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Ingurgitamento mamário: o que é e como agir

Ajude o seu bebê a dormir melhor.

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O ingurgitamento mamário é um problema comum, mas que pode levar a inflamações. Por isso, é importante reconhecer seus sinais e lidar com ele rapidamente.

O ingurgitamento mamário acontece quando há um acúmulo de leite nos seios. Então, eles ficam duros, quentes, doloridos e sensíveis. E as causas são muitas! Desde o processo natural de ajuste de produção logo após o nascimento do seu bebê até uma hiperlactação.

Além disso, o ingurgitamento mamário pode ocorrer até com as mães que não querem ou não podem amamentar. É importante reconhecer os sinais do problema para aliviá-lo — isso ajudará a reduzir desconfortos e a evitar complicações mais graves, como a mastite.

Preparamos este texto com as principais informações que você precisa para agir rapidamente caso isso aconteça. Confira!

O que é o ingurgitamento mamário e como reconhecê-lo?

Quando os seios ficam cheios de leite e não são completamente esvaziados, ocorre o ingurgitamento mamário — popularmente, as pessoas costumam falar de “leite empedrado”. Mas atenção: essa situação é diferente da mastite, quando ocorre de fato uma inflamação.

O ingurgitamento não é perigoso se for identificado e aliviado rapidamente. Trata-se somente de uma situação temporária de enchimento excessivo dos seios com leite. Não é difícil para a mãe perceber isso, já que as mamas ficam visivelmente cheias. Alguns dos sinais são:

  • inchaço e sensibilidade — os seios ficam maiores do que o normal, podendo até mesmo ter tamanhos irregulares caso um deles esteja mais ingurgitado que o outro. O inchaço pode se estender até a axila e ocasionar dores nas mamas;
  • mamilos achatados — como os seios ficam inchados, você pode notar que os mamilos ficam mais planos, como se estivessem esticados;
  • febre leve — você pode sentir uma febre local, com a sensação de que os seios ou parte deles está mais quente. Além disso, o ingurgitamento pode levar a uma leve alteração na temperatura corporal (cerca de 38 °C).

Quais são as causas mais comuns para esse problema?

Assim que o seu bebê nasce — e até mesmo antes —, as glândulas mamárias recebem sinais de que precisam iniciar a produção de leite. Geralmente, dentro de 1 a 4 dias após o parto, ocorre a “descida” do leite, o que normalmente leva a um inchaço e a uma sensibilidade maior nos seios.

Isso é completamente normal, então praticamente todas as mães têm um pouco de ingurgitamento mamário nas primeiras semanas de amamentação. Porém, com o passar dos dias, o seu corpo vai se adequando à demanda do seu bebê. Assim, o problema costuma cessar sozinho em pouco tempo.

Fora esse processo natural de ajuste na produção de leite, o ingurgitamento mamário pode acontecer por outros motivos. Confira!

Alterações nas mamadas

O corpo materno se ajusta tão bem às necessidades do seu bebê que começa a produzir mais leite em horários específicos nos quais costuma ocorrer a amamentação. Então, alterações nessa rotina levam ao ingurgitamento.

Por exemplo, se você precisa passar uma manhã longe do seu bebê ou até mesmo na volta ao trabalho, o leite que normalmente seria extraído fica nos seios e os enche, podendo até vazar. Pular mais que uma mamada favorece ainda mais o inchaço e a sensibilidade dos seios.

Produção de leite em excesso

Geralmente, o corpo materno produz a quantidade de leite adequada para as demandas do seu bebê: quanto mais ele mama, mais leite é produzido, e vice-versa. Porém, em alguns casos, pode ocorrer uma produção em excesso — o que é chamado de hiperlactação.

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E, se o seu bebê não está dando conta de esvaziar seus seios, o ingurgitamento mamário é esperado. Alguns motivos que levam ao excesso de produção são:

  • fatores genéticos;
  • bombeamento excessivo;
  • níveis muito elevados de prolactina, o hormônio que estimula a produção de leite;
  • “greve” do seu bebê (o que pode acontecer durante os saltos de desenvolvimento e outras situações que levam a criança a recusar o seio).

Desmame ou suplementação

Uma alteração na dieta do seu bebê — como quando há a introdução alimentar ou você começa a suplementar a amamentação com fórmulas lácteas — podem provocar o ingurgitamento mamário, até que o seu corpo se adeque à demanda reduzida.

Além disso, o desmame é uma situação propícia para o problema, principalmente se for feito de forma mais abrupta. Por esse e outros motivos, é importante que a amamentação cesse por meio da redução gradual da frequência e da duração das mamadas.

Como agir em caso de ingurgitamento mamário?

Como você viu, o ingurgitamento mamário pode acontecer em muitas situações. Se estiver passando por isso, não se preocupe! Veja algumas dicas para aliviar o problema rapidamente.

Amamentar com frequência

A melhor maneira de evitar o ingurgitamento é esvaziar bem os seios. Logo, se o problema está ocorrendo com frequência, talvez seja bom aumentar a frequência das mamadas. O mais recomendado é que a amamentação ocorra em livre demanda. Caso queira seguir horários pré-determinados, procure oferecer o seio ao seu bebê a cada 3 horas.

Oferecer um seio por vez

Deixe que o seu bebê esvazie completamente a mama antes de trocar o lado. Se ele se sente satisfeito somente com o que é produzido em um seio — ou seja, se não precisa mamar dos dois lados —, o ideal é revezar em cada mamada.

Extrair o leite em excesso

Se você estiver suplementando, tente extrair o leite nos horários em que seu bebê toma a fórmula. Essa dica também vale para os casos em que, mesmo com a amamentação, há um excesso de produção. A ordenha de leite materno pode ser feita manualmente ou com bombas próprias para isso.

Aplicar calor sobre os seios

O aumento da temperatura ajuda a relaxar os dutos mamários, o que contribui para que o leite flua melhor e o seu bebê consiga mamar mais. Então, tomar um banho morno ou aplicar compressas mornas nos seios pouco antes de amamentar são boas ideias.

Tentar posições diferentes para amamentar

Alternar as posições de amamentação durante uma mamada também é uma prática interessante para esvaziar o seio. Por exemplo, primeiro, segure o seu bebê na posição clássica de amamentação. Depois, tente segurá-lo um pouco mais na vertical ou com o corpinho virado para o lado contrário.

Usar técnicas de relaxamento ou massagem

Durante a amamentação, massageie suavemente os seios em movimentos descendentes (em direção ao mamilo). Isso ajudará o leite a fluir melhor. Para aliviar o desconforto do ingurgitamento, massagens suaves e compressas geladas também podem contribuir.

Buscar auxílio profissional

Por fim, se o problema tem acontecido com muita frequência, vale a pena buscar auxílio profissional: contatar o seu pediatra ou contar com uma consultoria de amamentação certamente fará diferença.

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Diante desta leitura, você já sabe o que é o ingurgitamento mamário e como lidar com ele. Lembre-se de que o seu corpo precisa de tempo para ajustar a produção de leite às demandas do seu bebê. Sendo assim, o problema costuma ser temporário ou facilmente resolvido.

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