Seu bebê está pronto para engatinhar? Saiba que nem todos aprendem a se movimentar do modo tradicional, desenvolvendo estilos únicos de locomoção — e tudo bem!

Entre o sétimo e o décimo mês, os bebês já começam a dominar a clássica posição de engatinhar com as mãos e os joelhos no chão. No entanto, alguns desenvolvem estilos diferentes na hora de engatinhar, mas que são igualmente eficientes.

Neste post, vamos falar sobre as diferentes maneiras que seu filho pode aprender. Também vamos contar como esse processo acontece e o que você pode fazer para ajudar. Acompanhe!

Como bebês aprendem a engatinhar

Engatinhar é a primeira forma de mobilidade dos pequenos. Mas antes de conseguir se deslocar de fato, seu bebê precisa cumprir algumas etapas do desenvolvimento físico, motor e cognitivo.

Esse aprendizado é um processo complexo, que começa desde muito cedo com o tummy time —deixar seu bebê de bruços. É a partir dessa posição que ele começa a arquear as costas e levantar a cabeça para olhar ao redor, fortalecendo os músculos e despertando para a vontade de buscar os objetos próximos.

Para se movimentar, o seu filho vai precisar coordenar movimentos de braços e pernas, além de desenvolver força muscular nas costas e nos membros para aguentar o próprio peso.

Em geral, essa jornada envolve vários marcos do desenvolvimento, começando pelo sustentar da cabeça, rolar, ficar em quatro apoios, sentar etc. No entanto, nem sempre eles são alcançados nessa sequência.

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Cada bebê tem seu tempo para descobrir como se mover, o que acontece, geralmente, entre os 7 e os 10 meses de idade. Alguns pulam etapas, outros permanecem semanas estagnados, por exemplo, se balançando pra frente e pra trás, e muitos desenvolvem formas únicas de chegar onde querem.

Os tipos de engatinhar mais comuns

Nem todos os bebês vão se locomover da forma tradicional, alternando as mãos e os joelhos. Alguns utilizam sua barriga para se mover, outros engatinham usando as mãos para se impulsionar para frente ou usam uma perna na posição de engatinhar e a outra esticada no chão para se mover.

A verdade é que não importa qual o estilo que o seu bebê escolheu, mas sim, que ele demonstre o desejo de se movimentar de forma independente para explorar seu ambiente. De acordo com a Associação Americana de Pediatria (AAP), estes são os tipos de engatinhar mais comuns entre os bebês:

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Clássico — mãos e joelhos cruzados

Seu bebê distribui o peso em suas mãos e joelhos e, então, move um braço e o joelho oposto para frente, ao mesmo tempo. Esse estilo é o mais comum de todos.

Urso que engatinha

Parece a forma tradicional de engatinhar, mas seu bebê mantém os cotovelos e os joelhos esticados, caminhando sobre as mãos e os pés, como um urso.

Engatinhar com a barriga

Seu bebê movimenta o corpo para frente, enquanto arrasta sua barriga contra o chão. Essa pode ser uma maneira eficaz de se mover, mas certamente deixará suas roupas muito sujas!

Engatinhar com o bumbum

Seu bebê engatinha quando está na posição sentada, usando os braços para se mover para frente. Essa forma de engatinhar nunca será tão rápida quanto a clássica, mas também é eficiente. Os pequenos que engatinham assim, geralmente, são os que resistem a ficar na posição de bruços.

Caranguejo que engatinha

Sua criança se move para trás ou para os lados, como um caranguejo, impulsionando-se para frente com as mãos. Essa forma de engatinhar, normalmente, ocorre quando ele está aprendendo o movimento, e essa fase não costuma durar mais do que uma ou duas semanas.

Rolando

Seu bebê chega ao seu destino rolando de um lado para o outro. Embora, tecnicamente, não seja engatinhar, alguns bebês se tornam tão eficientes em rolar, que nunca desenvolvem a postura de quatro apoios para se locomover, já que eles ficam rolando repetidas vezes até chegar ao seu destino.

Direto para os passos

Embora seja mais raro, alguns bebês simplesmente pulam a etapa do engatinhar, passando direto para os passinhos. Eles começam a se locomover, se apoiando em móveis e objetos pelo caminho e passam bastante tempo (semanas ou meses) fazendo isso, até conseguir andar sem apoio.

Como ajudar o bebê a engatinhar

Já nos primeiros meses, o seu bebê tem o instinto natural de conhecer o mundo à sua volta, mas um ambiente favorável e as atividades certas podem fazer toda a diferença. Então, se você quer dar essa forcinha extra para o seu filho, e estimular ele a engatinhar, confira estas dicas:

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  • deixe o bebê no chão: já falamos sobre a importância do tummy time para fortalecer pescoço, tronco, ombros e braços e preparar o seu filho para engatinhar, além de outros benefícios. Por isso, reduza o tempo na cadeirinha, carrinho e colo, e coloque-o mais no chão;
  • utilize brinquedos para incentivar: espalhe objetos e brinquedos a uma curta distância do seu filho, de forma que ele precise se esticar para alcançar. Esse movimento exige que ele se apoie em um dos braços e use o outro pra pegar o objeto, desenvolvendo a coordenação motora e aprendendo a distribuir o peso de um lado para o outro;
  • aposte no poder do espelho: após a etapa anterior, é hora de incentivar seu pequeno a se locomover e, para isso, você pode ir afastando os brinquedos ou usar um espelho. O próprio reflexo costuma ser irresistível para eles, que têm o ímpeto de ir até ele;
  • dê espaço e crie um ambiente seguro: seu filho precisa de espaço para se desenvolver e explorar espontaneamente. Para isso, é importante deixar a casa segura, protegendo quinas e tomadas, colocando portão em áreas de risco, como escada, piscina e cozinha, movendo objetos perigosos para locais mais altos, tirando remédios e produtos de limpeza do alcance, escondendo fios e cabos dos aparelhos eletrônicos etc.

Engatinhar desenvolve as coordenações motoras grossa (membros) e fina (mãos e dedos), habilidades físicas, como a noção de espaço e equilíbrio, e coordenação olho-mão. Além disso, habilidades cognitivas e emocionais, como autonomia, independência e autoconfiança, entre outros benefícios.

Entretanto, leve sempre em consideração que os padrões atípicos na hora de engatinhar não indicam necessariamente um problema, mas a assimetria da postura pode ser um sinal de alerta. Por isso, caso tenha dúvidas, converse com o seu pediatra.

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