que vai passar. O tom de voz usado irá contribuir muito neste momento. Não corrija a criança imediatamente, é importante fazer isso quando ela estiver mais tranquila, para que não se sinta exposta ou rotulada como má.

Benefícios da parentalidade positiva

Sempre reforçamos que as experiências nos primeiros anos de vida formam a base para as habilidades que a criança terá pelo resto da vida – sejam elas físicas, cognitivas, linguísticas ou socioafetivas. Assim, um ambiente com afeto, baixos níveis de estresse e estímulos positivos resultará em um desenvolvimento saudável em todas as áreas.

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A educação positiva tem como resultados muitas das coisas que desejamos para nossos filhos. A abordagem:

  • Promove a inteligência emocional, fazendo com que as crianças se tornem adultos que lidam melhor com as próprias emoções e sejam mais saudáveis, felizes e íntegros.
  • Promove a autonomia e a empatia, pois a criança é incentivada a pensar e a escutar o outro, uma vez que sempre é escutada.
  • Promove a autoestima – a criança criada desta forma tem uma boa autoimagem e lida melhor com as próprias limitações. Além disso, por ter sido tratada com respeito, ela não aceitará nada menos do que relações respeitosas ao longo de sua vida.

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Nathalia Pontes é educadora certificada em Disciplina Positiva, psicopedagoga educacional, designer e Mestre em Psicologia da Educação pela PUC-SP. Escreveu e ilustrou quatro livros infantis, “O Menino que não tinha forma”, “O Caramujo e o Camaleão”, “Catarina” e “Como conheci Nhamun”, que debatem valores e comportamentos sociais. Nathalia tem dez anos de experiência em sala de aula e em projetos educacionais. Sua missão é levar desenvolvimento e alegria para a vida das pessoas por meio da educação.